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Autor 77043

Denise Döbbeck Autor(a)

Colecionar souvenirs como recordação de viagem

Conteúdo criado por humano
7 min de leitura
Autor 77043 Denise Döbbeck

Você é o tipo de viajante que sempre traz alguma lembrança na mala? Se respondeu sim, saiba que não está sozinho e há uma legião de pessoas que colecionam souvenirs como recordação de viagem. Inclusive eu! Pois é, eu adoro levar para casa um pedacinho do lugar que visitei, por isso não abro mão de algumas comprinhas em meus roteiros. 

Comprar souvenir é uma recordação de viagem

Para os ávidos turistas, ao programar uma viagem uma das primeiras atitudes é organizar o orçamento com a previsão de gastos. Passagem aérea, hospedagem, alimentação, transporte e passeios, tudo deve ser anotado. Porém, um que não pode ficar de fora é com compras.

E não estamos falando em produtos de lojas europeias ou de marcas internacionais. No caso são de souvenirs, aqueles produtos vendidos em praticamente todas as cidades turísticas.

Este tipo de consumo é comum e faz parte do hábito de muita gente que está viajando, de colecionadores a quem quer presentear os que ficaram em casa ou ter um “mimo” de recordação.

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O mundo dentro de casa

Para mim, é muito gratificante fazer um chá que eu trouxe da Turquia e beber em xícaras turcas coloridas ou olhar para minha luminária que também veio de lá.

Também me traz alegria cozinhar com temperos da Grécia, usar minha sandália feita à mão e olhar diariamente para meu chaveiro de olho grego.

E claro que adoro espalhar pelas gavetas sachês de lavanda da região da Provence, na França, e usar meus pequenos tajines de barro que vieram do Marrocos. E ainda utilizar uma tábua de vidro de cozinha que trouxe da Alsácia, na França.

Da Escócia vieram um cachecol de lã e um criativo Monstro do Lago Ness que decora minha casa, e do sul da Espanha, um colorido jogo americano.

Enfim, são muitos os objetos que adquiri nesta minha vida de viajante. E por todos tenho um carinho especial, pois me transportam de volta a estes destinos que visitei.

Colecionar souvenirs é isso. É ter o prazer de revisitar os lugares do mundo por meio de lembranças palpáveis.

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Porque levamos souvenirs para casa?

De acordo com a psicologia, um objeto pode carregar emoções, uma vez que nós projetamos nele, significados afetivos com base em nossas experiências vividas.

Seguindo esta lógica, se pararmos para pensar, o souvenir é muito mais do que um simples objeto. É um símbolo que carrega as memórias e experiências de viagem de cada pessoa e por isso é tão importante para muita gente. 

Uma vez adquirido, estará presente na volta para casa, não somente enfeitando ambientes ou sendo útil no dia a dia como também tendo uma função afetiva. 

Luminárias são souvenirs da Turquia
Luminárias de mosaico: além da beleza, carregam as memórias da Turquia. Foto: Denise Döbbeck

Ele funciona como um gatilho emocional, relacionando presente e passado: ao olhá-lo, nós nos transportamos para o local visitado, visualizando as imagens e as emoções presentes naquele momento. Felicidade, alegria, contentamento, realização, tudo vem à tona. 

Quando se faz uma viagem, assim como acontece com qualquer ação, as experiências ficam antes de tudo armazenadas na memória. São as histórias que cada viajante traz consigo que irão embalar conversas entre amigos e familiares. No caso dos souvenirs, eles funcionam como uma memória tangível da jornada, conectando o viajante às suas experiências vividas. 

Desta forma, colecionar souvenirs como recordação de viagem é uma maneira de não deixar a lembrança do passeio ir embora. Todos os bons momentos, a emoção, as descobertas e o aprendizado daquele momento estarão sempre por perto.

Mas afinal, o que é um souvenir?

Ao procurar no dicionário, a palavra souvenir entrega seu significado mais evidente:

“Objeto comprado para fazer lembrar algo ou alguém, normalmente um local”.

É a famosa lembrancinha de viagem.  Este objeto do desejo normalmente é algo que remete à história e cultura do lugar.

Não é à toa que cada destino tem como souvenir itens característicos, como réplicas dos principais monumentos históricos, miniaturas, produtos artesanais ou itens de fabricação pelos quais a região é conhecida (linho, palha, cerâmica, couro etc).

Pode ser roupa, item de decoração, acessórios para cozinha, produtos de consumo como alimentos ou bebida típica, algum utensílio ou artesanato local. Enfim, são milhares de objetos expostos em lojas que estão espalhadas em cada esquina dos pontos turísticos, a começar pelo aeroporto.  

Canecas como opção de recordação de viagem da Holanda
Na Holanda, as tulipas estão por toda parte e em diferentes objetos nas lojas de souvenir. Foto: Denise Döbbeck

Não é exagero falar que os souvenirs movimentam a economia de muitas cidades, principalmente as mais turísticas. A cadeia produtiva e a comercialização destes produtos muitas vezes fazem parte da economia local, impulsionando o comércio, pequenas indústrias e artesãos e contribuindo com o desenvolvimento da região.

