Localizado no coração de Paris, o Museu Rodin é um tributo ao trabalho e história do escultor francês Auguste Rodin, que ficou famoso principalmente por sua escultura de nome "O Pensador". Suas obras de arte, porém, vão muito além: tanto que o museu-jardim no 7º arrondissement de Paris abriga inúmeras esculturas e desenhos, oferecendo aos visitantes uma imersão no universo criativo do artista.
Como visitar o Museu Rodin?
Quanto custa o ingresso para visitar o Museu Rodin?
Como comprar ingresso para visitar o Museu Rodin?
Vale a pena fazer uma visita guiada pelo Museu Rodin?
Principais obras do Museu Rodin
Conheça o Museu Rodin, em Paris
Vale a pena visitar o Museu Rodin?
O que saber antes de visitar o Museu Rodin?
A seguir, conheça tudo o que precisa saber para visitar o local, as principais obras, localização, preços dos ingressos e muitas dicas!
Como visitar o Museu Rodin?
O Museu Rodin é acessível a todos os tipos de visitantes, com áreas internas e externas que valem o passeio.
Você pode explorar o museu de forma independente ou em grupos, com ou sem audioguia, ou mesmo optando por um guia local, que costuma proporcionar conhecimentos mais profundos sobre as obras e a vida do artista.
Além disso, recomendamos que você adquira seus ingressos com antecedência e escolha horários estratégicos para a visita — os jardins ao ar livre do museu Rodin também são palco de algumas obras extremamente importantes do artista, e isso mesmo no sol a pino e nos dias de chuva mais intensa.
Vale a pena reservar cerca de duas a três horas para a sua visita ao museu.
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Agendar minha conversa →Quanto custa o ingresso para visitar o Museu Rodin?
O ingresso para o museu Rodin custa entre 14€ e 250€.
O valor vai depender de fatores como local de compra, se você vai contar com algum tipo de guia ou não, e também se você vai combinar sua visita com outros passeios, ou comprá-la independentemente.
A seguir, confira os preços e tipos de ingressos nos principais meios de compra: plataformas de atrações turísticas, como GetYourGuide e Civitatis, e o próprio site oficial do Museu Rodin.
Preços e tipos de ingressos pelo GetYourGuide
Algumas das principais oportunidades de passeios do GetYourGuide são:
| Ingresso | Preço (a partir de) |
| Museu Rodin com guia de áudio | 29,90€ |
| Ingresso combinado para o Museu Rodin e Museu D’Orsay | 45€ |
| Tour particular ao Museu Rodin — a visão de um artista | 115€ |
| Musée Rodin e Musée d’Orsay com guia privado e ingressos | 219,30€ |
Preços e tipos de ingressos pela Civitatis
Já pela Civitatis, você encontra tanto o ingresso para o Museu Rodin como o cartão Go City Paris Pass, que inclui o acesso a mais de 75 atrações de Paris — entre elas, o museu que estamos comentando neste artigo.
| Ingresso | Preço (a partir de) |
| Ingresso do Museu Rodin | 15€ |
| Go City Paris Pass | 179€ |
Preços e tipos de ingressos pelo site oficial
Já pelo site oficial da atração, você encontra três tipos de tarifas diferentes: a básica, de 14€, e dois tipos de entradas combinadas. A que combina o Museu Rodin com o Museu D’Orsay, custa 25€; a que combina o museu Rodin com o etnológico Museu de Quai Branly — Jacques Chirac, custa 23€.
Por meio do site, ainda, é possível saber que os audioguias custam 6,50€ e, pelo mesmo preço, as crianças a partir de seis anos também podem ter acesso a uma visita lúdica por meio de um tablet que interage com as obras do local. Para quem viaja com crianças, pode ser uma opção!
Como comprar ingresso para visitar o Museu Rodin?
Você pode adquirir ingressos para o Museu Rodin diretamente no site oficial ou por meio de plataformas de turismo como as citadas anteriormente, GetYourGuide e Civitatis. Cada opção oferece diferentes vantagens.
O site oficial, por exemplo, pode ser uma boa escolha para ingressos mais básicos, com tarifas padrões. Já nas plataformas de turismo, além de pacotes combinados com outros passeios, também é possível encontrar visitas guiadas tanto em grupo como privadas, abrindo um leque de novas oportunidades.
Na hora de comprar o seu ingresso, portanto, considere o tipo de experiência desejada.
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Peça agora o cartão →Vale a pena fazer uma visita guiada pelo Museu Rodin?
Sim. Para aprofundar-se na vida e obra de Auguste Rodin, uma visita guiada é altamente recomendada.
Guias especializados, fornecem contexto histórico, interpretam as obras e compartilham curiosidades que enriquecem a experiência. Isso pode ser extremamente válido, principalmente para o Museu Rodin, onde muitas obras mal têm seus títulos traduzidos para algum idioma além do francês — quem dirá explicações.
