Há viajantes que amam organizar suas próprias viagens de maneira independente e outros que preferem contratar um profissional ou agência para delegar tal função. O fato é que com uma boa pesquisa qualquer pessoa consegue montar seu itinerário.

Claro que houve um tempo em que agentes de viagens eram profissionais extremamente necessários, porque não existia acesso à internet e muito menos aplicativos e mapas online. Assim, não era possível ter acesso a um leque de opções de pesquisa, o que dificultava a definição sobre destino e a organização da viagem.

Descubra as novas nomenclaturas para as diferentes funções destes profissionais de viagem e quando pensar em contratá-los. Boa leitura!

Da primeira agência de viagem às agências online

A primeira agência de viagens surgiu em 1758 no Reino Unido e o primeiro agente de viagem foi registrado em 1841. Do primeiro agente de viagem até hoje, quase 200 anos se passarem e vários profissionais surgiram para dar apoio no planejamento de viagem.

Qual a diferença entre agente de viagens, consultor de viagens, travel designer, travel planner e turismólogo?

Basicamente a diferença está em como cada profissional irá lidar com a nossa viagem. A seguir, entenda as funções atribuídas a eles, de maneira brevemente resumida.

Agente ou consultor de viagens

Ambos desempenham a mesma função, sendo preferível apresentar como agente de viagens, termo mais tradicional — inclusive tem até dia nacional do agente de viagens, comemorado no dia 22 de abril.

E qual é o papel desempenhado por eles? São responsáveis por intermediar compras de pacotes de viagens entre clientes e fornecedores, ou seja, fazem reservas, compras de passagens e ainda recebem comissões. O foco está na logística, em geral, o viajante ou turista ajusta a viagem.

Travel designer ou planner 

São responsáveis por montar uma viagem de maneira artesanal, personalizada e minuciosa. Dedicam sua criatividade e paciência para buscar recursos além do básico e assim compreender as necessidades de cada viajante.

Desenham uma rota do absoluto zero, baseada nas perguntas que fazem aos seus clientes e a partir daí, constroem o roteiro de viagem ideal, baseado no perfil do contratante. O foco está na experiência e exclusividade, ou seja, a viagem ajusta ao viajante.

Turismólogo

Por fim, os turismólogos são profissionais formados em turismo, hotelaria ou ambos, com curso superior bacharelado ou tecnólogo. Analisam a complexidade da infraestrutura de um lugar e o quanto ela pode ser potencial para comercializar pacotes e atrações turísticas.

Como escolher o melhor profissional de turismo?

Independentemente do modelo de atuação de cada profissional, a sua escolha em contratar será a partir do momento que sentir confiança e necessidade em utilizar tais serviços.

Como travel planner, oriento em caso de dúvidas em relação à procedência do trabalho, verificar o Cadastur que é o cadastro de profissionais que trabalham neste setor, executado pelo Ministério do Turismo com auxílio dos demais órgãos da área.

Por exemplo: você entrou na rede social de um profissional ou empresa e constatou que ela está em início das atividades, então você ficou na dúvida em relação ao mesmo estar prestando atendimento sério e competente? Então verifica o Cadastur para consultar a regularidade e evitar possíveis frustrações.

Minha experiência ao contratar uma agência de turismo

Meu perfil é de viajante independente que preza por boas experiências. No decorrer da minha jornada sabática, conheci 20 países sozinha e cada viagem teve um enredo e momento diferente, desde a escolha dos países a estações do ano.

A minha primeira viagem internacional, foi para Chile e Peru. Escolhi começar por esses destinos porque além de serem próximo ao Brasil, queria conhecer a neve no meu aniversário.

Mulher na neve
A experiência de conhecer a neve foi única. Foto: Ramony

O ano era 2022, ainda estávamos em processo de finalização da pandemia, algumas exigências a mais eram requisitadas aos turistas pelo governo chileno, enquanto isso, planejava aproveitar o trajeto e conhecer também a Bolívia e o Peru. 

No decorrer destas buscas, descobri o quanto uma agência de turismo faria a diferença na minha experiência. Como assim? Fui informada pela agência que a fronteira terrestre da Bolívia com Chile ainda estava fechada, por isso, tive que descartar o país.

Ainda nesse primeiro contato com a agência, expliquei sobre meus gostos e o modelo de passeio que teria interesse em fazer. A agência organizou toda a agenda de passeios e transfers baseados em meu perfil e não precisei me preocupar com nada. Já a parte de hospedagem e passagem aérea eu mesma reservei. 

Como escolher entre viagem personalizada, pacote, excursão ou expedição?

Cada viagem tem um enredo diferente e isso se adapta as estações do ano e condições meteorológicas. Cada viajante ou turista possui características individuais, o que interfere na capacidade de escolher com mais ou menos exigência.

Em geral, viagens personalizadas elaboradas por um travel designer/planner ou agência de alto padrão, atraem perfil de viajantes que não importam com quanto vai custar, entretanto, são exigentes e preferem investir alto para garantir exclusividade, aprofundar no destino, fugir de clichês e superlotação de ambientes.

Já os pacotes turísticos costumam se encaixar melhor no orçamento do turista, muitas vezes com preços mais atrativos. Este perfil de viajante é mais econômico e busca atendimento convencional.

Carro em estrada com neve nas laterais
Uma viagem com guia pode ser mais prática para viajantes que não gostam de planejar a logística. Foto: Ramony

Por fim, a excursão é viagem em grupo, ideal para quem não quer viajar sozinho. O grupo tende a ser mais homogêneo em relação à faixa etária ou objetivo da viagem.

Há, ainda, a expedição também um modelo de viagem em grupo, porém menor. O objetivo da viagem é permanecer mais dias, explorar território e ampliar o conhecimento técnico, como exemplo, expedição para caçar aurora boreal.

Todos estes sistemas de viagens têm em comum o fato de que a viagem é organizada por um profissional e não preciso se decidir ao roteiro ou outros aspectos do planejamento.

É possível organizar uma viagem por conta própria?

Sim. Organizar uma viagem de forma independente é totalmente possível. Há viajantes que amam organizar o próprio roteiro, além de ter paciência em dedicar algumas horas para analisar a logística e encaixar os passeios de acordo com os interesses.

Não é necessário contratar um profissional para montar sua viagem, você mesmo consegue fazer isso, o que já reduz o custo. O que leva um viajante a delegar esta função a alguém é o fato de não querem ou não poderem perder horas com pesquisas. Geralmente são exigentes e esperam ser surpreendidos com experiências exclusivas. Este objetivo é quase sempre alcançado ou extrapolado, tendo em vista a entrega profissional ser diferenciada. 

Paisagem com lagoa ao entardecer
Contar com um profissional na organização da viagem pode otimizar o tempo. Foto: Ramony

Existem viagens em que o objetivo é muito especial, por exemplo, lua de mel, aniversário e afins. Neste caso, mesmo que tenha o hábito de elaborar a estrutura da própria viagem, entende-se necessário contratar um especialista para garantir que tudo ocorra muito bem. Por isso, essa decisão em contratar ou não um profissional, poderia estar mais relacionada ao objetivo da viagem.

E para finalizar, sugiro que ao pensar em viajar, faça uma análise de todos os recursos disponíveis, para garantir cumprir ou superar sua expectativa. É frustrante voltar de uma viagem com decepções e isto você pode evitar buscando as informações necessárias para escolher o que faz sentido para você.

Mesmo sabendo montar uma viagem, ter alguém para cuidar dos detalhes com carinho pode fazer a diferença na estrutura do seu roteiro. E fica a pergunta, você prefere organizar sua própria viagem ou contratar um profissional?