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Casa Batlló: como visitar a construção emblemática de Gaudí

Conteúdo criado por humano
9 min de leitura
Autor 13768 Renata Losso

A Casa Batlló é definitivamente uma das principais atrações turísticas de Barcelona. Não à toa: a obra é uma das principais de Gaudí, uma das maiores referências do modernismo na arquitetura e, ainda, uma mostra de onde a criatividade pode chegar.

Casa Batlló em Barcelona, Espanha.

Neste artigo, vamos dar uma conferida nas principais informações para planejar sua visita a esse legado e patrimônio da capital catalã. Boa leitura!

Como visitar a Casa Batlló?

Também conhecida como “Casa del Dragón” e situada no icônico Paseo de Gracia de Barcelona, a Casa Batlló é uma das obras mais significativas de Antoni Gaudí.

Não à toa, a atração já recebeu a “coroação” de Patrimônio Mundial pela Unesco — assim como as outras principais obras de Gaudí em Barcelona — e recebe por volta de um milhão de turistas anuais.

Dito isso, é melhor se preparar para ter a melhor das experiências durante sua visita em um dos pontos turísticos de Barcelona mais icônicos. Para isso, recomendamos que você:

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Como comprar ingresso para visitar a Casa Batlló?

Você pode comprar ingresso tanto por sites de atrações turísticas, como o GetYourGuide e a Civitatis, tanto pelo site oficial da Casa Batlló.

Nos sites voltados para o turismo em geral, você tem opções flexíveis de pagamento, a possibilidade de cancelamento gratuito até 24 horas antes e a conveniência de combinar atrações em um só ingresso se for do seu interesse.

Já no site oficial, você tem 3 tipos de ingressos disponíveis: tradicional, visita noturna e uma visita que você pode ser o primeiro a entrar na casa — ou seja, antes mesmo dos outros visitantes. Essas opções, porém, também estão disponíveis no GetYourGuide.

A principal diferença do site oficial em relação aos outros sites é que você também já pode reservar experiências imersivas extras oferecidas na Casa Batlló ou mesmo um tablet de realidade aumentada para substituir o guia de áudio de uma forma um pouco mais dinâmica, digamos.

Quanto custa o ingresso para visitar a Casa Batlló em Barcelona?

É possível visitar a Casa Batlló pagando a partir de 25€ por pessoa.

Porém, o preço final varia conforme o tipo de ingresso que você comprar. Com ou sem outros passeios, com ou sem experiências imersivas de realidade aumentada, entre outras possibilidades.

A seguir, confira os preços que pode encontrar para diferentes tipos de passeios em cada plataforma de compra online.

Preços e tipos de ingressos pelo GetYourGuide

Em tabela, confira alguns dos passeios oferecidos pelo GetYourGuide e os respectivos preços.

Tipo de ingresso Preço a partir de
Ingresso Casa Batlló com guia de áudio 35€
Barcelona de Gaudí: passeio pela Sagrada Família, Casa Batlló e Milà 22€
Ingresso Casa Batlló – primeira entrada 45€
Visita guiada à Sagrada Família, Parque Güell e Casa Battló 140€

Preços e tipos de ingressos na Civitatis

A seguir, confira também as oportunidades de ingresso encontrados na Civitatis para conhecer a Casa Battló.

Tipo de ingresso Preço a partir de
Ingresso da Casa Batlló R$ 203,70
Go City: Barcelona All-Inclusive Pass R$ 838,40

Preços e tipos de ingressos pelo site oficial

Pelo site oficial da Casa Batlló você também pode encontrar opções de ingresso e experiências. Embora o site tenha opções de tradução para inglês, francês, italiano e outras línguas, não há tradução para o português. Confira os passeios disponíveis.

Tipo de ingresso Preço a partir de
Visita geral 25€
Visita “Una noche de invierno” 39€
Visita “Be the first” 45€
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Vale a pena fazer uma visita guiada pela Casa Batlló?

Certamente!

Isso porque nada é à toa nesta também icônica obra de Gaudí — tudo tem uma razão de ser.

Porém, há um fator que faz uma visita guiada valer mais a pena ainda no caso da Casa Batlló: foi com ela que o arquiteto modernista teve total liberdade criativa — dos mínimos detalhes da fachada a todas as referências marítimas do interior.

A visita à Casa Batlló e seus cômodos suntuosos merece estar no seu roteiro em Barcelona. Foto: Renata Losso

Com isso, não hesito em dizer que até o ingresso mais básico com guia de áudio para conhecer a Casa Batlló já vale super a pena.

