Se você vai passar alguns dias na capital italiana e quer aproveitar ao máximo a sua viagem, incluir um bate e volta de Roma é uma ótima maneira de sair do roteiro tradicional e se surpreender.
Melhores cidades para um bate e volta de Roma
Vale a pena fazer um bate e volta de Roma?
Como alugar um carro para conhecer as cidades próximas de Roma?
Cuidados ao programar seu bate e volta de Roma
Em poucas horas e em diferentes direções, dá para explorar desde cidades medievais e sítios arqueológicos até paisagens naturais incríveis, tudo isso acompanhado de uma das melhores gastronomias do mundo.
Neste guia completo, você encontra as melhores opções de destinos, com dicas sobre transporte, atrações imperdíveis e sugestões para curtir cada minuto do seu passeio. Confira!
Melhores cidades para um bate e volta de Roma
Seja para explorar mais da história do país, relaxar em praias tranquilas ou saborear pratos típicos fora da rota turística tradicional, há diversas cidades que podem ser conhecidas em um bate e volta a partir de Roma.
Em um raio de até 3h30, é possível visitar vilarejos e regiões litorâneas, tudo regado de boa gastronomia, paisagens de tirar o fôlego e o melhor de tudo, com fácil acesso!
Mas é claro que a escolha ideal vai depender do tempo disponível e do que você busca complementar no seu roteiro em Roma. A seguir, veja a nossa lista com 10 cidades para conhecer:
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Quero meu roteiro personalizado →1. Florença
Há muito o que fazer em Roma, mas uma cidade extra no roteiro sempre torna a viagem mais interessante. Se você tiver um dia sobrando, Florença é um dos bate-voltas mais encantadores que você pode fazer.
A cidade, que é a capital da região Toscana, está localizada a cerca de 300 km de Roma e é considerada o berço do Renascimento — e não é por acaso. Florença abrigou artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli e Rafael, que são grandes nomes desse movimento.
Além disso, a cidade tem um charme único, sendo perfeita para um passeio de um dia. De carro, o caminho leva aproximadamente 3h30, o que exige melhor planejamento. Porém, há trens de alta velocidade partindo do centro da capital italiana que levam metade do tempo.
Principais atrações de Florença
Em um roteiro simples, o ideal é começar pelo Duomo de Santa Maria del Fiore e seguir até a Piazza della Signoria, onde fica o Palazzo Vecchio e réplicas de esculturas famosas.
A poucos passos dali, está a famosa Ponte Vecchio, considerada a ponte de pedra mais antiga da Europa e repleta de joalherias com vista para o Rio Arno. Se der tempo de incluir um museu, a Galleria degli Uffizi é uma ótima escolha, mas garanta seus ingressos com antecedência.
Se você preferir, também é possível fazer um free tour por Florença, partindo da Piazza San Lorenzo. Essa opção é indicada para quem quer conhecer melhor a história da cidade de forma acessível.
Como ir de Roma para Florença?
A melhor forma de chegar até Florença é, sem dúvida, de trem. Saindo da estação Termini, você encontra trens de alta velocidade de empresas como a Trenitalia, que levam até a estação Firenze Santa Maria Novella em cerca de 1h30.
Cada trecho custa a partir de 20€ se comprado com antecedência. Você pode reservar os bilhetes pelo site da Omio ou diretamente com as operadoras. Já para quem quer economizar e não se importar com uma viagem mais longa, há também opções de ônibus.
Por fim, se você já tiver alugado um carro na Itália, o trajeto também leva cerca de 3h, seguindo pela autoestrada A1. Os custos, segundo o site Via Michelin, incluem cerca de 19€ de pedágio por trecho e entre 30€ e 35€ de combustível.
No entanto, vale lembrar que estacionar no centro histórico de Florença pode ser complicado (e caro), então, o ideal é procurar estacionamentos nas áreas periféricas e seguir a pé até os locais de interesse.
2. Nápoles
Fundada por colonos gregos em 470 a.C., Nápoles é muito mais do que o berço da boa gastronomia. Considerada uma das cidades mais antigas da Europa, guarda uma trajetória marcada por diversas influências culturais que se sobrepõem ao longo dos séculos.

