Minha primeira viagem à Europa: como foi e dicas para preparar a sua

Viajar pela Europa  / 

Estimado leitor, meu nome é Guilherme Tetamanti e sou o fundador do blog Quero Viajar Mais. Nesse artigo conto como foi minha primeira viagem à Europa, trazendo dicas essenciais para você que está planejando uma trip ao velho continente pela primeira vez.

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Sou natural de São Paulo, tenho 38 anos e desde o primeiro emprego tive o hábito de economizar parte do salário para viajar. Isso foi lá em 2001, começando com viagens pelo Brasil, mas sempre com o desejo de explorar o mundo.

Em 2006 fiz um intercâmbio na Espanha, passei 6 meses estudando o idioma e ainda fiz meu primeiro mochilão. Mas foi em 2011 que viajar entrou de vez em minha vida, quando tive a chance de vender uma empresa e fazer uma viagem de volta ao mundo. Foi assim que surgiu o blog. Desde então, viajar se tornou profissão e meu maior prazer é ajudar outros viajantes a organizarem suas próprias aventuras.

Minha primeira viagem à Europa

Morei 6 meses em Marbella, ao sul do mapa da Espanha, e até fiz algumas viagens nos finais de semana para destinos nos arredores. Porém, somente no final desse período que tive a chance de embarcar numa viagem maior. Junto com dois amigos, aluguei um carro e rodei por cerca de 30 dias para explorar 7 países da Europa.

Definição dos destinos

Madrid, Barcelona, Paris, Amsterdã e Munique… todos concordamos que essas cidades estariam no roteiro. Naquele momento eu ainda não sabia, mas descobri que viajar de carro na Europa é tão fácil e seguro, que bastou ligar os pontos e cair na estrada. Claro, foi preciso pensar numa rota que fizesse sentido, afinal cruzaríamos parte do continente, ainda não numa época em que o GPS era artigo de luxo.

O roteiro de carro:

  • Marbella;
  • Madrid;
  • Bilbao;
  • Paris;
  • Bruxelas;
  • Amsterdã;
  • Frankfurt;
  • Munique;
  • Milão;
  • Mônaco;
  • Barcelona;
  • Valência;
  • Marbella.

Preparação para a viagem

Ao montar o roteiro, claro que minha ideia inicial foi conhecer o maior número de cidades, aproveitar ao máximo os 30 dias de viagem. Para isso, foi estabelecido pelo menos 3 ou 4 dias em grandes cidades, 1 a 2 em destinos menores.

Sinceramente, hoje meu planejamento de vigem é diferente, pois prefiro explorar bem cada lugar ao invés de apenas colecionar números de países. Mas não me arrependo, pois na época quis mesmo rodar bastante e ter uma visão geral da Europa. Consegui!

Essa viagem visitando mais destinos, também é mais cara por causa do deslocamento e gastos com carro e gasolina. Seria o mesmo viajando de trem ou avião, ao comprar mais trechos, o que acaba aumentando a média de gasto diário e exigindo melhor planejamento financeiro.

É super importante colocar tudo numa planilha: reservas de hotel, carro, previsão com custos de passeios, transporte e alimentação. Em sites com o Numbeo, é possível estimar os custos.

Minha primeira viagem a Europa Paris

Guilherme em Paris: imagem do acervo pessoal

Embarque rumo à Europa

Antes de embarcar para a Europa, é preciso verificar se o passaporte está válido por mais de 6 meses. Nós brasileiros, podemos ficar até 90 dias sem a necessidade de visto para transitar dentro dos países que fazem parte do Tratado de Schengen.

Também é essencial contratar um seguro viagem para a Europa, com cobertura mínima de 30 mil euros vigente por todo o período da viagem. Por ser um item obrigatório, o oficial da imigração pode até impedir a entrada do viajante em solo europeu.

