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6 campos de concentração na Alemanha para visitar

Conteúdo criado por humano
15 min de leitura
Autor 45194 Larissa Wittig

Se você tem interesse em conhecer um pouco mais sobre a história germânica, poderá incluir no seu roteiro, alguns campos de concentração na Alemanha para visitar.

Campo de concentração Dachau, na Alemanha

Neste artigo, mostraremos quais campos de concentração podem ser visitados, como funciona a visita e todas as informações necessárias que você precisa saber. Acompanhe!

É possível visitar os campos de concentração na Alemanha?

Sim, é possível conhecer porque o País preservou diversos campos como uma forma de educar as pessoas sobre as atrocidades cometidas durante o holocausto e para de alguma forma homenagear a memória das vítimas.

Acredito que a maioria das pessoas que gostaria de visitar campos de concentração é movida pelo desejo de presenciar o que já vimos tantas vezes retratado em obras literárias e cinematográficas.

Vejo como uma tentativa de entendimento de como isso pode ter acontecido. E já adianto, que possivelmente você não encontrará nenhuma explicação plausível, mas o importante, sem dúvidas, é gerar esse momento de reflexão.

Na minha opinião, as principais motivações para visitar esses locais são exatamente querer refletir sobre a humanidade, conhecendo as atrocidades que pessoas comuns são capazes de fazer e posteriormente, disseminar esse conhecimento para que a história nunca se repita.

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Por que incluir no roteiro uma visita aos campos de concentração alemães?

Falando da minha experiência, eu tinha muito interesse na história do Holocausto desde que li, no início da adolescência, o “Diário de Anne Frank” (escrito pela própria) e “A noite” (Elie Wiesel). Anne e Elie eram muito jovens, como eu na época, mas foram perseguidos por sua religião e enviados a campos de concentração.

Por isso, visitei os campos de Sachsenhausen, próximo a Berlim, aos 20 anos e Auschwitz (na Polônia) aos 21 anos, ou seja, muito antes de sonhar em viver na Alemanha. Acredito que foi muito importante para mim, mas foi difícil.

Imaginar o que passou nos campos de concentração vendo os locais e toda a documentação é impactante. É impossível não se perguntar como o mundo demorou tanto para reagir, como uma atrocidade dessa foi pensada e executada livremente por um bom tempo.

A verdade é que esse tipo de visita não é um passeio no parque, então eu recomendaria que você pense em quais são os objetivos da sua viagem e se você não estiver bem emocionalmente, não vá. Porém, se tiver essa vontade, com certeza, será uma experiência intensa que pode agregar muito sobre direitos humanos e tolerância.

E só para lembrar, crianças não tem ainda a maturidade para entender o que um campo de concentração representa, portanto, a entrada delas não é permitida. A idade mínima varia de um lugar para o outro, vai geralmente de 12 a 14 anos.

Quais são os campos de concentração na Alemanha para visitar?

Há muitos campos de concentração na Alemanha e também em outros países europeus que podem ser visitados. Indiquei neste guia, os mais conhecidos, que tiveram um papel marcante no contexto do holocausto e que são facilmente acessíveis aos turistas.

Todos os locais mencionados na lista têm memoriais, exposições permanentes e temporárias, além de serem acessíveis com transporte público e entradas gratuitas. Confira!

1. Dachau

“Dachau” — o significado desse nome não pode ser apagado da história alemã. Ele representa todos os campos de concentração que os nacional-socialistas construíram na sua esfera de influência”, Eugen Kogon.

Kogon, renomado cientista político alemão e sobrevivente do holocausto, definiu exatamente a importância do primeiro campo de concentração Nazista. Aberto em 1933, logo após Adolf Hitler se tornar chanceler da Alemanha, Dachau serviu como modelo para o que estava por vir.

Localizado na Baviera, próximo a Munique, foi inicialmente pensado para prisioneiros políticos, mas posteriormente recebeu outros tipos de prisioneiros considerados indesejáveis pelo regime Nazista, como judeus, ciganos, homossexuais e testemunhas de Jeová. Dachau ficou conhecido por suas condições de vida horríveis, trabalho forçado, experimentos médicos antiéticos e extermínios.

O local serviu ainda como centro de treinamento para os guardas da SS, organização paramilitar da Alemanha Nazista.