Seu centro histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, impressiona pela quantidade de monumentos e construções bem preservadas, que contam capítulos importantes da história local.
E não é só isso: em 2017, a arte da pizza napolitana também foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial, reforçando o valor dessa cidade única.
Principais atrações de Nápoles
Em um bate e volta de Roma, é possível conhecer o labirinto de vielas estreitas, igrejas, mercados de rua e a vida vibrante que é o centro histórico da cidade.
Por lá, não deixe de visitar a Via San Gregorio Armeno, famosa pelas lojas de presépios artesanais, e a Catedral de Nápoles, que abriga o sangue de São Genaro, o padroeiro da cidade!
Se quiser fugir das ruas tumultuadas, aventure-se em um passeio pelos subterrâneos da praça San Gaetano ou faça uma visita guiada a pé para conhecer outros pontos importantes em um passeio de cerca de 3h.
Se tiver mais um tempinho, suba até o Castel Sant’Elmo, de onde se tem uma das vistas mais impressionantes do Golfo de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo. E, claro, reserve um momento para saborear uma pizza napolitana em um dos muitos restaurantes tradicionais, como a L’antica Pizzeria da Michele, fundada em 1870, ou o Gino Sorbillo.
Como ir de Roma para Nápoles?
Localizada a cerca de 230 km ao sul de Roma, a cidade pode ser facilmente acessada em pouco mais de 1h de trem, com empresas como Frecciarossa ou Italo.
Os preços variam de 14€ e 50€ por trecho, dependendo do horário e da antecedência da compra. Você pode consultar as melhores tarifas na Omio, que reúne todas as opções disponíveis.
Também há opções de ônibus nesse trajeto, mas a viagem leva entre 2h30 e 3h15, com saídas de diferentes estações da cidade até o terminal central de Nápoles.
Os preços começam a partir de 7,98€ por trecho e a viagem pode sair pela metade do preço em comparação ao trem. No entanto, o tempo extra na estrada pode reduzir em até três horas o seu aproveitamento na cidade, o que é preciso considerar se o seu roteiro estiver mais apertado.
De carro, a viagem leva em torno de 2h20, seguindo pela autoestrada A1 em direção ao sul. Os custos estimados incluem cerca de 16€ de pedágio e 25€ de combustível por trecho. Mas vale lembrar que o trânsito em Nápoles pode ser complicado — então, deixe essa alternativa como última opção!
3. Pompeia
Uma cidade que precisa entrar no roteiro de quem decide fazer um bate e volta de Roma é Pompeia. Aliás, você pode até mesmo conciliar a visita com Nápoles, já que ambas as cidades ficam a apenas 30 minutos de distância uma da outra.
Considerada um dos sítios arqueológicos mais impressionantes e bem preservados do mundo, essa antiga cidade romana foi soterrada por cinzas e lama após a erupção do Vesúvio em 79 d.C., permanecendo oculta por séculos até ser redescoberta no século XVIII.
Um dos aspectos mais impressionantes e assustadores de Pompeia é a preservação dos corpos das vítimas. Cobertos por cinzas, eles deixaram moldes no solo que, mais tarde, foram preenchidos com gesso por arqueólogos.
O resultado são réplicas comoventes, que revelam expressões de medo congeladas no tempo, oferecendo um retrato bastante realista e impactante dos últimos instantes daquele dia trágico.
Principais atrações de Pompeia
Pompeia já é a atração por si só. Há diversas visitas guiadas pelo local e passeios que incluem o Monte Vesúvio.
Os destaques do sítio arqueológico são o anfiteatro romano, as termas públicas, o fórum, as vilas com afrescos ainda visíveis (como a Casa dos Vettii), e até padarias, tavernas e ruas de pedra bem preservadas.
Como o passeio é todo ao ar livre e exige bastante caminhada, não esqueça de usar calçados confortáveis, protetor solar e levar água!
Como ir de Roma para Pompeia?
