Você é o tipo de viajante que não gosta de estar preso a horários de trens e ônibus? Ou que adora explorar localidades menos turísticas, pequenas vilas e lugares com transporte público limitado? Se você optar por dirigir na Europa, vai ser fácil ter mais flexibilidade, espontaneidade e conforto.
Como é dirigir na Europa?
Diferenças entre dirigir na Europa e no Brasil
Melhores países para dirigir na Europa
Piores países para dirigir na Europa
Documentos necessários para dirigir na Europa
Como alugar um carro para dirigir na Europa?
Dicas práticas para dirigir na Europa
Curiosidades sobre dirigir pela Europa
Vale a pena dirigir na Europa?
Também pode ser uma ótima ideia se o roteiro incluir muitas cidades, um grupo de mais de 3 pessoas ou muitas malas, inclusive do ponto de vista financeiro. E, em muitos casos, dirigir já é parte da experiência! Gostou da ideia? Neste artigo, descubra tudo o que você precisa saber sobre o tema.
Como é dirigir na Europa?
É ótimo dirigir na Europa! As estradas europeias, de forma geral, costumam estar com a manutenção em dia e os motoristas respeitam as leis de trânsito, mas algumas regras e práticas variam de um país para o outro.
Por isso, é importante você pesquisar também sobre especificidades dos locais que planeja visitar com antecedência, idealmente quando estiver montando o seu roteiro de viagem pela Europa.
Se informe especialmente em relação ao tráfego em centros urbanos e a existência ou não de pedágios, já que em alguns casos há a necessidade de comprar uma vinheta online ou em postos de gasolina e colocá-la no veículo.
Frequentemente, as sinalizações de velocidade máxima permitidas estão bem visíveis e elas são as mesmas nos diferentes países europeus — a maioria delas fáceis de entender e bastante intuitivas.
De maneira geral, as estradas europeias têm uma boa infraestrutura de postos de gasolina e restaurantes com banheiros, porém se planeje com as paradas para não ter problemas como falta de combustível, o que em alguns países é motivo para uma bela multa!
O mais importante para poder desfrutar da viagem de forma segura e minimizar as chances de enfrentar problemas é estar bem informado e tomar boas decisões na hora de alugar um carro e de dirigir.
Para isso, sugerimos como ponto de partida do seu planejamento pesquisar em plataformas como DiscoverCars ou Rentcars para comparar as alternativas de veículos para aluguel.
Na DiscoverCars você compara várias locadoras de uma vez, encontra melhores preços e ainda pode reservar com cancelamento gratuito. Ideal para montar seu roteiro com total flexibilidade.
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Já fiz muitas viagens de carro pela Europa desde que me mudei para a Alemanha em 2018, mas a mais longa foi dos arredores de Munique até o Algarve, em Portugal, passando por França, Espanha e Itália.
Lembro das rádios locais mudando, de repente não estávamos mais escutando francês, mas sim basco e um pouco mais tarde espanhol. Foram tantos piqueniques na beira da estrada, mas também muitas peculiaridades locais que experimentamos.
Foi um pneu estourado em uma vila perto de Perpignan, na França, e uma espera de quase 2 horas na frente da oficina, pois era a hora da siesta dos mecânicos, mas faz parte e não tornou a nossa road trip pela Europa menos maravilhosa.
A minha viagem mais recente de carro foi no começo de agosto de 2025 e saímos novamente do interior da Baviera, na Alemanha, com destino a Ilha de Hvar, na Croácia, passando ainda pela Áustria e Eslovênia.
Posso dizer que minha experiência foi um pouco diferente em cada país e envolveu muitos congestionamentos nas estradas austríacas, mas que foi muito facilitada por um planejamento cuidadoso.
Diferenças entre dirigir na Europa e no Brasil
A Europa tem uma malha rodoviária extensa e bem conservada enquanto o Brasil vivencia grandes contrastes de uma região para outra, ambos costumam ter pedágios em estradas principais e a minha observação é que a Europa costuma ter mais sinalizações do que no nosso país.
Os limites de velocidade nas estradas europeias variam de um país para o outro e do tipo de rodovia, mas são rigorosamente controlados por câmeras.
Inclusive, as prioridades são sinalizadas e respeitadas (especialmente em rotatórias, que em muitas cidades brasileiras é um verdadeiro salve-se quem puder). E na maior parte dos países se dirige do lado direito como no Brasil, mas há exceções como Reino Unido, Irlanda, Malta e Chipre.
Se você for dirigir em um país que adota a mão inglesa, recomendo cuidado dobrado no início, pois é difícil desligar-se dos hábitos que já temos tão arraigados.
E haverá algumas diferenças como passar a marcha com a mão esquerda, rotatórias no sentido horário e com preferência à direita e as faixas mais rápidas em uma rodovia são as da direita e as mais lentas as da esquerda.
É fácil dirigir na Europa?