No campo de concentração Dachau é possível admirar esculturas que retratam a história

O campo foi liberto pelos americanos em abril de 1945 e cerca de 30 mil prisioneiros foram encontrados com vida. No entanto, muitos outros faleceram ali, assassinados ou em função das condições de vida terríveis. Os prisioneiros sofreram com trabalho forçado, experimentos médicos antiéticos, doenças contagiosas, alimentação precária e outros diversos abusos cometidos pelos nazistas.

O Memorial de Dachau foi fundado em 1965 com o propósito de promover a tolerância. No campo, podem ser vistos prédios preservados e reconstruídos, como os dormitórios e o crematório; além do museu, que disponibiliza diversos conteúdos para uma compreensão mais ampla do que foi esse período.

Como visitar Dachau?

É possível explorar o local por conta própria, fazer um tour guiado em alemão ou inglês por 4€; ou alugar um áudio guia por 4,50€ com opção de idioma português.

Para quem gostaria de ter uma experiência ainda mais aprofundada, escolhi alguns tours que podem facilitar o planejamento da viagem. Confira:

Excursão partindo de Munique Valor a partir de
Excursão de 1 dia ao Memorial de Dachau 42€ por pessoa
Excursão de dia combinado de Munique e história Nazista 95€ por pessoa
Excursão ao memorial do campo de concentração de Dachau (grupos pequenos) 95€ por pessoa

Lembre-se que a maioria dos tours oferecidos é em inglês, mas há opções também em espanhol. O horário de funcionamento de Dachau é diariamente das 9h às 17h.

Como chegar a Dachau?

A cidade pode ser acessada facilmente a partir de Munique com o trem S2 (S-bahn S2) na direção Dachau-Petershausen, que parte da estação central. O trajeto leva cerca de 20 a 25 minutos.

Chegando lá é só pegar um ônibus (726) até o Memorial. Essa parte dura aproximadamente 10 minutos.

2. Sachsenhausen

Localizado a cerca de 30 km ao norte de Berlim, em uma cidade chamada Oranienburg, esse foi também um dos primeiros e mais importantes campos de concentração nazistas.

Sachsenhausen foi fundado em 1936 e, assim como Dachau, serviu de modelo para outros campos. O local abrigou inicialmente presos políticos e depois todos os considerados indesejáveis por Hitler; servindo ainda como local de treinamento para oficiais da SS.

Esse campo foi palco para trabalhos forçados que forneceram mão de obra para diversas indústrias, experiências médicas cruéis e execuções.

A visita a Sachsenhausen reserva muitas memórias e momentos de reflexão

Sachsenhausen foi libertado pelos soviéticos em abril de 1945 e acabou sendo utilizado como centro de detenção para prisioneiros nazistas. Hoje, serve como um local de memória as vítimas e educação sobre o regime Nazista para promover os direitos humanos.

Quem vai a Sachsenhausen pode ver o memorial fundado em 1961, o museu e algumas construções originais para se aprofundar sobre como era o dia a dia brutal dos prisioneiros no local.

Como visitar o Sachsenhausen?

É possível explorar o local por conta própria e alugar um áudio guia por 3,50€ com opção de idioma português.

Aos sábados, há opções de tours guiados em alemão ou em inglês por 3€  e a inscrição deve ser feita no centro de informações ao visitante, no campo.

Já para quem prefere ter a facilidade de um guia, aprofundar-se mais no tema ou até mesmo aproveitar a facilidade de não precisar planejar a ida até Sachsenhausen, selecionei algumas opções de excursões interessantes:

Excursão a partir de Berlim Valor a partir de
Excursão a pé pelo memorial de Sachsenhausen 28,90€ por pessoa
Excursão guiada de 4 horas em ônibus para grupos pequenos em Sachsenhausen 59,90€ por pessoa
Campo de concentração de Sachsenhausen e excursão a Potsdam 65€ por pessoa

A maioria dos tours oferecidos é em inglês, porém, há opções em espanhol.

Os horários de funcionamento variam conforme a estação do ano, com abertura sempre às 8h30, o encerramento no verão acontece Às 18h e no inverno às 16h30.

Como chegar a Sachsenhausen?

Geralmente, as pessoas visitam Sachsenhausen como um bate e volta a partir de Berlim e é muito fácil chegar ao campo usando transporte público.

Basta pegar o trem S1 (S-bahn S1) na estação central de Berlim em direção à Oranienburg. O trajeto leva cerca de 45 minutos.