Se você optar por ir de trem, basta seguir o mesmo trajeto de Roma até Nápoles e, a partir da estação central, embarcar em um trem regional da linha Circumvesuviana em direção a Sorrento.
O percurso até Pompeia leva cerca de 45 minutos. Outra opção bastante prática são os passeios guiados que oferecem transfer de ida e volta saindo de Nápoles, perfeitos para quem não quer se preocupar com o transporte.
Também é possível ir direto de Roma a Pompeia de ônibus, em viagens que duram entre 3h15 e 3h45, com preços a partir de 22,48€ por trecho. As saídas costumam partir da estação Roma Tiburtina, com chegada na Piazza Falcone e Borsellino.

De lá, é preciso fazer um trajeto a pé e de transporte público até a entrada do sítio arqueológico. É uma alternativa um pouco mais econômica, mas menos prática, especialmente se você estiver com o tempo contado.
Já de carro, o trajeto de Roma a Pompeia leva em média 3 horas, seguindo também pela autoestrada A1. Os custos estimados por trecho ficam em torno de 45€, considerando pedágio e combustível.
Há estacionamentos pagos nas proximidades das ruínas, mas é importante considerar que o trânsito pode ser intenso e imprevisível, especialmente ao se aproximar de Nápoles.
4. Perugia
A capital da região da Úmbria é ideal para quem procura um bate e volta de Roma que une história, charme medieval e um toque de doçura.
Surpreendente e ainda pouco explorada por viajantes, Perugia fica a cerca de 170 km da capital italiana, cercada por colinas verdes e paisagens encantadoras.
Com uma forte identidade cultural e tradições vivas, a cidade é conhecida por suas construções bem conservadas, pela atmosfera jovem trazida pela vida universitária e, claro, por ser a capital italiana do chocolate, famosa por sediar o Eurochocolate Festival.
Principais atrações de Perugia
Em apenas um dia, é possível aproveitar bem o que a cidade tem de melhor. Seu passeio pode começar pela Piazza IV Novembre na companhia de um guia local, onde ficam a imponente Catedral de San Lorenzo e a Fonte Maggiore, um dos símbolos de Perugia.
Se tiver tempo, visite o Palazzo dei Priori, sede da Galeria Nacional da Úmbria, e depois caminhe pela Corso Vannucci, principal rua da cidade, cheia de lojinhas e cafés, para você garantir suas lembrancinhas e fazer uma pausa.
Para quem prefere um roteiro mais gastronômico, uma dica é trocar o passeio guiado por um city tour particular a pé com degustação. No final do dia, siga até os arredores da Rocca Paolina, uma antiga fortaleza subterrânea que revela um pedacinho da Perugia medieval preservado sob a cidade atual.
Como ir de Roma para Perugia?
Assim como nas cidades anteriores, você pode escolher entre trem, ônibus ou carro. No caso de Perugia, o carro costuma ser a opção mais rápida, com tempo de viagem menor em comparação aos outros meios de transporte.
O trajeto leva cerca de 2h15, seguindo pela autoestrada A1 e depois pela SS675, em direção à Úmbria. O custo médio por trecho gira em torno de 25€, incluindo pedágio e combustível.
No entanto, vale o alerta: embora dirigir seja prático, o centro histórico de Perugia possui muitas ZTLs (zonas de tráfego limitado). Por isso, a recomendação é deixar o carro em estacionamentos afastados dessa área.
Quase tão rápido quanto o carro, o ônibus também oferece viagens diretas entre Roma Tiburtina e o centro de Perugia, com duração entre 2h10 e 2h30. Os bilhetes custam a partir de 11,98€ e essa pode ser uma alternativa vantajosa para quem não pretende usar carro por mais de um dia.
Já de trem, há partidas regulares saindo da estação Roma Termini. A viagem dura entre 2h45 e 3h50, dependendo do tipo de trem e se há baldeações. Os bilhetes custam a partir de 12€ no site da Omio, com opções operadas pela Trenitalia.