Primeiras impressões

É encantador pisar na Europa pela primeira vez. Eu que cresci em São Paulo, acostumado a viver numa cidade caótica e com muitos problemas estruturais, me impressionei com coisas simples como a limpeza das ruas, pessoas atravessando a rua na faixa de pedestres, transporte público eficiente, arquitetura… enfim, me senti como se estivesse entrando num novo mundo.

Já durante a viagem de carro, fiquei de boca aberta com a qualidade das estradas. Foram 30 dias dirigindo por diversos lugares da Europa, quase 10 mil quilômetros rodados e não passei por um buraco sequer, zero problemas.

O que mais gostei

Sem dúvida, o que mais gostei durante minha primeira viagem à Europa foi a sensação de liberdade, poder andar de um lado para o outro sem o medo natural que tenho no Brasil. Medo de ser assaltado, violência, de planejar uma viagem por tanto tempo e no final o pior acontecer.

Obviamente, a recomendação é não dar sopa para o azar, ter os mesmos cuidados como se fosse uma viagem pelo Brasil: evitar lugares isolados e desconhecidos, principalmente à noite; não deixar pertences de valor trancados no carro; se descuidar de bolsas e carteiras; e por aí vai…

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Guilherme em Bruxelas

Viagem a Bruxelas: imagem do acervo pessoal de Guilherme Tetamanti

O que não gostei

Viajar por tanto tempo, visitando tantos lugares, foi uma experiência que levarei para toda a vida. Porém, hoje faço diferente, pois gosto de explorar com mais tempo cada destino. Prefiro conhecer bem alguns dos países mais lindos, ao invés de apenas colecionar carimbos no passaporte.

Fora isso, de verdade, não tenho nada do que reclamar!

Cidades/lugares preferidos que eu gostaria de voltar sempre

Já tive a chance de voltar para quase todas as grandes cidades, Madrid e Amsterdã são lugares que pretendo ir sempre. A capital espanhola tem uma vida sem igual, gente na rua o tempo todo e os arredores de Madrid são incríveis. Ah, também sou viciado pela comida. Já Amsterdã, me fascina pela mobilidade urbana. Alugar uma bike e ir sem rumo explorando suas ruas e canais, é uma experiência sem igual.

Mas os lugares que ficaram mesmo no coração estão na Itália: Bressanone, cidadezinha com vista para as Dolomitas, e o Lago de Como, destino bastante procurado para as férias de verão.

Viagem de carro a Europa

Viajando de carro para Bressanone. Imagem do acervo pessoal de Guilherme

Balanço financeiro: gastei mais do que devia?

A meta era gastar 50 euros por dia. Como os gastos de carro, gasolina e acomodação foram divididos entre três pessoas, consegui manter o orçamento total de 1500. Por ter sido minha primeira viagem internacional, eu ainda não tinha tanta experiência com hospedagem em hostel, ou mesmo Airbnb e Couchsurfing, poderia ter sido até mais barato. Ainda mais pela possibilidade de preparar as próprias refeições, pois comer em restaurantes, mesmo que fast food, é mais caro do que comprar alimentos em mercados.

Balanço emocional: faria tudo de novo?

Definitivamente sim, eu fiz! Fui aprendendo a me organizar melhor e planejar as viagens para aproveitar da melhor maneira. Hoje gosto de ficar mais tempo num destino, mas sem precisar ter 100% dos dias planejados, dou chances para o imprevisível acontecer.

Andar sem rumo pelas ruas de uma cidadezinha para descobrir cafés, restaurantes ou mesmo uma atração que não estava entre as mais bem avaliadas, isso para mim vale mais do que me espremer entre turistas para tirar a foto que traria mais curtidas. Depois da primeira, segunda, décima viagem… prefiro que seja assim!

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Este artigo pode conter links comissionados para serviços e produtos de parceiros do Euro Dicas Turismo.
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Autor

Guilherme Tetamanti, fundador do blog Quero Viajar Mais, já deu uma volta ao mundo, passando por mais de 40 países nos últimos anos, além de ter explorado muitos destinos no Brasil trabalhando como viajante profissional.