Igrejas em Lisboa: 10 incríveis arquiteturas na capital portuguesa

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Na capital portuguesa há muitas igrejas, legados históricos da cidade. Por isso mesmo, fizemos um top 10 das igrejas em Lisboa. Confira!

As 10 igrejas em Lisboa mais imperdíveis

Você que vai fazer um turismo na capital portuguesa não pode deixar de conhecer as mais belas e importantes igrejas em Lisboa. Coloque cada uma delas em seu roteiro das igrejas para visitar em Portugal. Temos certeza que será um passeio muito rico, bonito e, sobretudo, abençoado.

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10 – Igreja de São Miguel

Igreja maneirista e barroca, cuja fundação remonta meados do século XII. Situada no bairro de Alfama, a Igreja de São Miguel é uma dentre as várias igrejas que ficou danificada pelo grande terremoto de 1755. Ela foi totalmente reconstruída, entre 1673 e 1720, segundo projeto de João Nunes Tinoco. Tendo sido rapidamente recuperada em estilo maneirista e barroco, com duas torres sineiras.

A igreja tem um dos mais belos e ricos interiores em talha dourada, que cobre as paredes e o altar, que, inclusive, emoldura 16 pinturas, algumas das quais atribuídas a Bento Coelho da Silveira. Pintor régio de D. Pedro II, ele foi um dos mais conceituados artistas portugueses do século XVII.

A Igreja de São Miguel é de nave única, coberta por teto de madeira, com pinturas de José Ferreira de Araújo. Vale destacar a capela-mor revestida a talha dourada barroca, em estilo joanino. E a cimalha acolhe uma imagem de São Miguel Arcanjo, que fica bem centralizada. Apesar de não estar sempre aberta, ela faz parte do top 10 de igrejas em Lisboa, porque vale a pena a visita.

Endereço: Largo de São Miguel
Horário de abertura: quarta-feira e sexta-feira, das 16h às 18h e domingo, das 8h às 10h
Acesso: elétrico linha 28

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9 – Igreja de Nossa Senhora da Encarnação

A Igreja da Encarnação está no nosso top 10 de igrejas em Lisboa por considerarmos uma das igrejas mais belas da região do Chiado.

Inaugurada em 1708, essa igreja teve que ser reconstruída após o terremoto de 1755, e suas obras foram concluídas somente em 1873. Em 1784, a Igreja da Encarnação tinha uma fachada neoclássica, mas preservou duas esculturas do século XVII, que estavam anteriormente na muralha medieval da cidade de Lisboa.

No interior, que manteve a arquitetura barroca e rococó, encontra-se uma magnífica escultura de Nossa Senhora da Encarnação, realizada pelo principal escultor de Portugal: Machado de Castro. Os belos tetos em madeira datam de 1784 a 1824 e são compostos por várias pinturas extraordinárias. Não deixe de visitar!

Endereço: Largo do Chiado
Horário de abertura: todos os dias, das 7h30 às 20h
Acesso: metrô Baixa-Chiado

8 – Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora

Em 8º lugar do top 10 de igrejas em Lisboa encontra-se a Igreja de São Vicente de Fora. Também conhecida como Mosteiro de São Vicente de Fora, ela está localizada no histórico bairro de Alfama. E é hoje a sede do Patriarcado de Lisboa, sendo, assim, um dos pontos obrigatórios no seu tour em Lisboa.

O Mosteiro de São Vicente de Fora foi fundado por D. Afonso Henriques, em 1147. A igreja foi dedicada à Mãe de Jesus e ao mártir São Vicente. Santo proclamado padroeiro de Lisboa em 1173, quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve. O edifício, no entanto, foi construído apenas entre 1582 e 1629, seguindo o plano de Filipe Terzi. A sua construção teve início durante a união dinástica entre Portugal e Espanha, quando Filipe I estava no trono.

A igreja e o mosteiro contam com um notável feitio artístico do século XVII. Época de D. Pedro II e de D. João V reconhecida por um período muito rico para as artes. A Igreja de São Vicente de Fora contém peças de azulejaria barroca com mais de 100 mil azulejos do período barroco, e as fábulas de “La Fontaine”. E, inclusive, algumas pinturas de renome desde o século XVII até finais do século XVIII. É possível identificar, também, a presença dos estilos gótico e barroco. Uma verdadeira preciosidade!