5. Siena
Se você prefere as paisagens autênticas da Toscana, Siena é outra cidade próxima de Roma para incluir no roteiro. Combinando arte e história, ela foi uma das grandes “rivais” de Florença na Idade Média e até hoje preserva um espírito medieval que encanta os visitantes.
Com suas ruas charmosas e torres que se destacam no horizonte, Siena é um destino que merece atenção tanto pela beleza quanto pelo patrimônio cultural.
Principais atrações de Siena
A cidade é conhecida mundialmente pelo Palio di Siena, uma corrida de cavalos tradicional que acontece anualmente na Piazza del Campo — considerada uma das praças mais bonitas da Europa.
Com um formato de leque e rodeada por prédios históricos, a praça é o coração da cidade e um dos pontos de destaque dos passeios guiados. Ali você também encontra o Palazzo Pubblico, sede da prefeitura desde o século XIV, e pode subir os 400 degraus da Torre del Mangia se quiser ter uma vista panorâmica no topo dos seus 102 metros de altura!
Outra parada imperdível é o Duomo di Siena, uma das catedrais góticas mais incríveis da Itália, com fachada super detalhada feita em mármore branco, obras de artistas como Donatello e Michelangelo, e um piso inteiramente decorado em mármore, que levou cerca de 500 anos para ser finalizado — e só é revelado em determinadas épocas do ano (então vale ficar atento às datas).
Também vale se perder pelas ruas do centro histórico, outro declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, e aproveitar para experimentar alguns pratos da Toscana como a ribollita, os pici al ragù ou os doces típicos como ricciarelli e panforte.
Como ir de Roma para Siena?
A cidade fica um pouco mais próxima de Roma do que Florença, a cerca de 230 km de distância, e pode ser acessada de carro ou ônibus, já que não há conexão direta de trem entre as duas cidades.
De carro, o trajeto leva em torno de 2h45 e custo médio por trecho é de aproximadamente 30€, sendo cerca de 13€ de pedágio e o restante em combustível.
A principal vantagem de ir de carro é a flexibilidade para fazer paradas em mirantes ou explorar os arredores, mas vale lembrar que estacionar em cidades históricas europeias é sempre um desafio — por isso, é importante considerar esse detalhe no planejamento do roteiro.
Já de ônibus há rotas diretas entre Roma Tiburtina e Siena, com duração entre 2h40 e 3h05, dependendo do horário e do trânsito. Com preços a partir de 9,98€ por trecho, considero essa uma opção prática, econômica e confortável para quem não quer se preocupar com o volante.
Os ônibus chegam à Piazza Carlo Rosselli, localizada a cerca de 30 minutos de caminhada do centro histórico. Esse percurso permite que você passe por pontos como a Porta Camollia, uma das antigas entradas da cidade, e outros atrativos ao longo do caminho.
6. Civita di Bagnoregio
Para fugir de um roteiro óbvio, uma cidade próxima à Roma que merece uma visita é Civita di Bagnoregio. Conhecida como la città che muore (“a cidade que morre”), esse pequeno vilarejo no alto de uma colina da região do Lácio é simplesmente encantador.

Isolada pelo tempo e pela geografia, Civita foi fundada pelos etruscos, um povo pré-romano que habitou a região central da Itália há mais de 2.500 anos.
Hoje, ela resiste em meio a desfiladeiros, sustentada por um frágil platô de tufo vulcânico que a erosão ameaça corroer, centímetro por centímetro, ano após ano. Por isso, coloque logo no seu radar!
Principais atrações de Civita di Bagnoregio
Em um dia, você consegue explorar bem o essencial. Uma sugestão é fazer uma viagem de um dia com almoço e vinho saindo de Roma, que inclui guia para a cidade e permite conhecer sua história com mais detalhes.
Se preferir ir por conta própria, comece o passeio pela Piazza San Donato, onde fica a igreja principal da vila. Visite também o pequeno museu geológico que explica a erosão e a fragilidade do solo e ajuda a entender por que o local é tão especial (e tão ameaçado).
Reserve um tempo para caminhar pelas vielas e aproveitar a tranquilidade do lugar. E, claro, não vá embora sem saborear um almoço típico em uma das trattorias locais!