Ao chegar em Oranienburg é possível caminhar até o local (cerca de 2 km de distância) ou pegar um ônibus (804 ou 821). A viagem dura cerca de 10 minutos.

3. Buchenwald

Um dos maiores campos de concentração da Alemanha nazista, localizado em uma área chamada Ettersberg, próxima à Weimar, que por ironia, era uma cidade com grande apelo cultural e conhecida pelo iluminismo e humanismo.

Buchenwald foi fundado em 1937 e assim como outros campos em solo alemão, foi palco para opressão, trabalho forçado, experimentos médicos cruéis e extermínio em massa de prisioneiros. 277.800 mil pessoas de mais de 50 países estiveram presas no local e 30 mil eram menores de idade, dentre eles, Elie Wiesel, o autor ganhador de um Nobel, mencionado no início do artigo.

Infelizmente, o pai de Wiesel faleceu nesse campo semanas antes da libertação, em abril de 1945. E assim como ele, outras 56 mil pessoas perderam suas vidas ali. Poucos dias antes da libertação pelos americanos, os prisioneiros conseguiram organizar um movimento de resistência e tomar o controle do campo, prevenindo mais atrocidades e ajudando a chegada das tropas aliadas.

Com a libertação do campo, se tornou rapidamente evidente para os aliados e para o mundo, a dimensão da tragédia e dos crimes nazistas com milhares de prisioneiros à beira da morte e montanhas de corpos.

Vale a pena conhecer o memorial de um dos maiores campos de concentração da Alemanha

Eugen Kogon, que também já foi comentado aqui, foi mais um prisioneiro de Buchenwald. Ele conseguiu documentar secretamente as atrocidades cometidas no local entre 1939 e 1945. Após a guerra, publicou o livro “Der SS- Staat: Das System der deutschen Konzentrationlager” (sem tradução para português disponível), que fornece um relato detalhado e acadêmico baseado em sua experiência e extensa pesquisa.

Buchenwald foi transformado a partir de 1950 em um memorial para as vítimas e museu com exposições permanentes, detalhando a história do campo, as experiências com os prisioneiros e também o contexto mais amplo do nazismo e do holocausto.

Se pode ver ali, ainda, o emblemático portão de entrada onde está escrito Jedem das Seine, que em tradução livre seria algo como “para cada um o seu”, as torres de observação, os dormitórios e o crematório.

Como visitar Buchenwald?

É possível fazer um tour guiado no campo em vários horários de terça-feira a domingo com um custo de 7€ por pessoa, porém nessa alternativa, o idioma é apenas alemão.

Outra possibilidade seria um tour para grupos de até 15 pessoas por 80€ e nesse caso, há opções também em inglês e espanhol, por exemplo. A reserva deve ser feita online no site de Buchenwald. Áudio guias também estão disponíveis para aluguel.

Em relação aos horários de funcionamento, a parte externa (o antigo campo de prisioneiros, a área da SS, o memorial, os túmulos) pode ser visitada diariamente até o anoitecer. Já as exposições estão abertas para o público no verão, de terça feiras a domingos, das 10h às 18h e no inverno, das 10h às 16h.

Uma das exposições, a “Buchenwald: exclusão e violência 1937-1945”, tem que ser reservada online.

O campo está localizado em uma área de montanha, tem sempre um clima frio e com vento, mesmo em dias ensolarados.

Como chegar a Buchenwald?

O primeiro passo é chegar a Weimar, mas há boas conexões de trens partindo das principais cidades alemãs.

Weimar está a cerca de 10 km de distância de Buchenwald e é possível pegar um ônibus (linha 6) na estação central diretamente para o campo. O trajeto leva entre 20 e 30 minutos.

4. Bergen-Belsen

Localizado a 25 km de Celle, na Baixa Saxônia, esse campo é visitado por cerca de 200 mil pessoas por ano. Ele tem uma reputação ainda pior do que os outros, devido ao grande número de mortes que ocorreram no local, especialmente no fim da Segunda Guerra.

Bergen-Belsen teve cerca de 120 mil prisioneiros, dos quais ao menos 52 mil faleceram ali, entre eles Anne Frank e sua irmã Margot, após serem transferidas de Auschwitz. A cientista política e filósofa Hannah Arendt também esteve presa ali, mas sobreviveu.