Endereço: Largo de São Vicente
Horário de abertura: todos os dias, das 10h às 18h (exceto às segundas-feiras)
Acesso: elétrico linha 28E e ônibus linha 734

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7 – Igreja do Menino de Deus

A Igreja do Menino de Deus é uma obra de grande importância histórica e patrimonial de Portugal, e integra a lista de Monumentos Nacionais desde 1918.

Ela está localizada no Largo do Menino Deus, também no bairro de Alfama, junto ao Castelo de São Jorge. E hoje, na parte conventual funciona o Centro Social do Menino Deus, que é gerido por uma Congregação de São José de Cluny e frequentado diariamente por cerca de 170 crianças.

A Igreja do Menino de Deus foi construída por D. João V, em 1711, cujas obras se prolongaram por 26 anos. E foram concluídas somente em 1737, data em que foi sagrada. No dia 25 de março, o Rei transferiu a imagem “milagrosa” do Menino Deus da Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco de Xabregas.

Essa é uma das únicas igrejas que escapou intacta ao grande terremoto de 1755. E a Igreja do Menino de Deus é um verdadeiro marco da arquitetura barroca nacional. Com um portal majestoso com colunas coríntias e seu interior pintado de amarelo, é uma das mais antigas existentes na cidade. Por isso, sendo um raro exemplo da arquitetura, integra a nossa lista de igrejas em Lisboa.

Endereço: Largo do Menino Deus
Horário de abertura: abre apenas às quartas-feiras, das 10h às 12h30
Acesso: elétrico linha 28E

6 – Igreja do Convento dos Cardaes

Continuando com o nosso top 10 de igrejas em Lisboa, está o Convento dos Cardaes. Fundado por D. Luísa Távora, em 1681, para as religiosas Carmelitas Descalças, as obras só foram concluídas em 1703. É importante dizer que, desde então, o convento nunca encerrou a sua atividade religiosa.

Ele obedece à arquitetura do século XVII que é adaptada às restritas Regras das Carmelitas. A Igreja do Convento dos Cardaes é, portanto, um dos mais notáveis exemplos do barroco português. No seu interior, encontram-se tesouros decorativos, como a Igreja com os altares em talha dourada, a nave envolta em painéis de azulejos de origem holandesa da autoria do holandês Jan van Oort, datados de 1692. E, num plano superior, pintura atribuída a António Pereira Ravasco e André Gonçalves.

O edifício se divide ainda em Comungatório, Sacristia, Sala Mariana, Sala da Paixão, Claustros, Refeitório, Escada Claustral, Oratório, Capelinha de São José, Antecoro, Coro Alto e Sala do Capítulo. E possui um notável e raro patrimônio de arte sacra, como é o caso das imagens de Nossa Senhora do Loreto, do Menino Jesus Infante ou da Dormição, peças preservadas até hoje.

Um outro motivo para visitar a Igreja do Convento dos Cardaes são os vários espaços musealizados, únicos no país. Como exemplo, o refeitório com mesas de sucupira vermelha, painéis de azulejos decorativos e pinturas do século XVII e XVIII.

Endereço: Rua do Século, 123
Horário de abertura: de segunda-feira a sábado, das 14h30 às 17h30
Acesso: Metrô Rato

5 – Basílica da Estrela

A Basílica da Estrela foi construída a mando da Rainha D. Maria I para pagar uma promessa feita ao Sagrado Coração de Jesus. Ela prometeu que construiria uma igreja com convento, caso tivesse um filho. Assim, a obra começou no ano seguinte do nascimento de D. João VI e terminou 10 anos depois.

A Basílica tem uma igreja virada para o Jardim da Estrela, e um convento na Infante Santo, que hoje é ocupado pelo Exército e pela Escola de Música Sacra do Patriarcado. A estrutura da igreja segue o modelo italiano, com uma planta em forma de cruz latina. Na interseção da cruz está a cúpula, que se pode medir no chão através do perímetro marcado na pedra.

A Basílica da Estrela tem oito altares e a decoração é feita com as cores naturais das pedras: vermelho, azul e preto. No seu interior, as paredes e o chão são revestidos por mármore preto e rosa português. E foi organizado para formar padrões geométricos seguindo os ideais do estilo rococó. A fachada tem um frontão que simboliza a Santíssima Trindade.

