Red Light District: saiba como visitar o bairro mais famoso de Amsterdam

Visitar Amsterdam  / 

É quase impossível falar em turismo na Holanda e não pensar no Red Light District, o famoso Distrito da Luz Vermelha, que alimenta a curiosidade de – quase – qualquer visitante.

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O “Bairro Vermelho” é notório por abrigar uma das profissões mais antigas do mundo: a prostituição, e a sua trajetória pode ser traçada desde a Idade Média. No século XVII, as primeiras vitrines apareceram, e o movimento, inclusive o financeiro, era controlado pelo Xerife e pelos seus homens de confiança.

Em meio a discussões políticas e batalhas legais acerca das suas atividades, o fato é que o Red Light District chama a atenção por sua história e a curiosidade mora nos detalhes. Muitos turistas querem só passar reto, outros se perguntam se podem passar a noite e qual seria o valor dos serviços.

A verdade é que é possível conhecer o Red Light District, em Amsterdam, sob diversos ângulos, sempre dependendo do interesse de cada viajante.

O que é o Red Light District?

O Red Light District, ou De Wallen, é um bairro conhecido por oferecer serviços de prostituição. Tal afirmação não suscitaria a curiosidade geral se não fosse por um detalhe: os serviços são oferecidos em janelas ao longo de todo o distrito.

Ao todo, são aproximadamente 290 janelas, que funcionam 22 horas por dia, todos os dias. As luzes em cores neon que enfeitam as janelas e as portas dos outros estabelecimentos são as responsáveis por endossar o nome do lugar.

Visitar o Red Light District pode ser uma atividade complicada para os mais conservadores, pois as ruas funcionam como uma casa de prostituição a céu aberto, mas, na verdade, o bairro tem mais para oferecer, com muitas lojas, restaurantes e bares, que podem ser temáticos ou não.

As janelas não funcionam apenas como atrativo, elas são as principais responsáveis para as meninas fecharem os seus negócios.

As profissionais pagam por esses espaços, um aluguel com duração máxima de 11 horas, e custeiam do próprio bolso itens de higiene pessoal, roupa de cama, acessórios, água, luz e gás. Por outro lado, os donos do espaço precisam garantir a segurança e a higiene, tanto das profissionais, quanto dos clientes, tudo garantido por lei.

Cada turno de 11 horas custa em torno de 120€ para as trabalhadoras e o valor de cada programa é definido individualmente, pelas mesmas. Para os mais curiosos: o preço médio de um programa gira em torno de 50€ por 15 minutos.

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História do Red Light District

A história do Red Light District é antiga e começa a ser documentada desde a Idade Média. O porto que havia na região sempre funcionou como um atrativo para o exercício da prostituição e nem as diversas proibições, nem a Reforma Protestante no século XVI conseguiram encerrar as atividades no distrito.

A solução encontrada pelo governo foi legalizar a atividade e ordenar direitos e deveres para as profissionais, os proprietários e os frequentadores, de modo a criar maior segurança e evitar ao máximo a ilegalidade e as ações provenientes, com a exploração sexual e o tráfico de mulheres, por exemplo.

O ambiente ainda não é de todo seguro para as prostitutas, existe uma teia que funciona de maneira clandestina que coloca muitas mulheres em risco. Para tentar controlar essas ações, no ano 2000 o governo diminuiu o número de janelas, mas a medida foi criticada por muitos que alegam que essa é apenas uma maneira de tornar o ambiente mais “limpo” para atrair um turismo com mais poder econômico.

Foi também em 2000 que as prostitutas do Red Light District, as que ficam nas janelas, foram legalizadas, registradas como autônomas na Câmara do Comércio e pagam imposto de renda com direito a dois meses de férias por ano.

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Como chegar

Chegar no Red Light District é fácil: a região está localizada próxima à Estação Central de Amsterdam e fica entre a Igreja Oude Kerk e a praça Nieuwmarkt.

De Bonde é possível descer na estação de Dam com as linhas 4, 9, 24 e 25 ou na estação de Nieuwmarkt com a linha 51. A passagem custa, em média, 3€

O que ver por perto

Engana-se quem pensa que a região do Red Light District tem apenas as famosas janelas como atrativo: bares, lojas especializadas e até museus fazem parte do programa.

Estas são algumas das atrações famosas mais divertidas de conhecer nos arredores:

Oude Kerk: de fora parece uma igreja, mas a construção, que mantém muito da sua arquitetura original desde a Idade Média, abriga um museu com exposições temporárias sobre a temática da prostituição e a história da região. O ingresso para o Oude Kerk custa 12€, mas existem descontos para estudantes, grupos grandes e é possível pagar um pouco mais e incluir um donativo no valor do ingresso.

Het Gulden Vlies (mais conhecida como Condomerie): a Condomerie é basicamente uma loja destinada ao prazer seguro, lá é possível encontrar uma variedade gigante de camisinhas baseada em tamanhos, texturas, sabores, entre outras coisas. Eles oferecem um serviço chamado “Condomology” onde ajudam o freguês a escolher a melhor camisinha para si baseado em vários fatores. Também vendem lubrificantes e kits de diversão sexual. Para os mais tímidos, a loja possui e-commerce.

Hash Marijuana and Hemp Museum: na cidade famosa pela sua legalização, não poderia faltar o museu dedicado à maconha e ao haxixe. O ingresso para o Hash Marijuana and Hemp Museum custa 8,50€.

Casa Rosso: uma das casas mais tradicionais da cidade quando se trata de shows de striptease, sexo explícito e até sadomasoquismo. Os shows são variados, por isso vale a pena verificar antes qual interessa. Os lugares não são marcados e os bilhetes online têm desconto: 47€ por pessoa. Se quiser adicionar uma bebida ao ingresso, pode comprar o combo, por 57€.

Bananenbar: como no Red Light District – quase – todo tipo de fetiche é bem-vindo, esse bar abriga performances sexuais realizadas com bananas. O ingresso custa 65€ e dá direito a bebidas liberadas durante uma hora. O bar vive cheio e tem sempre muita fila na porta, é altamente recomendado programar a visita e comprar com antecedência o bilhete de entrada.

Você pode explorar o Distrito da Luz Vermelha em Amsterdam, conhecer áreas históricas e becos escondidos de De Wallen com um guia local. Os ingressos para a excursão ao Red Light District custam a partir de 19€ na Get Your Guide.

Curiosidades do Red Light District

Cortinas fechadas: se passar por alguma janela e a cortina estiver fechada, isso significa que a mulher que estava no seu turno está atendendo um cliente.

Câmeras 24H: o Red Light District possui câmeras de vigilância funcionando o dia e a noite toda. Foi uma das maneiras encontradas pela prefeitura para garantir a segurança das trabalhadoras e dos turistas.

Janelas azuis: nem todas as janelas são iguais no bairro da luz vermelha, algumas são azuis. A cor azul indica as profissionais transsexuais.

Spanish corner: a esquina hispânica é uma das curiosidades da região, pois ela é, como o nome indica, a zona onde é possível encontrar concentradas as profissionais da América do Sul.

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Autor

Tatiana é brasileira e vive em Portugal desde 2013. Mestre em Estudos Culturais e Interartes pela Universidade do Porto, atualmente cursa o mestrado em Estudos Editoriais na Universidade de Aveiro. Copywriter e revisora, brinca que a sua principal especialidade é atender as dúvidas e ajudar aqueles que desejam conhecer Portugal e a Europa.