Diferença entre seguro de saúde e seguro viagem: escolha o melhor

Seguro Viagem  / 

É comum pensar que são o mesmo produto, mas a diferença entre seguro de saúde e seguro viagem existe. São serviços completamente diferentes. Para deixar o assunto mais claro, veja a seguir o que é cada um, como funcionam e qual a melhor opção para você contratar e viajar tranquilo.

Diferença entre seguro de saúde e seguro viagem

O seguro viagem deve ser contratado para viagens. Parece óbvio, mas é assim mesmo. Diversas seguradoras, empresas aéreas e até operadoras de cartão de crédito oferecem este serviço. São planos que cobrem imprevistos durante o período de viagem contratado, que vão além de emergências de saúde.

Você pode fazer um seguro quando for visitar qualquer país do mundo ou mesmo em viagens dentro do Brasil. O preço varia de empresa para empresa e de acordo com o padrão da cobertura escolhida.

A diferença entre seguro de saúde e seguro viagem fica clara agora. O seguro saúde, por sua vez, é uma alternativa mais barata aos planos de saúde que conhecemos no Brasil, mas garante apenas atendimento emergencial na maioria dos casos.

Em detalhes: seguro de saúde e seguro viagem

Seguro saúde: apenas para problemas relacionados à saúde

Já antecipamos a principal diferença entre seguro de saúde e seguro viagem. O primeiro cobre somente a realização de internações e consultas médicas e odontológicas em casos de emergência. Atende apenas a ocorrências ligadas à saúde, portanto.

Alguns seguros saúde possuem uma rede credenciada de hospitais e médicos, mas também pode trabalhar com reembolso. E esta é a grande diferença em relação aos planos de saúde comuns no Brasil. No reembolso, o cliente paga primeiro pelo procedimento e depois solicita o ressarcimento desta despesa ao seguro saúde, comprovando todos os gastos.

O seguro saúde não inclui outras situações relacionadas à viagem. Os contratempos podem ser muitos, desde extravio de bagagem até perda de documentos ou cancelamento de voos. Esta é a maior diferença entre seguro de saúde e seguro viagem.

Como funciona o seguro saúde?

O seguro saúde que trabalha com reembolso permite que o cliente escolha o hospital, o médico e o laboratório onde realizará seus procedimentos. É uma liberdade um pouco maior do que quem possui plano de saúde. Este, geralmente, conta com os mesmos prestadores de serviço em uma rede credenciada.

O seguro saúde costuma ser mais barato que um plano de saúde convencional e funciona como em uma cooperativa. Vários clientes se unem e pagam uma mensalidade (conhecida como prêmio).

Para quem vai viajar, alguns planos de saúde brasileiros oferecem extensão de cobertura no exterior, então vale a pena analisar esta alternativa também. Lembrando que o seguro saúde não é pensado para atender a várias necessidades específicas do viajante, como você vai descobrir a seguir.

Quando o seguro saúde é obrigatório

Em algumas situações, como intercâmbios que exigem permanência de pelo menos seis meses, o seguro saúde pode ser exigido para a aprovação de visto.

Isso acontece porque nem sempre os estrangeiros têm acesso autorizado no sistema de saúde de outros países. Em algumas universidades e cursos, o estudante estrangeiro precisa contratar um seguro saúde local para poder realizar sua matrícula.

A diferença entre seguro de saúde e seguro viagem fica ainda mais clara a seguir.

Seguro viagem: voltado para as necessidades e o perfil do viajante

Este é um produto totalmente pensado para dar suporte ao viajante. Ele é muito mais completo, quando pensamos na diferença entre seguro de saúde e seguro viagem, pois garante a cobertura de uma série de outros imprevistos.

O mais importante é que ele funciona fora do Brasil e é contratado de acordo com seu destino de viagem, garantindo o atendimento a emergências de saúde e contratempos variados que podem atrapalhar sua estada.

Diferença entre seguro saúde e seguro viagem

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O que o seguro viagem inclui

Vai depender do que está na apólice do plano contratado. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que regulamenta o setor, estabelece que todo seguro viagem precisa cobrir pelo menos um destes itens:

  • Despesas médicas, hospitalares e odontológicas em viagens nacionais e internacionais;
  • Traslado de corpo – despesas com a liberação e transporte do corpo do segurado do local da ocorrência do evento coberto até o domicílio ou local do sepultamento;
  • Regresso sanitário – traslado ao local de origem da viagem ou do domicílio, se o viajante não tiver condições de retornar como passageiro regular por motivo de acidente pessoal ou enfermidade cobertos;
  • Traslado médico – remoção ou transferência até a clínica ou hospital mais próximo, na ocorrência de acidente ou doença cobertos;
  • Morte em viagem – valor pago aos beneficiários do segurado, em caso de seu falecimento decorrente de causas naturais ou acidentais, durante a viagem;
  • Invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem – indenização em caso de perda ou redução, total ou parcial, dos membros ou órgãos causada por acidente ocorrido na viagem.

Praticamente todos os planos de seguros viagem que conhecemos cobrem todas as ocorrências acima.