A outra grande atração da Basílica da Estrela é o presépio de 500 peças, que foi esculpido em cortiça pelo artista Joaquim Machado de Castro. Além disso, o túmulo da Rainha D. Maria I encontra-se no seu interior. E, por trás dele, está escondida uma sala com o Presépio da Basílica da Estrela, com mais de 430 figuras.

Hoje, a Basílica da Estrela é considerada uma das igrejas mais ornamentadas de Lisboa. E, por isso, ela está em 5º. lugar no top 10 de igrejas em Lisboa.

Endereço: Praça da Estrela
Horário de abertura: aberta todos os dias, das 7h30 às 20h
Acesso: elétrico linhas 25 ou 28

4 – Igreja de São Roque

Também a Igreja de São Roque merece destaque entre as igrejas em Lisboa. A construção desta igreja teve como objetivo essencial a ação catequética da Companhia de Jesus, em conformidade com as suas orientações.

Ela foi construída na segunda metade do século XVI, sendo seu arquiteto Afonso Álvares, mestre-de-obras de D. João III. Porém, quem terminou a sua construção foi, também, o arquiteto Filipe Terzi, responsável pela cobertura e pela antiga fachada maneirista.

De formato retangular, a igreja é composta por uma só nave, uma capela-mor pouco profunda, e oito capelas laterais. São elas:

  • Capela de Nossa Senhora da Doutrina;
  • Capela de São Francisco Xavier;
  • Capela de São Roque;
  • Capela do Santíssimo;
  • Capela-Mor;
  • Capela São João Batista;
  • Capela de Nossa Senhora da Piedade;
  • Capela de Santo António;
  • Capela da Sagrada Família ou do Menino Perdido.

De grande simplicidade arquitetônica, este templo grandioso foi construído em consonância com as recomendações litúrgicas do Concílio de Trento.

A Igreja de São Roque é caracterizada como um monumento ímpar no contexto da arquitetura jesuítica e serviu de modelo a outras posteriormente edificadas pela Ordem Inaciana, até no Brasil. O passeio é mesmo encantador e, portanto, ela compõe o top 10 de igrejas em Lisboa.

Endereço: Largo Trindade Coelho
Horários de abertura:
Outubro a Março:
Segunda-feira, das 14h às 18h
Terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Abril a Setembro:
Segunda-feira, das 14h às 19h
Terça-feira e quarta-feira, das 10h às 19h
Quinta-feira, das 10h às 20h
Sexta-feira a domingo, das 10h às 19h
Acesso: ônibus linhas 202 e 758

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3 – Igreja do Convento da Madre de Deus

Em 3º lugar no top 10 de igrejas em Lisboa, trazemos a Igreja e Convento da Madre de Deus. Localizada na região de Xabregas, ela foi fundada em 1509 pela Rainha D. Leonor que desejava instalar a Ordem de Santa Clara. A igreja passou por várias obras, nomeadamente após o terremoto de 1755, que alteraram a configuração original de cariz manuelino.

A sua construção traduz um conjunto de estilos:

  • Mudéjar: teto da capela de D. Leonor;
  • Manuelino: piso térreo do claustrinho e torre sineira;
  • Maneirista: estrutura da igreja e claustro de Diogo de Torralva;
  • Barroco: decoração da igreja;
  • Revivalista: portal, 2º piso do claustrinho e duas salas.

O interior da igreja possui um programa decorativo, com teto pintado com cenas da vida da Mãe de Jesus, executado entre 1670 e 1690 por Bento Coelho da Silveira. A igreja possui painéis azulejares com temas do Velho Testamento, cenas de paisagem e temática de São Francisco de Assis, provenientes da Holanda e colocados em 1686. Além de um púlpito em talha rococó e pinturas da autoria de André Gonçalves, colocadas na sacristia e no ante-coro.

Na sua fachada muito simples, destaca-se o portal neomanuelino oitocentista. Da capela-mor e coro alto devemos destacar as pinturas do século XVI, emolduradas em talha.

Muito importante dizer que a Igreja do Convento da Madre de Deus acolhe, desde 1980, o Museu Nacional do Azulejo. Ele possui uma coleção de azulejos portugueses, espanhóis e holandeses, cujo percurso museológico vai do século XV aos dias de hoje. Uma visita que vale a pena, certo?