Como ir de Roma para Civita di Bagnoregio?
A cidade fica a cerca de 120 km ao norte de Roma, e a viagem leva aproximadamente 2h de carro. Considerando pedágio e combustível, o trecho custa cerca de 20€.
Apesar de existirem conexões de trem e ônibus até a cidade vizinha (Bagnoregio), o trajeto é bem longo, com várias baldeações e poucas opções de horários. Por esse motivo, se você tem apenas um dia, recomendo alugar um carro em Roma para aproveitar o passeio sem pressa.
Vale reforçar que o vilarejo é acessível apenas a pé, por uma ponte de 300 metros que conecta Civita a Bagnoregio. Coloque na conta os outros custos, como estacionamento do local e o ingresso. A entrada para Civitatis custa 5€ por pessoa e você pode comprar na bilheteria antes da ponte ou online.
A caminhada pela ponte já vale a visita e leva cerca de 15 minutos. Embora normalmente não seja um destino muito movimentado, o número de turistas aumenta consideravelmente durante a alta temporada. Vá preparado, com roupas e calçados confortáveis, e pronto para se desconectar de tudo.
7. Tivoli
Não é preciso ir muito longe de capital italiana para encontrar lugares surpreendentes. A apenas 30 km da capital, está Tivoli, uma charmosa cidade nas colinas que parece ter sido feita sob medida para um bate e volta de Roma.
E não é à toa. A cidade é antiga, muito antiga. Fundada antes mesmo de Roma, Tivoli tornou-se, ao longo dos séculos, um refúgio de veraneio para imperadores e nobres.
Combinando natureza, arte e história por todos os lados, o destino é repleto de fontes, jardins e ruínas monumentais, forma um cenário que convida à contemplação e encanta em cada detalhe.
Principais atrações de Tivoli
Há duas paradas principais para fazer na cidade: a Villa d’Este e a Villa Adriana. A primeira é um verdadeiro espetáculo de fontes renascentistas, espelhos d’água e jardins simétricos. Considerada uma das obras-primas do paisagismo europeu, foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 2001.
Passear por lá é uma experiência única. São cerca de 500 fontes espalhadas, incluindo a imponente Fonte de Netuno e a Fonte do Órgão, que usa a pressão da água para produzir música.
A Villa Adriana, por outro lado, é uma viagem à Roma Antiga. Construída no século II d.C. pelo imperador Adriano, é a maior vila já possuída por um imperador romano e um complexo monumental de ruínas, termas, templos, jardins e espelhos d’água.
Em um dia, é possível visitar ambos os locais com calma, com uma pausa para almoçar no centro histórico de Tivoli, onde você encontra restaurantes familiares pelas ruas de pedra, que servem massas frescas e vinhos da região.
Se sobrar tempo (ou energia), vale ainda visitar a Villa Gregoriana, com suas trilhas, grutas, cascatas e mata nativa.
Como ir de Roma para Tivoli?
O caminho para Tivoli de transporte público é o mais prático, com trens regionais partindo da estação Roma Tiburtina. O trajeto leva menos de uma hora até a estação de Tivoli, que fica a poucos minutos a pé do centro.
Os bilhetes custam a partir de 3€ e podem ser comprados pelo site da Omio ou diretamente na estação.
Se você estiver de carro, o trajeto também é bem tranquilo: são cerca de 40 minutos pela autoestrada A24 e o custo gira em torno de 10€ com combustível e pedágio. O ideal é chegar cedo para garantir lugar em estacionamentos nos arredores das vilas.
8. Bolonha
Tão disputada quanto Roma, Florença ou Veneza, Bolonha guarda um charme autêntico que conquista quem se permite explorá-la e saboreá-la, literalmente. A cidade é conhecida por três apelidos que dizem muito sobre sua essência: La Dotta (a sábia), La Grassa (a gorda) e La Rossa (a vermelha).
“A sábia” porque abriga a Universidade de Bolonha, fundada em 1088, considerada a mais antiga da Europa ainda em funcionamento.