Outras coberturas do seguro viagem

Para além do que é obrigatório, as seguradoras costumam oferecer assistências que fazem toda a diferença para quem vai viajar. Mesmo os planos mais básicos oferecem:

  • Despesas farmacêuticas;
  • Assistência na localização da bagagem;
  • Orientação em caso de perda de documentos e cartão de crédito;
  • Organização de traslado para consulta;
  • Orientação para transferência de pagamento de fiança judicial;
  • Assistência jurídica por acidente de trânsito;
  • Cobertura em caso de cancelamento de viagem;
  • Cobertura em caso de interrupção de viagem;
  • Danos à mala;
  • Seguro de bagagem extraviada;
  • Atraso de bagagem (apenas para voos de ida).

Antes de contratar um seguro viagem, faça uma cotação online para conhecer as várias opções à disposição. Você pode usar o nosso comparador de seguro viagem sem complicações e sem compromissos para descobrir qual a proteção mais barata e adequada para sua viagem.

Seguro viagem é obrigatório?

Em vários países, sim, é obrigatório. O maior exemplo são os países europeus que fazem parte do Acordo de Schengen (que é um tratado sobre livre trânsito de pessoas entre os países membros).

Ele exige dos turistas de outros países um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Nem sempre os agentes da imigração mencionam esta comprovação, mas se o viajante não apresentá-la caso seja solicitado, será motivo para não ter a entrada autorizada no país. Já imaginou?

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Países que fazem parte do Tratado de Schengen: Áustria, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Estônia, Espanha, França, Finlândia, Grécia, Hungria, Holanda, Islândia, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Letônia, Malta, Noruega, Portugal, Polônia, Romênia, República Tcheca, Suíça e Suécia.

Para todos esses países é preciso contratar o seguro Schengen. Além destes, outros países fazem a exigência do seguro viagem: Reino Unido, Turquia, Cuba, Venezuela e Equador são alguns exemplos. Cada um impõe condições específicas.

Como funciona o seguro viagem?

Pode ser através de reembolso ou por meio da rede credenciada. O primeiro passo é acionar o seguro, ou seja, ligar para a central de atendimento que irá indicar o local mais próximo para se dirigir. Dependendo da disponibilidade, eles podem até enviar um médico para ver o paciente no hotel. Nestes casos, o cliente não desembolsa nem um centavo.

Se for um caso grave ou se o viajante estiver impossibilitado para entrar em contato com a seguradora, ele pode procurar o atendimento médico e pagar do próprio bolso todas as despesas. Depois, ele solicita o reembolso à seguradora, até o limite do valor estipulado na apólice.

Para fazer este pedido, é imprescindível apresentar os originais de todos os documentos que comprovem as despesas, como faturas, recibos, receita médica, relatório do hospital e outros.

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Diferença entre seguro de saúde e seguro viagem: qual a melhor opção?

Como você viu, o seguro saúde tem uma cobertura restrita e não é o mais indicado para os viajantes. Caso seja obrigatório para você, se for realizar um intercâmbio, a sugestão é combinar com a proteção de um seguro viagem.

Ele é uma opção mais completa, para viagens de curta a longa duração, garantindo tanto o atendimento emergencial de saúde como o auxílio em diversas outras situações.

Como escolher?

Há uma infinidade de seguros de viagem, então a dica é procurar um plano que se encaixe no seu perfil e no tipo de viagem realizada.

Há seguros mais focados na cobertura de esportes, outros específicos para estudantes de intercâmbio, outros que oferecem serviços adicionais a gestantes e idosos. Verifique sempre se a seguradora impõe limites de idade para a contratação.

Outro ponto importante são os valores de reembolso de cada item, especialmente coberturas de saúde. Considere se o oferecido pelo seguro viagem (no item DMH – Despesas Médicas e Hospitalares) é compatível com a realidade do país visitado. Sabemos, por exemplo, o quanto se cobra caro por qualquer procedimento hospitalar nos Estados Unidos.

Quanto custa um seguro viagem?

Mas espere. Você precisa ler todos os contratos de todas as empresas para escolher? Claro que não. Recomendamos nosso comparador de seguros viagem, que permite visualizar lado a lado várias opções com bom custo-benefício. Basta inserir as datas de ida e volta, o destino e alguns dados pessoais para ele gerar um resultado personalizado.

O seguro viagem custa muito menos do que você imagina, especialmente em comparação com a tranquilidade e os vários serviços que oferece. A partir de R$10 por dia de viagem, você já contrata um seguro para uma pessoa que vai à América do Norte.

Para destinos na Europa, América do Sul, Oceania, Ásia e África, um seguro viagem custa a partir de R$10,52 (preços consultados em agosto de 2019). Aproveite.

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Autor

Luciana Andrade é jornalista, doutora em história, cursa especialização em marketing digital e não cansa de aprender coisas novas. À frente da Flows Conteúdo & Comunicação, escreve para diversos sites e clientes corporativos. Já morou em cinco cidades - no Brasil e na França - e está sempre planejando a próxima viagem.