Eu diria que sim, já que o continente tem uma boa estrutura rodoviária com estradas bem sinalizadas e seguras e os motoristas costumam respeitar as leis.
O que pode ser mais desafiador é conduzir um veículo em grandes centros urbanos, porque em alguns locais o trânsito é muito congestionado (Paris no horário de rush me traumatizou, mesmo sendo paulistana) e as possibilidades de estacionamento são reduzidas.
Pode haver ainda regras que limitam o acesso a zonas centrais, além de ter que lidar com algumas coisas que não estamos tão acostumados nas maiores cidades do Brasil, como bondes ou grande quantidade de bicicletas.

As auto estradas também podem ter bastante congestionamento, se você viajar na alta temporada ou em feriados. Inclusive, as obras em muitos países, costumam ser realizadas no período mais quente e isso prejudica muito o trânsito.
Outra dificuldade que pode aparecer se você estiver viajando durante o inverno europeu é dirigir com neve caindo e gelo na pista — essas circunstâncias demandam alguns cuidados especiais, que vamos abordar no decorrer do artigo.
Melhores países para dirigir na Europa
Há muitos países com excelentes estradas no continente, no entanto, é importante salientar que ao fazer comparações de dados nem sempre os países com melhores rodovias são os mais seguros para conduzir um veículo.
A Swiss E-vignette, empresa que comercializa o pedágio eletrônico utilizado na Suíça, divulgou no início de 2025 o seu ranking de melhores países para fazer uma road trip na Europa baseada em fatores como qualidade das estradas, velocidade média, valor do combustível, segurança das estradas, presença de postos de combustível e afins.
Confira, a seguir, o top 5 dos melhores países para dirigir na Europa, segundo o ranking.
1. Espanha
A país mediterrâneo com cidades vibrantes e queridinhas dos turistas como Madrid, Barcelona e Sevilha lidera a lista com uma pontuação de 75,08 em um total de 100.
O país ocupa o sexto lugar em qualidade de estradas (5,63 de 7), o terceiro lugar em velocidade média (103 km/h) e o oitavo em preço do diesel 1,43€/litro).
2. Croácia
Mais um país mediterrâneo liderando a lista e que tem experimentado já há alguns anos um aumento significativo do turismo.
Se você estiver planejando um roteiro pela Croácia e seus 650 km de rodovia costeando o Mar Adriático, de Istria até Dubrovnik, alugar um carro pode ser realmente uma ótima opção para explorar.
O país tem uma nota de 70,61 e, com relação a velocidade média, se posiciona em quarto lugar (98 km/h).
3. Áustria
A Áustria é um ótimo destino para desfrutar das belezas do inverno e também dos vários pontos turísticos imperdíveis.
Com a nota de 69,97, o país alpino oferece a rota panorâmica Grossglockner, com 48km de vistas deslumbrantes das montanhas. E, quando o assunto é qualidade das estradas, ocupa a quinta posição (5,89 de 7) e o destaque fica por conta da disponibilidade de hotéis e postos de combustível, categorias nas quais a Áustria é a líder.
4. Portugal
Um dos países mais visitados por brasileiros na Europa e um dos melhores para viajar de carro, com ótimas rotas de norte a sul.
O destaque são as estradas de ótima qualidade (6.05 em 7), e a nota geral para dirigir em Portugal, no ranking, é 69,35. No entanto, a velocidade média de 106 km/h é a mais alta entre os 10 melhores colocados no ranking.
5. República Tcheca
Uma boa notícia para os viajantes que querem explorar com o carro os cenários de contos de fadas de Praga e Cesky Krumlov. O país tem uma nota geral de 64,4 e o destaque positivo fica por conta do valor mais acessível do diesel (1,41€/litro).
No entanto, a qualidade das estradas deixa a desejar (3,95 de 7) e fica muito atrás de todos os outros países que estão entre os 10 melhores colocados. A má qualidade, porém, não afeta diretamente a segurança das vias, já que a República Tcheca apresenta menos fatalidades do que Portugal (são 46 contra 61, calculadas por milhão de habitantes) e do que a Croácia (46 contra 71).
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Para definir os locais que oferecem mais desafios para os turistas que querem viajar de carro no velho continente, utilizamos o mesmo ranking da Swiss E-vignette e apresentamos abaixo quem tem as piores posições.
Confira os 5 piores destinos para dirigir na Europa:
1. Islândia
O país nórdico tem uma vida selvagem incrível, paisagens vulcânicas de tirar o fôlego e eventos únicos como a Aurora Boreal, porém ocupa o último lugar do ranking (com nota 24,18).
Isso se deve a fatores como densidade baixa de hotéis e postos de combustíveis, estradas potencialmente perigosas com velocidades máximas permitidas de 90 km/h (embora a média de velocidade seja de 77 km/h), e o valor médio do diesel também assusta um pouco: 2,12 €/litro.