“A gorda” pela gastronomia bastante generosa, que inspira receitas no mundo inteiro. Afinal, Bolonha é o berço de pratos como a mortadela, o clássico ragù alla bolognese e as deliciosas tagliatelle.
E, por fim, “a vermelha”, pelos tons quentes de seus edifícios medievais e telhados terracota, que dão à cidade um visual acolhedor e inconfundível!
Principais atrações de Bolonha
Se fosse por mim, eu passaria o dia inteiro em um tour gastronômico ou explorando o Quadrilátero, o mercado ao ar livre que é uma verdadeira festa para os sentidos. Aliás, diria que é o lugar perfeito para um almoço com uma bela massa fresca (parte essencial da experiência em Bolonha).
Mas é claro que, em um roteiro de um dia, dá para fazer muito mais do que apenas se empanturrar. A cidade também é famosa por seus pórticos, que somam quase 40 km de arcadas e protegem os pedestres do sol e da chuva — uma característica marcante da cidade e Patrimônio Mundial da UNESCO.

Vá até a Piazza Maggiore, o coração de Bolonha, onde ficam a Basílica di San Petronio, o Palazzo d’Accursio e a Fonte de Netuno. Também no centro histórico, você encontrará as Duas Torres inclinadas (Asinelli e Garisenda), símbolos da cidade. E se tiver fôlego, vale subir na Torre degli Asinelli para uma vista panorâmica dos telhadinhos vermelhos.
Para quem quiser mergulhar na história local em pouco tempo, um tour de bicicleta ou uma excursão a pé guiada também são ótimas opções para saber outras curiosidades de Bolonha.
Como ir de Roma para Bolonha?
Para chegar a Bolonha saindo de Roma, o trem de alta velocidade é a melhor opção. Os trens Frecciarossa e Italo partem da estação Roma Termini e chegam à Bologna Centrale em cerca de 2h, com bilhetes a partir de 19€.
É confortável, rápido e você já desembarca bem no centro da cidade e pode comprar com antecedência pelo site da Omio, facilitando o planejamento do seu roteiro.
De ônibus, assim como de carro, o trajeto é mais longo — cerca de 5h, dependendo do dia ou horário — o que torna o bate e volta de Roma pouco viável. Ainda assim, há opções partindo da estação Tiburtina, com preços a partir de 14,98€.
9. Gaeta
Se você quiser fugir do óbvio e escapar do turismo em massa, vale incluir esse destino litorâneo como um bate e volta de Roma. A combinação de paisagem costeira com história, natureza e tranquilidade é simplesmente revigorante.
Localizada a cerca de 140 km ao sul de Roma, Gaeta tem origens muito antigas e era conhecida ainda na época dos romanos como um lugar de descanso da elite. Mais tarde, ganhou certa importância por sua localização estratégica e fortalezas.
No verão, é uma ótima opção para fugir do calor de Roma sem precisar ir muito longe. Já no inverno europeu, é ideal para quem busca contato com a natureza, mas quer evitar as temperaturas mais rigorosas de outras regiões.
Principais atrações de Gaeta
Um dos pontos mais interessantes de Gaeta é o Monte Orlando, um parque natural com trilhas, mirantes e a famosa Montagna Spaccata, uma imensa fenda na rocha com vista para o mar.
Segundo a lenda, a rocha teria se partido no momento da morte de Cristo. Para completar a mística, há uma marca de mão “impressa” na pedra, supostamente deixada por um incrédulo. Lendas à parte, uma coisa é certa: a vista dali é de tirar o fôlego!
Também vale a pena explorar o centro histórico e caminhar entre as ruas estreitas, igrejas antigas, lojinhas e restaurantes locais. E se o clima ajudar, reserve a tarde para um passeio de barco guiado ou um mergulho no mar. A praia de Serapo é perfeita para relaxar antes do retorno a Roma.
Como ir de Roma para Gaeta?
O jeito mais prático de ir até Gaeta é de carro, já que os trens não chegam diretamente à cidade. O trajeto leva cerca de 2h10, e há duas rotas possíveis, que você pode conferir no dia qual está mais rápida pelo Google Maps ou Via Michelin.
