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Autor 13752

Luana Marcelina Autor(a)

Europa por mais de 90 dias: como estou viajando há 2 anos

Conteúdo criado por humano
5 min de leitura
Autor 13752 Luana Marcelina

Viajar pela Europa é o sonho de muitas pessoas, meu inclusive, mas não queria apenas turistar e voltar para a casa, e também não queria imigrar definitivamente. Então pesquisei como funcionava as regras de visto e de cara me deparei com as limitações de tempo de permanência do Espaço Schengen, o sonho de desbravar a Europa por mais de 90 dias parecia ficar um pouco mais distante.

Luana em país europeu

No entanto, descobri que existe uma forma de explorar os países da Europa por um longo período sem ter uma residência ou passaporte europeu e vou te contar como estou fazendo isso a 2 anos.

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Meu roteiro alterando entre países Schengen e não-Schengen

Comecei meu roteiro na Espanha, aproveitando os 90 dias permitidos. Eu, literalmente, saí no meu dia 90, mas não recomendo porque se acontecer um problema no voo ou qualquer outra coisa que atrase a viagem, você vai ter problemas na imigração depois.

Bom, quando meu visto estava prestes a acabar, ainda na Espanha, encontrei uma oportunidade de voluntariado na Irlanda que apesar de ser parte da União Europeia, não faz parte da lista de países que compreendem o acordo do Espaço Schengen, lá passei 2 meses.

Esse movimento permite reiniciar o contador de dias no Schengen e depois de 90 dias poderia voltar para a área do visto. Como fiquei apenas 60 dias na Irlanda, segui para a Escócia, parte do Reino Unido, onde é possível ficar por 180 dias. Esse já era um terceiro visto, diferente do visto do Espaço Schengen e do visto da Irlanda. Viu como as opções são muitas?

Passar mais de 90 dias na Europa é uma aventura possível mesmo para quem não tem cidadania. Foto: Luana

Após ficar por 180 dias na Escócia, peguei um voo saindo de Londres na Inglaterra em direção a Istambul na Turquia, essa parte do país fica na Europa, mas não está no Espaço Schengen. Após 1 mês conhecendo o país — brasileiros têm direito a 3 meses como turista na Turquia —, eu retornei ao Reino Unido para ficar por mais 180 dias.

Um ponto importante é que essa foi a minha experiência viajando e que os oficiais da imigração de qualquer país, não só do Reino Unido, podem determinar um tempo menor do que o limite máximo para o seu visto, dependendo do que parecer razoável a eles. Meu namorado, por exemplo, já recebeu um visto de trânsito de 1 dia apenas na Irlanda, já que ele não iria ficar e estava indo para o Reino Unido de ônibus, de Dublin na Irlanda para Belfast na Irlanda do Norte.

Após esse período no Reino Unido, voltei ao Espaço Schengen, desta vez para Portugal, onde passei mais 3 meses. Após isso, estive no Marrocos (fora da Europa), depois voltei para a Europa na Albânia, onde fiquei por 3 meses e também não pertence ao espaço. Atualmente estou na Holanda, admirando seus charmosos canais e planejando conhecer os famosos campos de tulipas.

Cada país visitado deixou sua marca, e essa estratégia me permitiu explorar a Europa de uma maneira contínua, criando uma história e me proporcionando aventuras únicas.

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Entendendo as regras do Espaço Schengen

Antes de começar uma aventura como essa, o passo mais importante é entender as regras de entrada e permanência do Espaço Schengen que inclui 29 dos 50 países da Europa.

O passaporte brasileiro nos permite ficar até 90 dias dentro de um período de 180 dias. Isso significa que, após passar três meses em países como Espanha, França ou Alemanha, é necessário sair do Espaço Schengen e só retornar depois de mais 90 dias (aproximadamente três meses).

O Reino Unido não faz parte do Espaço Schengen, por isso é uma alternativa para prolongar a estadia. Foto: Luana

Nos demais países que não fazem parte desse acordo, nós brasileiros podemos permanecer com visto de turista por 90 dias ou 180 dias. Compreender essas regras e importante para planejar a viagem e nunca ficar ilegal, mesmo que por acidente.

No tempo fora da área Schengen viajei para países como o Reino Unido, Irlanda, Albânia, Marrocos e Turquia. A lista de países fora da área Schengen é ainda maior, principalmente se você adicionar países na fronteira com o continente europeu.

Visto de turista para o Reino Unido

Como falei, o visto do Reino Unido, que inclui quatro países: Escócia, Irlanda do Norte, Inglaterra e País de Gales, funciona diferente da maioria dos vistos europeus, ele garante 180 dias como turista (aproximadamente seis meses), ao invés de 90.

Além disso, não está previsto em lei uma quantidade específica de dias de estadia fora do Reino Unido para que seja possível retornar à ilha, como os 90 dias da área Schengen que é necessário passar fora do espaço. Isso faz com que o Reino Unido seja o queridinho dos nômades que vivem na Europa com visto de turista.

Flexibilidade e adaptação

Essa estratégia exige flexibilidade e a capacidade de se adaptar rapidamente a novas situações e possíveis perrengues de viagem. Viajar dessa forma requer um planejamento cuidadoso e estar sempre pronto para ajustar seus planos conforme necessário.

Antes de entrar de cabeça nesse estilo de viagem é importante entender quais são os seus limites e se realmente funciona para você. O resultado é um estilo de vida que vai mudar sua vida de cabeça para baixo e com altas chances de se apaixonar.

Viajar pela Europa com um visto de turismo pode parecer desafiador, mas com um pouco de planejamento e muita flexibilidade, é possível viver aventuras incríveis e descobrir a diversidade do continente. Compreender as regras do Espaço Schengen, alternar entre países Schengen e não-Schengen, maximizar o tempo em cada lugar e estar sempre pronto para se adaptar são os segredos para uma viagem prolongada sem um passaporte europeu ou residência. Espero que minha história te inspire e boa viagem!

Autores

Luana Marcelina
Sou uma viajante que transformou o mundo em casa. Comecei minha jornada pela Argentina, onde aprendi espanhol e experimentei o voluntariado pela primeira vez. De lá para cá, já vivi na Europa por mais de 2 anos, e agora estou explorando a Ásia. Viajando de forma econômica, mergulhando na cultura local. Minha paixão é contar histórias — seja através de vídeos, fotos ou textos. Com formação em cinema, busco capturar não apenas os destinos, mas também os desafios e belezas de uma vida nômade. Meus hobbies incluem explorar lugares a pé, descobrir comidas típicas, fotografar o cotidiano e criar conteúdo para inspirar outras pessoas a viajarem de forma mais autêntica.

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