O campo foi originalmente um local para prisioneiros de guerra soviéticos entre 1940 e 1943, quando virou um campo de concentração. No final de 1944, passou a ser o destino de muitas pessoas evacuadas de outros campos, conforme os aliados iam avançando e isso causou uma superlotação.

O campo de concentração Bergen-belsen passou a funcionar a partir de 1940

Bergen-Belsen foi liberto pelos britânicos, em abril de 1945. Eles encontraram 60 mil prisioneiros gravemente doentes e outras cenas de horror documentadas pelos militares e que chocaram o mundo.

O memorial foi o primeiro a ser criado na Alemanha, em 1952. Há no local também um museu com exposições, cemitérios de prisioneiros de guerra e restos das estruturas originais do campo (todos os edifícios foram demolidos após a guerra), além de uma livraria voltada ao tema.

Como visitar Bergen-Belsen?

De abril a setembro, o memorial oferece passeios abertos para visitantes individuais nos fins de semana, nos idiomas alemão e inglês com um custo de 3€  por pessoa. Como as vagas são limitadas é necessário se inscrever antecipadamente. Veja como fazer a reserva no site de Bergen-Belsen.

Para quem está em Colônia, há uma excursão privada guiada pelo Memorial Bergen-Belsen, com possibilidade de diversos idiomas, a visita custa 807,90€ por pessoa.

Os horários de funcionamento também variam conforme a época do ano, mas com abertura sempre às 10h. O encerramento no verão acontece às 18h e no inverno às 17h.

Como chegar a Bergen-Belsen?

Partindo de Celle, o ônibus que vai para o memorial é o 170 com direção Bergen ou Bergen-Belsen. O trajeto leva cerca de 40 minutos.

Celle está bem conectada com trens para Hannover (a viagem dura entre 30 e 45 minutos) e para Hamburgo (entre 1,5 e 2 horas de percurso).

5. Ravensbrück

Localizado em Fürstenberg, ao norte de Berlim, esse campo era ocupado principalmente por prisioneiras mulheres. Cerca de 120 mil mulheres e crianças, 20 mil homens e 1.200 jovens mulheres de mais de 30 nacionalidades diferentes foram encarcerados ali entre 1939 e 1945.

As condições em Ravensbrück eram brutais com superlotação, falta de alimentos, saneamento inadequado, trabalho forçado para atender as necessidades de guerra e execuções. Porém, mesmo com todas essas condições adversas, houve muitos atos de resistência nesse campo, incluindo sabotagem e preservação de registros.

A SS foi evacuando o campo com as chamadas marchas da morte, em abril de 1945. Quando os soviéticos chegaram, havia restado apenas cerca de 2 mil prisioneiros gravemente doentes para serem libertos.

Campo de concentração Ravensbruck, na Alemanha
No campo de concentração Ravensbruck havia uma grande predominância de mulheres e crianças

Segundo o site de Ravensbrück, a libertação do campo não acabou com o sofrimento. Muitos dos ex-prisioneiros morreram nas semanas, meses e anos após a queda de Hitler e os sobreviventes continuaram sofrendo por décadas como consequência do período em que passaram presos em um campo de concentração.

Ravensbrück é lembrado como um símbolo do sofrimento e da resiliência das mulheres que estiveram presas no local. O campo virou um memorial com um museu que conta a história de diversas vítimas.

Como visitar Ravensbrück?

Há uma possibilidade de tour guiado para grupos de até 30 pessoas por 90€ e a reserva deve ser feita com antecedência pelo site de Ravensbrück.

Os horários de funcionamento são os seguintes:

  • A parte externa pode ser visitada diariamente das 9h às 20h no verão e das 9h às 18h no inverno.
  • As exposições estão disponíveis diariamente das 10h às 17h.

Como chegar a Ravensbrück?

O trem RE 5 sai a cada hora de Berlim com destino a Fürstenberg. O campo fica a 25 minutos caminhando da estação.

6. Neuengamme

Próximo a Hamburgo, em uma área rural, Neuengamme começou a funcionar em 1938 como um subcampo de Sachsenhausen e tornou-se um campo independente em 1940. Sua principal função foi como local provedor de trabalho forçado para abastecer as demandas da guerra.