Endereço: Rua da Madre de Deus, 4
Horário de abertura: todos os dias, das 10h às 17h30 (exceto às segundas-feiras)
Acesso: ônibus linhas 210, 718, 742, 759, 794

2 – Igreja de São Domingos

Fundada no século XIII, a Igreja de São Domingos foi palco de importantes acontecimentos em Lisboa: ocorreram ali casamentos reais e ela fez parte, durante séculos, das mais lindas procissões e animadas feiras de Lisboa.

Mas na Igreja de Santa Justa e Rufina (como também é conhecida) ocorreram fatos traumáticos na história de Portugal. Essa igreja está ligada à inquisição e, antes disso, ao grande massacre de judeus em Lisboa em 1506.

Com o terremoto de 1755, essa igreja ruiu e teve de ser reconstruída. E, nos anos 50, a igreja ardeu completamente num incêndio que a destruiu. Somente em 1994, ela foi reaberta após a sua recuperação bastante única e original, que faz alusão a esse último desastre.

Portanto, não se espante com suas paredes sem pintura, estátuas desfiguradas e pedras quebradas. Além disso, o seu teto e altar foram pintados em tons de terracota. Por todos esses motivos, ela figura no top 3 de igrejas em Lisboa.

Endereço: Largo de São Domingos
Horário de abertura: todos os dias, das 7h30 às 19h
Acesso: metrô Rossio

1 – Igreja do Mosteiro dos Jerónimos

E em primeiro lugar do nosso top 10 de igrejas em Lisboa, trazemos a Igreja do Mosteiro dos Jerónimos (ou de Santa Maria de Belém). O Mosteiro dos Jerónimos é um mosteiro português da Ordem de São Jerónimo, construído no século XVI.

Ele está situado na belíssima região de Belém, à entrada do Rio Tejo. A igreja é um Monumento Nacional e Patrimônio Mundial da UNESCO.

A Igreja do Mosteiro dos Jerónimos apresenta uma planta em cruz latina, composta por três naves à mesma altura. Logo à sua entrada, estão os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões, ambos do século XIX, do escultor Costa Mota.

Estão ali sepultados os restos mortais do Cardeal-Rei D. Henrique e os dos filhos de D. Manuel I na capela à esquerda do transepto. E no braço direito do transepto, encontra-se o túmulo do Rei D. Sebastião e dos descendentes de D. João III.

Nas arcadas abertas estão situados os túmulos de D. Manuel I e de sua mulher, D. Maria, de D. João III e D. Catarina.
A capela-mor inicial foi demolida em 1571 a mando de D. Catarina, mulher de D. João III, e substituída por outra. Traçada por Jerónimo de Ruão, que introduziu o estilo maneirista, estabelecendo, assim, um forte contraste com o estilo manuelino. No altar-mor encontram-se cenas da Paixão de Cristo e a Adoração dos Magos do pintor Lourenço de Salzedo.

Já a Capela da Irmandade da Cruz e Passos do Senhor, em frente ao batistério, é revestida de talha dourada com pinturas seiscentistas que fazem alusão à Paixão de Cristo. E, oferecido em 1551, pelo Infante D. Luís, ergue-se um Cristo Crucificado sobre a balaustrada do coro-alto. Do escultor flamengo Philippe de Vries, foi considerado um marco do triunfo do renascimento em Portugal.

Um pouco da sua história

Devido à expansão marítima de Portugal, as dificuldades em alto-mar tornaram a população vulnerável a doenças. Por esse motivo, foi necessário o desenvolvimento de algumas infraestruturas. E, para atender a essas novas demandas, o Infante Dom Henrique ordenou a construção da Ermida de Santa Maria de Belém, em 1452.

Já em 1496, D. Manuel I fez um pedido à Santa Sé para que lhe fosse concedida autorização para erguer um grande mosteiro no lugar da velha ermida. Por conseguinte, os trabalhos de construção tiveram início em meados de 1501 e 1502 sob a invocação de Nossa Senhora da Estrela, protetora dos navegantes.

Todo construído em calcário, o Mosteiro é apontado como o ponto culminante da arquitetura manuelina. E integra elementos arquitetônicos do gótico e do renascimento, associando-lhes uma simbologia régia, cristológica bem como naturalista.

Endereço: Praça do Império

Horário de abertura:
Outubro a Abril: 10h às 17h30 (última entrada às 17h)
Maio a Setembro: 10h às 18h30 (última entrada às 18h)

Acesso
Ônibus: linhas 727, 28, 729, 714 e 751
Elétrico: linha 15
Trem: Estação de Belém

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