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Turismo dark: descubra o que é e quais os principais roteiros

Conteúdo criado por humano
5 min de leitura
Autor 62776 Julia Discacciati

Existe uma nova moda no ramo turístico chamada turismo dark, ou “dark tourism”. Esse é um termo que tem vindo a dar o que falar e, por isso, vamos explicar no que consiste o turismo dark, como funciona e partilhar algumas sugestões de roteiros na Europa.

turismo dark

O que é turismo dark?

Turismo dark é um termo utilizado para definir o turismo a lugares que possuem alguma relação com a morte (reais ou recriados), com o sofrimento, com a desgraça ou, de alguma forma, macabros.

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O que tem de novo no turismo dark?

Sinceramente, a única novidade aqui é essa nova designação “turismo dark”. Afinal, a visita aos lugares que marcaram a nossa história por terem sido palco de algum evento negativo não é novidade.

Então, qual o motivo de tanto “alarde”?

A questão que está sendo muito discutida sobre o turismo dark não é a sua nomenclatura e nem a sua existência (ou quando começou). A maior questão, que na verdade é uma boa coisa para pensarmos juntos, é a motivação das pessoas que optam por roteiros de “dark tourism”.

Quando escolhemos visitar um lugar marcado por uma tragédia, o que nos leva àquele lugar? Essa é a grande questão.

Pra você que está curioso, querendo saber mais sobre o assunto, existe um documentário na Netflix sobre isso, chamado “Dark Tourism“.

Afinal, quais são os destinos do turismo dark?

Estamos aqui falando do “dark tourism”, mas ainda não demos exemplos de destinos que se enquadram nessa nova categoria. Existem diversos destinos que podemos enquadrar como sendo destinos de turismo dark, sendo impossível citar todos.

Vamos ver quais são os principais roteiros na Europa.

Campo de Concentração de Auschwitz

Esse é um clássico exemplo de turismo dark. É um local que atrai milhares (ou melhor, milhões) de turistas todos os anos. E esse número de visitantes aumenta a cada ano.

O campo de concentração de Auschwitz é considerado o maior símbolo do holocausto que aconteceu durante a Segunda Guerra. Está localizado a mais ou menos 70km de Cracóvia (Polônia) e lá mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas.

Como chegar

Para chegar a Auschwitz a maneira mais fácil é contratar um guia na cidade onde você estiver hospedado. Mas se você optar por utilizar os transportes públicos, o caminho é o seguinte:

  • Ônibus: saindo da estação central de Cracóvia (existem diversos horários);
  • Trem: ir até a estação O?wi?cim e depois pegar um táxi.

Horários

Abre todos os dias às 7h30. O horário de encerramento varia de acordo com a época do ano.

Preço da entrada

O valor da entrada é, aproximadamente, R$ 50. Você pode olhar ingresso e excursão online, na Get Your Guide.

Pompeia na Itália

A cidade de Pompeia, na Itália, também é um bom exemplo de turismo dark. A cidade foi completamente destruída pelo vulcão Monte Vesúvio, matando muitas pessoas.

Atualmente, é um local turístico, onde as pessoas vão visitar as ruínas e as pessoas que foram “petrificadas”, assim como a cidade Herculano.

Como chegar

A melhor maneira é pegar um trem saindo de Nápoles e descendo na estação Pompeii Scavi-Villa dei Misteri.

Horários

  • De abril a outubro: das 9h00 às 18h30;
  • De novembro a março: das 9h00 às 15h30.

Preço da entrada

Os ingressos custam a partir de 15€. Para facilitar a visita, compre o ingresso para Pompeia online, na Get Your Guide.

Chernobyl

O turismo dark na usina onde aconteceu o maior acidente nuclear da história da humanidade está cada vez mais procurado. A cidade abandonada está localizada na Ucrânia (pertinho da divisa com a Bielorrússia).

A visita a esse lugar é regulamentada e é fiscalizada pelo governo ucraniano. É desaconselhável (e proibido) fazer a visita por conta própria, sem contratar um guia. Uma agência de viagens te ajudará com a autorização para visitar o lugar e fornecerá todos os instrumentos necessários.

Como chegar

A melhor maneira de chegar é saindo de Kiev, onde existem maiores números de agências especializadas em excursões.

Horários

Os horários de visitas são de segunda a sábado, das 10h00 às 18h00.

Preço da entrada

Como você não irá por conta própria, o passeio irá custar a partir de 99€ (você estará pagando a excursão, a entrada, o guia, um seguro saúde e roupas de proteção). Alguns passeios incluem almoços e até estadias.

Mais exemplos de locais conhecidos por “dark tourism” no Mundo

Memorial Nyamata, Ruanda: abriga os restos mortais de mais de 45 mil pessoas – destas, 10 mil foram mortas ali mesmo. Tem crânios expostos com marcas de perfurações;

Hiroshima e Nagasaki, Japão: mais de 300 mil mortos com o bombardeio, incêndios e radiação;

Killing Fields, Camboja: local onde aconteceu o genocídio cambojano com mais de 2 milhões de mortos. Existem crânios em exposição e túmulos coletivos;

Chelsea Hotel, Estados Unidos: apesar de ser um dos melhores hotéis da região, é muito visitado por ter sido palco de acontecimentos macabros, como assassinatos e suicídios;

Memorial de 11 de setembro, Estados Unidos: local de uma tragédia conhecida internacionalmente, é agora um ponto turístico muito visitado.

Turismo dark: será que é uma coisa boa?

O turismo dark não é para ser um motivo de vergonha ou de julgamento. Na minha opinião, a visita a lugares onde ocorreram algumas tragédias pode nos fazer pensar na nossa vida, na história da humanidade e nos incentivar a sermos melhores.

Existem algumas outras atrações turísticas que também fazem parte da lista de locais para turismo dark como, por exemplo, visita a cemitérios, onde normalmente vamos para prestar alguma homenagem e respeito aos mortos. São bem conhecidos o Cemitério do Père-Lachaise, as Catacumbas de Roma e de Paris, assim como a Capela dos Ossos, em Portugal.

Dica: se está planejando fazer turismo dark a Europa, é importante saber que é obrigatório ter um seguro viagem. Faça uma cotação no site Seguros Promo e descubra qual o melhor e mais barato para você.

Autores

Julia Discacciati
Julia Discacciati
Viajar faz parte da minha vida há muitos anos. Desde que me mudei para a Europa, em 2011, decidi que quero conhecer todos os países do mundo. Amo viajar com a minha família (marido e filho) e também adoro viajar com amigos — até mesmo em viagens só de meninas. Escapadas de final de semana ou viagens mais longas, o importante é conhecer lugares novos, culturas diferentes e aproveitar a gastronomia local. Gosto de viajar de avião, trem ou carro e, sempre que possível, tento levar meu cachorro comigo. Não sou muito fã de repetir países, mas, como tenho algumas cidades favoritas (Londres, Porto, Budapeste...), acabo me rendendo e visitando-as mais de uma vez.

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