Mas se você puder e quiser investir mais para tirar o máximo dessa experiência, sugiro a excursão de 1 dia para imergir nas três principais obras de Gaudí ou mesmo o ingresso “Be the first” — quer coisa melhor que poder conhecer uma super atração como essa sem muita gente por perto?

O que ver na Casa Batlló Barcelona?

Para não dizer que você precisa ver tudo o que puder da Casa Batlló, vou comentar um pouco sobre as áreas mais memoráveis da construção para você não deixar nada de fora. Vamos lá!

A fachada

Primeiramente, a fachada. Honestamente, para mim é impossível não se maravilhar com a fachada da Casa Batlló.

Ela é tão singular que pode tanto nos remeter a universos tanto oníricos como marítimos por meio de um mosaico de pedra, vidro e cerâmica que pode mudar de tonalidade dependendo da luz que recebe — às vezes mais para o verde-claro, às vezes mais para o roxo, entre outras possibilidades.

Por exemplo: em um dia frio e nublado de inverno, as cores da fachada da Casa Batlló serão diferentes das cores que podem ser vistas em um dia ensolarado de verão.

Ao lado do telhado, a fachada é uma escultura por si só. E como se não bastasse, as simbologias e mitologias por trás da obra dão todo um significado a mais para a Casa Batlló — eu particularmente gosto bastante do que acontece por trás das cenas, mesmo quando não estamos falando de filmes.

Detalhes da porta de entrada da Casa Battló, em Barcelona.
Você pode garantir os ingressos para a Casa Battló pelo GetYourGuide, Civitatis ou site oficial. Foto: Renata Losso

A que eu mais gosto é a que, por meio de uma organização cerâmica, o telhado da Casa Batlló pode remeter a escamas e aludir a um dragão. Mas não um dragão qualquer. Acompanhado da cruz que remeteria a uma espada, o telhado acaba fazendo referência especificamente ao dragão morto pela figura de São Jorge. Parece impossível, mas juro que passa a fazer sentido depois de um tempo.

Assim como o Corinthians — sim, estou falando do time paulistano —, a Catalunha também tem São Jorge como padroeiro. A diferença é que, na comunidade autônoma que tem Barcelona como capital, o santo é chamado de “Sant Jordi”. Aqui, inclusive, o dia de Sant Jordi é super celebrado por meio de uma tradição: dar livros e rosas de presente. Legal, né? Idiossincrasias à parte, voltamos à Casa Batlló.

A escada que dá para o 1º andar + 1º andar

Logo nos primeiros minutos dentro da Casa Batlló, seu queixo pode ter a tendência de cair.

Pode ser a atenção que Gaudí dava aos mínimos detalhes ou mesmo a cera que parece ser retocada com frequência, mas ao primeiro degrau das escadas que levam ao primeiro andar você já nota que nunca deu tanta atenção para um corrimão como ali, naquele momento.

Esse corrimão de madeira nobre representa a espinha dorsal de algum animal mitológico e acompanha as escadas que levam ao primeiro andar da casa. Logo ali você já começa a se ver às voltas com vidros coloridos nas portas e janelas e um teto ondulado com uma espécie de redemoinho em torno do lustre, o que nos remete mais uma vez ao mar — às ondas do mar.

O vão da Casa Batlló

Gaudí sempre dava uma atenção especial às maneiras de ter luz natural dentro de uma construção. Na Casa Batlló, parece que ele conseguiu isso com excelência.

Além de criar claraboias capazes de nos remeter a tartarugas, Gaudí também fez com que o vão do edifício nos ligasse ao mar.

O pátio que remete ao oceano é um dos lugares mais especiais da atração. É impressionante! Foto: Renata Losso

Enquanto no topo uma claraboia principal permite que a luz externa entre na construção, todo o vão foi revestido com azulejos de diferentes tons de azul — mais escuros na parte superior e mais claros na parte inferior do edifício.

O projeto era fazer com que o interior da casa tivesse uma distribuição uniforme de luz. Não é genial?

O terraço

Para finalizar a experiência, você chega ao terraço do edifício. Embora o terraço da Casa Batlló não seja tão incrível quanto o da Casa Milà, você pode arrumar uma mesa por lá e tomar um típico cava, uma cerveja ou mesmo um café.