O custo por trecho fica em torno de 15€ a 25€, considerando combustível e pedágio. Há estacionamentos pagos próximos ao centro e à praia, mas é bom chegar cedo para garantir uma vaga sem muito estresse.
Para quem não dirige, a alternativa é pegar um trem de Roma Termini até Formia-Gaeta (cerca de 1h15, com passagens a partir de 9€), seguido por um ônibus local ou táxi até Gaeta, que fica a aproximadamente 6 km da estação.
No total, o percurso leva em torno de 2h, dependendo das conexões. Não é tão direto quanto outros destinos, mas ainda assim é viável e vale muito a pena, especialmente para quem quer curtir um dia diferente no litoral italiano.
10. Castel Gandolfo
Mais um destino pertinho de Roma que surpreende pela beleza, história e tranquilidade é Castel Gandolfo. Com menos de 9 mil habitantes, a cidade faz parte da charmosa região de Castelli Romani, conhecida por suas colinas vulcânicas, vinícolas e vilarejos, oferecendo uma verdadeira pausa da agitação romana, a apenas 25 km da capital.
Castel Gandolfo ganhou fama por abrigar a residência de verão dos papas, e é lá que fica o imponente Palácio Apostólico, que por mais séculos serviu como refúgio para os pontífices em busca de ar fresco e contemplação.

Foi o Papa Francisco quem deu um novo significado a Castel Gandolfo ao transformar o Palácio Apostólico em um museu aberto ao público. Com isso, os salões históricos, o mobiliário original, obras de arte sacra e os impressionantes jardins da Villa Barberini — antes exclusivos dos papas — passaram a receber visitantes, impulsionando o turismo e a economia local.
O último pontífice a usar o local como residência oficial foi Bento XVI. Após sua renúncia, em 2013, ele fez ali sua última aparição pública como papa, da varanda com vista para o Lago Albano.
Agora, o Papa Leão XIV resgata a tradição dos verões em Castel Gandolfo, mas com uma escolha diferente: em vez de se hospedar no Palácio Apostólico (adquirido em 1596), ele ficará na Villa Barberini. Segundo o Vaticano, a estadia será dedicada ao descanso, retomando o costume interrompido por Francisco.
Principais atrações de Castel Gandolfo
A cidade é pequena, mas cheia de charme! Como foi dito, o Palácio Apostólico funciona atualmente como museu e pode ser visitado, incluindo os jardins da Villa Barberini, que são espetaculares.
Não deixe de passear pela simpática Piazza della Libertà, com seus cafés e vista para o lago, e aproveite para almoçar em um dos restaurantes com mesas ao ar livre se o tempo permitir.
Como ir de Roma para Castel Gandolfo?
Com um trajeto de cerca de 35 minutos de carro ou 50 minutos de trem, saindo da estação Roma Termini até a estação Castel Gandolfo, é o passeio perfeito para um bate e volta tranquilo.
As passagens custam em média 3€ por trecho pela Omio, e como a estação fica pertinho do centro histórico, você já começa o passeio com uma bela caminhada!
Para quem vai de carro, o trajeto é ainda mais curto. Você pode seguir pela Via Appia Nuova (SS7) e em 35 minutos estará lá.
O custo de combustível por trecho também fica em torno de 3€, pois não há pedágio. Há estacionamentos pagos próximos ao centro e ao lago, mas vale chegar cedo, especialmente nos finais de semana ensolarados.
Vale a pena fazer um bate e volta de Roma?
Vale muito a pena! Principalmente se você já visitou Roma antes ou se sua estadia na cidade for superior a quatro ou cinco dias.
A capital italiana é fascinante e uma das minhas cidades favoritas, mas seus arredores oferecem experiências totalmente diferentes, que podem tornar seu roteiro pela Itália ainda mais especial. E o melhor: tudo isso a poucas horas de distância.
Além de ser uma ótima forma de fugir do ritmo intenso de Roma (ou do calorão, caso você viaje no verão), o bate e volta também proporciona uma imersão mais completa, trazendo variedade cultural ao itinerário.