Os cerca de 100 mil prisioneiros eram todo o tipo de pessoas que os nazistas não desejavam em sua sociedade, e desses, pelo menos 42.900 faleceram. As mortes foram causadas pelo ambiente do campo criado exatamente para isso, com superlotação, quantidade enorme de enfermidades, alimentação inadequada, brutalidade extrema e execuções.

Os prisioneiros de Neuengamme foram progressivamente evacuados em marchas da morte, conforme o avanço das forças aliadas, pois a SS queria evitar que eles fossem liberados. E para piorar, no meio do caos que foram os últimos dias da Segunda Guerra, houve o incidente de Cap. Arcona.

Prisioneiros de Neuengamme e de seus subcampos foram embarcados em navios na Baia de Lübeck e a mais conhecida das embarcações, era o Cap. Arcona. Por engano, as forças aliadas bombardearam os navios, matando 7 mil prisioneiros.

No campo de concentração Neuengamme passaram cerca de 6000 pessoas

A libertação oficial do campo foi em abril de 1945 pelo exército britânico, porém, a essa altura, já quase não havia mais prisioneiros em Neuengamme.

A cidade de Hamburgo retomou o controle do campo em 1948 e decidiu usá-lo como prisão, construindo novos edifícios no local. Foi só depois de muita pressão dos sobreviventes de Neuengamme, e após anos de debates, que finalmente decidiram fechar o presídio, em 1989.

O primeiro presídio, no entanto, só foi efetivamente fechado em 2003. E o segundo, em 2006. A partir de 2007, o local virou um memorial, que abriga diversas exposições.

Como visitar Neuengamme?

O campo pode ser explorado por conta própria e há áudio guias disponíveis em inglês e espanhol.

Para quem gostaria de ter uma experiência mais aprofundada, encontrei duas opções interessantes de tours acessíveis, em diversos idiomas. Veja abaixo.

Excursão Valor a partir de
Memorial do Campo de concentração de Neuengamme: Visita Privada Guiada 1.190 € por grupo de até seis pessoas
City and Neuengamme Concentration Camp Memorial Tour 1.150 € para duas pessoas

As exibições podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 16h.  No sábado, domingo e feriados das 10h às 17h no verão, e das 12h às 17h, no inverno.

Sugiro planejar sua visita com antecedência e confirmar as informações no site de Neuengamme

Como chegar a Neuengamme?

Com transporte público a partir de Hamburgo, primeiro pegue o trem S2 ou S21 (S-bahn S2 ou S21) na direção Bergedorf e depois o ônibus 127 ou 227.

Cuidados a ter ao se visitar os campos de concentração na Alemanha

É muito importante mostrar respeito ao visitar um campo de concentração, afinal, muitas pessoas perderam suas vidas no local e merecem ter as memórias tratadas adequadamente.

O mais simples é lembrar que você está em um cemitério e tentar agir de acordo, mas tenho algumas dicas que espero que possam ajudar:

  • Converse em volume baixo;
  • Evite risadas;
  • Vista-se adequadamente;
  • Não faça selfies sorrindo, pois não é o lugar adequado para fazer poses;
  • Se quiser tirar fotos, use o bom senso.

Um campo de concentração é um local de reflexão. Vemos e sentimos ali, o sofrimento humano e também aprendemos como o ódio e a intolerância podem ter consequências horríveis.

A principal mensagem disso, acredito eu, é que temos que nos educar e compartilhar nosso conhecimento para tentar evitar que lugares assim, sejam novamente construídos e que extermínios sejam cometidos. É uma viagem em busca de conhecimento, de amadurecimento e, porque não, de um mundo melhor?

Agora que você já sabe como funcionam os campos de concentração na Alemanha para visitar, que tal conhecer outros pontos turísticos da Alemanha para planejar a sua viagem?

Autores

Larissa Wittig
Larissa Wittig
Larissa é jornalista com mestrado em gerenciamento de comunicação e mídia. Em 2018, a paulistana deixou para trás a agitação da maior cidade brasileira para viver em um vilarejo na Baviera, no Sul da Alemanha. A paixão por explorar o mundo já a levou a 38 países, sendo 21 deles na Europa, além de temporadas de estudo na França e na Espanha. Agora tem amado revisitar seus lugares favoritos com seus dois meninos e seu marido e ter uma perspectiva nova ou conhecer destinos inéditos juntos. O seu objetivo é unir aqui sua formação em comunicação com seu amor por viagens para inspirar os leitores a realizarem seus sonhos.

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