Claro que os preços são superfaturados, mas é gostoso sentar um pouquinho por ali e observar de Barcelona por cima dos prédios — que possuem alturas muito parecidas no geral.

Conheça a Casa Batlló de Gaudí

A Casa Batlló tem esse nome por conta de seu primeiro proprietário, um nome proeminente do setor têxtil catalão do fim do século XIX e começo do século XX: Josep Batlló y Casanovas.

Naquela época, esse senhor de negócios havia comprado um edifício erguido em 1877 no Paseo de Gracia, rua que estava prestes a se transformar na área mais ilustre de Barcelona por conta do plano urbanístico chamado “Plan Cerdà”. O plano que tornou Barcelona referência de arquitetura por conta de seus quarteirões muito bem planejados.

Ao mesmo tempo, Gaudí já dava o que falar em Barcelona. Com isso, Batlló pediu ao arquiteto que derrubasse o edifício e levantasse outro no lugar. Gaudí, sempre ousado, decidiu fazer uma reforma. E com toda a liberdade que recebeu do senhor Batlló, deu à luz a Casa Batlló.

Curiosamente, na mesma época a prefeitura de Barcelona convocava competições urbanísticas que premiariam os arquitetos que mais se destacassem. Com isso, coincidentemente o mesmo quarteirão recebeu obras e reformas de outros arquitetos modernistas como Josep Puig i Cadafalch — que construiu a casa justo ao lado da Casa Batlló — e Lluís Domènech i Montaner, entre outros.

O acontecimento então deu origem a como o quarteirão viria a se chamar posteriormente: “la Manzana de la Discordia”. Legal, né? Confesso, gosto desse tipo de curiosidade. Mas para você ter outra perspectiva do que é conhecer a Casa Batlló, o vídeo do canal “2 no rolê” pode ajudar.

Funcionamento da Casa Batlló

A Casa Batlló funciona todos os dias das 9h às 22h, com última entrada às 20h45.

Onde fica a Casa Batlló?

A Casa Batlló está localizada no Paseo de Gracia, n.º 43, no bairro do L’Eixample.

Como chegar na Casa Batlló em Barcelona?

É muito simples!

A melhor forma de chegar à Casa Batlló é descendo na estação Passeig de Gràcia por meio das linhas de metrô L2 (roxa), L3 (verde) ou L4 (amarela). Assim que você sair do subterrâneo, olhe em volta: vai ser difícil não se deparar com a Casa Batlló.

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Vale a pena visitar a Casa Batlló?

Definitivamente sim!

Quem fizer a visita com guia de áudio descobrirá que a Casa Batlló também é chamada de “Capela Sistina do Modernismo”. E não dá para deixar de querer conhecer lugares como a Capela Sistina, né?

E você nem precisa ser uma pessoa apaixonada por arquitetura ou pelo próprio movimento modernista para gostar da visita. Basta ser uma pessoa curiosa — é o meu caso — que a Casa Batlló já vai impressionar do começo ao fim. Com isso, vai por mim: já pode incluí-la na sua lista do que fazer em Barcelona sim ou sim.

Quanto tempo dura a visita?

No site oficial diz que o tempo de visita é de 1h15, mas pode chegar a ser de 2 horas dependendo da experiência que você deseja ter.

Barcelona Card inclui a Casa Batlló?

Não, mas o Barcelona Card garante desconto de até 50% na atração e inclui várias entradas em outros museus da cidade.

O que saber antes de visitar a Casa Batlló em Barcelona?

Já escolheu o tipo de visita que planeja fazer na Casa Batlló? Então vamos finalizar o artigo com a principal dica para garantir o seu passeio: já verifique a disponibilidade de horários para planejar o seu roteiro em Barcelona e garanta seu ingresso antecipadamente.

Se você cogita visitar Barcelona no verão, essa dica se torna mais primordial ainda: a cidade fica bem mais cheia de turistas e pode ser que a Casa Batlló também. Não deixe para a última hora, ok?

No mais, boa viagem e boa experiência com Gaudí!

Autores

Renata Losso
Com formação em Jornalismo pelo Mackenzie e Letras pela Universidade de São Paulo, Renata Losso é também especialista em fazer malas e conhecer histórias de cada pontinho do mapa-múndi. Já foi de Barcelona a Amsterdã, de Londres a Roma, e concluiu que o melhor de viajar é sentir que você está exatamente onde deveria estar – mesmo se for no vagão de um trem sem graça entre uma cidade e outra.

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