Entre as melhores visitas guiadas, estão a visita guiada ao museu Rodin com ingressos sem fila, que promete uma experiência mais interativa ao receber até oito pessoas por passeio. Além do tour particular com a visão de um artista, que inclui uma perspectiva artística sobre a arte de Rodin e até, bem, fofocas de sua vida pessoal.
Principais obras do Museu Rodin
Entre as peças mais celebradas de Rodin estão aquelas que começaram como parte de seu projeto monumental, “A Porta do Inferno”, mas que ganharam vida própria como obras autônomas. Além das esculturas, o museu também destaca outras expressões criativas de Rodin, como desenhos e estudos anatômicos, que complementam sua trajetória artística.
A seguir, conheça algumas das obras mais marcantes do museu e o que torna cada uma delas tão especial.
O Pensador
Uma das esculturas mais emblemáticas de Auguste Rodin, “O Pensador” foi criado originalmente em 1880 como parte de “A Porta do Inferno”, inspirado pela “Divina Comédia” de Dante Alighieri. Inicialmente cchamadade “O Poeta”, a obra representava Dante em profunda reflexão, observando os círculos do inferno e meditando sobre sua obra.
A postura intensa e o corpo musculoso sugerem tanto a tensão quanto a capacidade de transcendência pelo pensamento.
Posteriormente ampliado para um tamanho monumental, no ano de 1904, a peça se tornou uma obra autônoma para, então, também se tornar uma das esculturas mais reconhecidas no mundo. Hoje, sua versão em bronze encontra-se nos jardins do Museu Rodin.
A Porta do Inferno
“A Porta do Inferno” é uma das obras mais ambiciosas de Rodin, concebida como um projeto monumental que abrigaria mais de 200 figuras inspiradas na “Divina Comédia” de Dante. Criada entre 1880 e 1889, a obra ficou inacabada, mas serviu como base para várias esculturas autônomas, incluindo “O Pensador”, “O Beijo” e “As Três Sombras”.
Porta do Inferno: dá para ficar horas só procurando os detalhes dessa icônica obra de Rodin. Foto: Renata Losso.Originalmente planejada para a Exposição Universal de 1889, Rodin abandonou o projeto antes de completá-lo totalmente, mas decidiu apresentá-lo em sua grande exposição de 1900.
Foi somente em 1917, pouco antes de sua morte, que Rodin autorizou uma fundição em bronze para preservar seu trabalho. Com figuras em poses dramáticas e expressivas, a peça captura o tormento e a complexidade da condição humana, tornando-se um marco do expressionismo na escultura.
O Beijo
Retrata o romance trágico de Paolo e Francesca, personagens da “Divina Comédia” de Dante. Condenados ao inferno por seu amor proibido, o casal é representado em um momento de paixão e sensualidade. Criada inicialmente como parte de “A Porta do Inferno”, a obra foi removida do projeto principal por ser considerada otimista e contrastante com o tema sombrio da peça.
Transformado em uma obra autônoma em 1887, “O Beijo” foi amplamente celebrado por seu dinamismo, suavidade e universalidade. Uma versão ampliada em mármore foi encomendada pelo governo francês e levou quase uma década para ser concluída. Hoje, a escultura é uma das mais visitadas no Museu Rodin, simbolizando o poder do amor e sua complexidade emocional.
As Três Sombras
Inspiradas também pela “Divina Comédia”, “As Três Sombras” representam as almas condenadas à entrada do inferno, apontando para a inscrição que anuncia: “Abandonai toda esperança, vós que aqui entrais”. Criada como parte superior de “A Porta do Inferno”, a obra reúne três figuras idênticas posicionadas de maneira a criar uma composição circular e enigmática.
Mais tarde, Rodin ampliou “As Três Sombras” para transformá-las em uma obra autônoma — que também pode ser vista em seu museu. O grupo impressiona os visitantes do Museu Rodin, dominando o espaço com sua carga emocional intensa e suas formas poderosamente expressivas.
O homem que caminha
Saindo um pouco das obras que giram em torno de “A Porta do Inferno”, “O Homem Que Caminha” também tem destaque por ser vista como um símbolo da criação pura e da essência do movimento. Criada a partir do encaixe de um estudo de pernas e de um torso originalmente projetado para a escultura de São João Batista, a figura ganhou forma em torno de 1900.
O contraste entre as pernas suavemente modeladas e o torso com texturas rugosas remete à influência das esculturas fragmentárias da Antiguidade, que Rodin admirava profundamente. Essa obra, por fim, acabou se destacando como a personificação do movimento e do equilíbrio. “O Homem Que Caminha”, afinal, convida o observador a refletir sobre o dinamismo e a força inerentes ao corpo humano, mesmo em sua forma incompleta.