É bom lembrar que muitas cidades têm no turismo uma de suas principais fontes de sustento e o comércio local desempenha um importante papel na economia regional. Assim, ao adquirirmos um souvenir, não apenas levamos conosco uma lembrança de viagem como também contribuímos diretamente para o desenvolvimento econômico e social do destino visitado.

E o comércio está atento aos desejos dos consumidores. Muito além dos tradicionais chaveiros e ímãs de geladeira, a criatividade dos produtos é de fazer (quase) qualquer turista abrir a carteira sem pensar duas vezes. Para os mais consumistas, é preciso uma boa dose de autocontrole para passar ileso pelas lojas ou entrar apenas para “dar uma olhadinha” e não levar nada. 

Sim, há souvenirs lindos, bem característicos, muito bem feitos, de todos os tipos e preços, e é quase impossível não ficar com vontade de levar algo para casa. 

Cuidado com os excessos

É preciso ter em mente que durante uma viagem nenhum exagero é indicado, porque, além do gasto que pode ultrapassar o orçamento, ainda é preciso prever o espaço na mala e o peso da bagagem. No entanto, um ou outro souvenir é sempre bem-vindo e equilíbrio é a palavra-chave, aliás como tudo na vida.

Na hora da compra, o peso da mala sempre fala mais alto. Quem tem bagagem a ser despachada já está com vantagem. Para os que viajam apenas com mala de mão, porém, a história é diferente. 

Com o peso da mala variando entre 8 e 12 kg dependendo da companhia aérea — e a rigorosidade das empresas sendo cada vez maior — há itens proibitivos, já que os souvenirs não podem ser grandes ou muito pesados. 

Ou seja, é preciso se programar para não exagerar nas compras. Mas tudo tem solução, é só escolher algo que esteja dentro das possibilidades. Ou deixar o item que mais gostou para uma próxima vez, quando voltar com uma mala maior.

Uma estratégia que desenvolvi é, quando viajo para um local que sei que pretendo fazer compras, já vou com a mala (normalmente de mão) mais vazia, com pouca roupa ou peças mais leves. Isso aconteceu, por exemplo, em minhas viagens para o Marrocos e a Turquia, destinos em que já sabia que seria difícil resistir à tentação. 

Existe souvenir ideal? 

Os amantes de souvenirs não necessariamente compram diferentes objetos como eu relacionei os que trouxe. Há aqueles que colecionam um só item, e os mais comuns são chaveiros e ímãs de geladeira

Afinal, quem é que não conhece alguém que tem a geladeira lotada de ímãs do mundo todo? Esse é o típico souvenir como recordação de viagem: acessível, leve e fácil de transportar. Além disso, conta a história do dono da casa, mostrando por onde andou e o que já viveu neste mundo afora.

O que muitas vezes faço é, durante minhas pesquisas sobre o destino, vou descobrindo os produtos típicos do local e o que é interessante comprar. Assim, já penso em possibilidades do que adquirir, seja um enfeite, um tempero ou algum outro objeto. 

Souvenirs em loja na Alsácia, região da França
Na Alsácia, região turística da França, há criativos souvenirs para vender. Foto: Denise Döbbeck

Nem sempre dá para seguir este script. Ao chegar no local, às vezes me encanto com outros itens, mas pelo menos já é um esboço e uma previsão do espaço que vou precisar na mala.

No meu caso, além das lembrancinhas “diferentes”, eu adoro porta-copos. Tenho uma coleção deles trazida de vários lugares do mundo que são funcionais e enfeitam minha mesa nas refeições.

Em geral, gosto de objetos ou itens usáveis, que podem fazer parte da rotina, embora também tenha adquirido alguns enfeites para casa. É muito bom ter uma casa “internacional”, com peças de vários países do mundo, para sempre relembrar minhas andanças. 

Por onde começar sua coleção de souvenirs?

Para quem quer iniciar nesta arte de colecionar souvenir, saiba que não existe uma peça perfeita ou mais indicada, esse é um objeto particular e os gostos variam. 

Apesar da preferência nacional por ímãs e chaveiros, cada turista pode se identificar com algo diferente, não há uma norma a ser seguida.

Viu um objeto e o coração bateu mais forte? Esse é o souvenir que você pode chamar de seu. Agora é levar para casa e manter a chama da memória de sua viagem acesa para sempre. 

Autores

Denise Döbbeck
Jornalista, com pós-graduação em marketing e apaixonada por viagens e fotografia, Denise está sempre à procura do próximo destino. Em 2017, trocou São Paulo por Hamburgo, na Alemanha, e enfrentou os desafios da vida de imigrante. Por meio do Instagram compartilha suas descobertas, andanças, fotos e as curiosidades do dia a dia no exterior.

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