Muitos desses destinos são bastante acessíveis, seja de trem, ônibus ou carro, facilitando muito a logística e ainda permite que você volte no mesmo dia, sem precisar reservar outra hospedagem. Perfeito, né?
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Como já mencionamos, para muitas cidades próximas de Roma, alugar um carro é a melhor opção, tanto pela praticidade quanto pela agilidade nos trajetos, ajudando a otimizar bastante o seu bate e volta.
Com um carro à disposição, você ainda pode aproveitar para fazer outras viagens curtas ao longo da viagem, garantindo um ótimo custo-benefício, especialmente para quem pretende passar ao menos sete dias em Roma.
Uma boa plataforma para comparar preços e reservar com segurança é a DiscoverCars, que reúne diversas locadoras com cobertura na capital italiana.
Para ter uma ideia, o aluguel de um carro econômico por 3 dias costuma custar entre R$ 120 e R$ 250, variando conforme a época e a antecedência da reserva.
Na tabela a seguir, você confere uma cotação para retirada e devolução no aeroporto Fiumicino, no mês de setembro de 2025, considerado baixa temporada, mas ainda com clima agradável para viajar.
| Modelo do Carro | Categoria | Preço para 3 dias |
| Fiat Panda | Econômico | R$ 126,54 |
| Peugeot 108 | Mini | R$ 167,66 |
| Toyota Aygo | Mini | R$ 171,12 |
| Fiat 500X | Compacto SUV | R$ 184,19 |
| Volkswagen Golf | Compacto | R$ 222,50 |
Mas é importante lembrar que o valor do aluguel não é o único custo da viagem e ele pode variar bastante conforme a avaliação da locadora e o modelo do carro.
É preciso considerar outros gastos, como pedágios (em média 10€ a 20€ por trecho), combustível, estacionamento e o seguro do veículo, que deve ser contratado à parte, mesmo que você já tenha um seguro viagem Itália.
Troque moedas com as taxas mais baixas, aproveite saques sem custos em diversos países e acompanhe seus gastos em tempo real. Simplifique suas viagens e aproveite cada momento com o cartão da Wise.
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Antes de sair explorando os arredores de Roma sem rumo, é bom lembrar: bate e volta bom é bate e volta bem-planejado! A primeira coisa que você precisa fazer é escolher o destino que mais te atrai e definir como chegar até lá.
Seja de trem, ônibus ou carro alugado, o ideal é decidir isso com alguns meses de antecedência, já que o meio de transporte impacta não só no tempo de trajeto, mas também no orçamento da viagem.
Se a ideia for dirigir, solicite a Permissão Internacional para Dirigir (PID), pois muitas locadoras ou autoridades locais exigem o documento. Também é importante garantir antecipadamente os ingressos das atrações que você quer visitar nas cidades próximas à Roma. Assim, você evita filas ou a frustração de chegar lá e descobrir que estão esgotados.
Outro item essencial é o seguro viagem, com cobertura hospitalar de pelo menos 30 mil euros. O site Seguros Promo costuma oferecer boas ofertas, com comparativos de preços e coberturas.
Para se manter conectado, especialmente se pretende usar o celular para acessar mapas, tickets e transporte, recomendo garantir um chip internacional. A America Chip oferece planos com internet ilimitada e suporte em português, e você já sai do Brasil com tudo funcionando, sem dor de cabeça.
E, claro, o cartão da Wise vai ser seu melhor companheiro na hora de fazer compras. Sempre recomendo para amigos e familiares que vêm nos visitar aqui na Europa.
Ele permite fazer pagamentos e saques em euro com taxas muito mais justas do que os cartões de crédito tradicionais, sem contar que é super prático e oferece muito mais autonomia para controlar os gastos durante a viagem.
No fim das contas, a chave para uma viagem tranquila é mesmo o planejamento! Afinal, ninguém quer perder tempo procurando bilheteria ou se enrolando com transporte quando tem um vilarejo medieval, uma praia paradisíaca ou uma cidade histórica te esperando logo ali, a poucas horas de Roma!
Ana Carolina Lisboa