Conheça o Museu Rodin, em Paris
O Museu Rodin, que faz parte dos principais museus para visitar em Paris. Celebra o legado do escultor francês e foi inaugurado em 1919. O acervo inclui uma vasta coleção de esculturas, desenhos e outras criações de Rodin, além de obras de Camille Claudel, aluna e colaboradora que deixou uma marca significativa na arte da escultura.
O museu está localizado no Hôtel Biron, uma mansão do século XVIII no 7º arrondissement de Paris, onde Rodin viveu e trabalhou. O local foi escolhido pelo próprio artista para abrigar sua obra, sob a condição de que sua coleção e o edifício fossem preservados pelo Estado francês. A arquitetura elegante e os jardins ao redor criam um cenário perfeito para explorar a profundidade emocional e técnica das criações do artista.
A seguir, assista ao vídeo do canal “Fotógrafo Brasileiro em Paris” e conheça mais sobre o Museu Rodin.
Além das exposições internas, os jardins são uma atração à parte. Esculturas como “O Pensador” e A “Porta do Inferno” ganham uma nova dimensão ao serem exibidas ao ar livre, em harmonia com a paisagem. Caminhar pelos jardins é uma experiência imersiva, que combina arte, história e natureza.
Funcionamento do Museu
O Museu Rodin está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h30, com última entrada às 17h45. Ele permanece fechado às segundas-feiras e em feriados específicos, como 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.
Os jardins, que também fazem parte da experiência, seguem o mesmo horário de funcionamento.
Onde fica o Museu Rodin?
O Museu Rodin está localizado no elegante bairro do 7º arrondissement de Paris, no endereço: Rue de Varenne, 77.
O mapa a seguir mostra a localização exata:
Como chegar ao Museu Rodin?
O Museu Rodin pode ser facilmente acessado por transporte público. Entre as opções, as mais indicadas são metrô e ônibus.
Se você for de metrô, as estações mais próximas são Varenne (linha 13) e Invalides (linhas 8 e 13). Ambas ficam a uma curta caminhada do museu.
Se você for de ônibus, as linhas 69, 82, 87 e 92 têm paradas próximas ao local.
Dependendo de onde você estiver hospedado e caso tenha condições de mobilidade, vá a pé. Eu, por exemplo, estive hospedada no 2º arrondissement e fui andando até o museu para curtir Paris em seus detalhes menos conhecidos. Super indico!
Quanto tempo dura a visita ao Museu Rodin?
Para explorar o museu em seu próprio ritmo, reserve entre duas e três horas. Esse tempo é suficiente para visitar as exposições internas, apreciar as esculturas nos jardins e fazer uma pausa no café do museu.
Se você deseja aprofundar sua experiência, como participar de uma visita guiada ou explorar com mais calma, considere reservar 4 horas ou até um dia inteiro.
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Baixe Grátis o Guia de Viagem →Vale a pena visitar o Museu Rodin?
Sim, definitivamente!
O Museu Rodin é um dos lugares mais fascinantes de Paris para amantes da arte, da história e da cultura. Ele combina a grandiosidade das esculturas de Rodin com a serenidade dos jardins e a elegância do Hôtel Biron.
Neste artigo, O Pensador ficou para o fim da “visita”; mas no museu, a escultura será a primeira a ser vista. Foto: Renata LossoA visita vale a pena não apenas pela oportunidade de ver de perto obras como “O Pensador”, a “Porta do Inferno” e “O Beijo”, mas também pela chance de explorar os desenhos, fotografias e obras de Camille Claudel.
Além disso, os jardins são um destaque à parte, proporcionando um refúgio de tranquilidade no coração da Cidade Luz. Se você gosta de arte, o Museu Rodin é um passeio imperdível. Se você quer apreciar Paris em tudo que a cidade tem a oferecer, inclua o museu como parte do seu roteiro em Paris!
O que saber antes de visitar o Museu Rodin?
Antes de visitar o Museu Rodin, é importante se planejar e:
- Comprar os ingressos com antecedência: durante a alta temporada, os ingressos podem esgotar rapidamente. Adquira-os online, seja pelo site oficial ou por plataformas turísticas como GetYourGuide e Civitatis;
- Considerar os horários de pico: o museu pode ficar mais cheio no meio do dia e nos finais de semana. Visitá-lo no primeiro horário da manhã ou no fim do dia pode ser o mais indicado para uma experiência mais calma;
- Saber que o museu Rodin está pertinho do Museu D’Orsay: planeje os dois no mesmo dia para ganhar tempo de locomoção entre uma atração e outra. O Museu D’Orsay, aliás, está entre os principais da cidade, então também não pode faltar.
No mais, aproveite o passeio no Museu Rodin e lembre-se: faça as coisas sem pressa para experiências mais completas. Boa viagem!
Renata Losso