Palácio de Queluz: visite a antiga residência da família real portuguesa

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Nos últimos tempos os olhos de todo o mundo estão voltados para o Palácio de Buckingam, no Reino Unido. Mas um outro palácio, localizado em Lisboa, não recebe a mesma atenção e é até pouco conhecido como ponto turístico, mas vale a visita devido ao valor histórico. Estamos falando do Palácio de Queluz, em Portugal.

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O que é o Palácio de Queluz?

Localizado na cidade de Queluz em Sintra, distrito de Lisboa, o Palácio Nacional de Queluz data do século XVIII e foi a residência oficial da família real portuguesa antes da fuga para o Brasil em 1807.

Além de guardar os aposentos que pertenceram a famosos personagens da história portuguesa (e, consequentemente, brasileira), o local ainda é considerado uma versão menor do Palácio de Versalhes, na França.

Em 1910 foi classificado como Monumento Nacional e hoje em dia está aberto ao público como ponto turístico.

História do Palácio

Os aposentos que pertenceram à Carlota Joaquina e o quarto onde nasceu e morreu Dom Pedro I (em Portugal, Dom Pedro IV), responsável por proclamar a independência do Brasil em 1822, são carregados de história.

Quem ordenou a construção do monumento em 1747 foi Dom Pedro III, consorte de D. Maria I, que queria uma casa de veraneio, lazer e entretenimento para a Família Real Portuguesa. Ele tinha como missão ampliar o Paço Velho, um edifício já existente, e lhe dar a forma de Palácio Real.

A primeira fase das obras ocorreu entre 1747 e 1758, tendo o arquiteto português Mateus Vicente de Oliveira como responsável, e consistiu na transformação do Paço Velho no Paço Real.

Depois, entre 1760 e 1786, esse mesmo arquiteto seguiu atuando nas obras e recebeu o apoio do arquiteto e escultor francês Jean-Baptiste Robillion, que acrescentou ao projeto a Ala Poente do Palácio, que inclui a Sala dos Embaixadores e o Pavilhão Robillion.

Na fase final das construções, entre 1786 e 1792, Manuel Caetano de Souza foi o arquiteto responsável e realizou algumas alterações na Ala Poente, além de construir o Pavilhão D. Maria. Mais tarde, ficou responsável também pela construção da Torre do Relógio e pelo edifício do atual quartel.

Moradia e fuga para o Brasil

O Palácio de Queluz era onde ocorriam os festejos de São João e São Pedro, os aniversários reais e as operas e serenatas inspiradas na mitologia clássica durante o reinado de D. Maria I e Dom Pedro III.

Após a morte de Dom Pedro III o Palácio deixou de receber as atrações musicais, mas seguiu como casa de veraneio até as invasões francesas em 1807, quando Dom João IV decidiu que todos deveriam se exilar no Brasil.

Durante a invasão, o Palácio foi saqueado diversas vezes e teve seu interior praticamente todo despido. Ao regressar do Brasil, a família real voltou para sua residência de veraneio, porém decidiu deixar para sempre o local após a morte de Dom Pedro IV em 1834.

Onde fica o Palácio de Queluz

O Palácio fico em Sintra, a 15 quilômetros de Lisboa, e a forma mais fácil de chegar ao local é através do trem que sai da Estação do Rossio, em Lisboa, e desce em Queluz/Belas ou Queluz/Massamá.

A partir dali, o turista faz uma caminhada de dez minutos – e aproveita a vista local!

Veja também opções do que fazer de graça em Lisboa.

O que esperar do Palácio do Queluz

Interior do Palácio de Queluz
O Palácio de Queluz reúne dois elementos que fascinam seus turistas: arquitetura e história. É um dos grandes edifícios erguidos na Europa em estilo rococó e neoclássico, embora destaquem-se também os traços barrocos.

O mais interessante é perceber a evolução do gosto da família real portuguesa, já que pelo Palácio é possível perceber fases distintas da construção, que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX.

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Salas do Palácio

O Palácio se divide em sala do trono; sala da música; sala dos embaixadores; corredor dos azulejos; quarto D. José; corpo da guarda; sala do toucador; quarto D. Quixote; aposentos da Princesa D. Maria Francisca Benedita; sala de jantar; sala da tocha; sala dos particulares; aposentos da Rainha; e pavilhão D. Maria.

Do lado de fora, a larga extensão de mata que cerca o Palácio e a beleza dos jardins, onde são realizadas apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre durante alguns dias da semana.

Os jardins, inclusive, merecem uma visita mais longa, pois são geométricos e decorados com estátuas e fontes, numa versão portuguesa e menor do Palácio de Versalhes, na França.

Quanto custa a visita

O local está aberto diariamente, das 9h às 19h, até 27 de outubro de 2018, segundo informações do site. Os horários e preços estão disponíveis nesse link.

Até essa data, os ingressos saem pelos seguintes valores:

Palácio + Jardins

  • Adulto (18 a 64 anos): 10 euros
  • Jovem (seis a 17 anos) e sênior (mais de 65 anos): 8,50 euros
  • Família (dois adultos + dois jovens): 33 euros

Jardins

  • Adulto (18 a 64 anos): cinco euros
  • Jovem (seis a 17 anos) e sênior (mais de 65 anos): 3,50 euros
  • Família (dois adultos + dois jovens): 15 euros

Você pode comprar um ingresso para o Palácio de Queluz + visita aos jardins, no site GetYourGuide, a partir de 11.70€, com direito a pular a fila.

Vale a pena?

Conhecer um local que faz parte da história de dois países é uma experiência extraordinária e, sem dúvidas, enriquecedora. A professora Simone Aparecida Vieira visitou o Palácio de Queluz em 2007 e deu seu depoimento.

Visitar Sintra é entrar numa outra atmosfera, como voltar no tempo, e o Palácio de Queluz é carregado de história. Não tem nenhum ponto ruim: além da beleza arquitetônica e da questão histórica os jardins são lindos e a vegetação no entorno também!

Acho que é o tipo de passeio que vale para todos, mas quem conhece um pouco do contexto aproveita mais. Eu mesma, adorei o ponto muito mais pela história que pela beleza. Recomendo a todos que visitam Lisboa!”

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Autor

Clara é natural do interior de São Paulo e tem muito orgulho do sotaque caipira. Jornalista que adora gatos, tatuagens e livros, vê o mundo de cabeça para baixo e tem como vícios memes da internet e soltar piadas inesperadas no meio de uma conversa.