2. Romênia
A terra natal do Conde Drácula encanta com seus castelos, porém a perspectiva de viajar de carro pelo país não é das mais motivadoras.
Com nota geral de 27,9 e qualidade de estradas que está longe de impressionar (2,96 de 7), a nação do leste europeu ostenta também um alto número de fatalidades (81 a cada 1 milhão de habitantes).
3. Moldávia
Esse pequeno país é um dos menos visitados da Europa, praticamente um segredo bem guardado e que ainda conserva muitas características do período em que fez parte da URSS.
Porém, para se aventurar por lá, esteja ciente de que a qualidade das estradas é a pior entre os 30 países do ranking (2,42 de 7) e a nota geral não ajuda muito (30,82). Outro inconveniente citado é a dificuldade de achar hotéis ao fazer uma road trip pela Moldávia.
4. Noruega
O país é famoso por cenários naturais incríveis como os fiordes, montanhas e geleiras e rotas cênicas que podem ser uma grande motivação para uma road trip. Porém, assim como na Islândia, pode ser desafiador dirigir ali.
Embora a qualidade das estradas esteja bem melhor do que na Romênia e na Moldávia (4,55 de 7), a nota geral não é tão boa (31,39) e as dificuldades são causadas pelo relevo do país (e a necessidade de muitos túneis e balsas), as condições climáticas extremas e até mesmo o perigo de acidentes com animais selvagens.
5. Letônia
Mais uma nação europeia pouco explorada pelos turistas, que oferece um patrimônio medieval conservado e uma natureza exuberante com abundância de florestas e até mesmo praias. A qualidade das rodovias é de ruim para mediana (3,45 de 7), mas principalmente as estradas rurais não são bem conservadas.
Outro ponto negativo é a quantidade de fatalidades (76 a cada 1 milhão de habitantes), pois a cultura de trânsito local pode ser algumas vezes um pouco agressiva. Esses fatores fazem com que a nota geral da Letônia seja 31,40.
Documentos necessários para dirigir na Europa
De maneira geral, brasileiros que estão na Europa como turistas podem dirigir na Zona Schengen por até 90 dias com a CNH Brasileira e uma Permissão Internacional para Dirigir (PID).
Outro item fundamental é o passaporte, que além de ser o documento que comprova a sua identidade internacionalmente, também é como você pode atestar o seu status de turista.
Quais países europeus aceitam a CNH brasileira?
Países como França, Itália, Espanha, Croácia, Portugal, Alemanha, Suíça e a maioria dos países da Europa Ocidental aceitam a CNH brasileira pelos 90 dias em que brasileiros podem passar na União Europeia como turistas.
No Brasil, a CNH digital tem exatamente a mesma validade legal da versão física em papel, porém na Europa as coisas não são bem assim. Nenhum país europeu reconhece a versão digital do documento brasileiro e é fundamental providenciar uma versão impressa da CNH para trazer.
E há ainda os países que aceitam a CNH brasileira, porém também tem a obrigatoriedade de apresentar a PID.
A PID é obrigatória?
Para alugar um carro na Europa, o ideal é você ter uma PID, pois a maioria das locadoras de veículos internacionais vai solicitar. Porém, oficialmente, é obrigatório ter o documento nos países participantes da Convenção de Viena de 1968.
É possível conferir a lista completa no site do Ministério dos Transportes para checar se os seus destinos estão entre as nações que solicitam, mas já adianto que Áustria, Itália e Grécia são países que requerem a permissão.
Recomendo fazer uma PID no DETRAN da sua cidade, de qualquer maneira, porque ainda que você vá para um local que não tenha obrigatoriedade, como a Espanha, se você se envolver em um acidente de trânsito, pode acabar tendo problemas com as autoridades que não estão familiarizadas com a CNH brasileira e até mesmo com o seguro contratado.
Como alugar um carro para dirigir na Europa?
É muito comum que os turistas brasileiros, em função da comodidade, aluguem veículos das locadoras disponíveis no aeroporto de chegada, porém se você estiver buscando alternativas mais econômicas, o ideal é comparar os valores antes de optar por uma empresa ou determinado veículo.
Uma das alternativas que recomendamos para comparar as opções é a plataforma da DiscoverCars, que é muito fácil de usar. Nela, você escolhe entre 8 categorias de carros e pode filtrar os resultados baseando-se nas características do veículo.
Outra recomendação confiável é a Rentcars, que é a maior plataforma de aluguel de carros online da América Latina e permite também comparar opções e preços de diversas locadoras.
Para que tudo saia da melhor forma possível, o ideal é pesquisar com antecedência, logo que tiver o seu roteiro definido. Cheque nas plataformas cuidadosamente também os seguros incluídos e quanto custa para ter um motorista adicional, se for o seu desejo.
Caso viaje com crianças, também será necessário alugar o assento de segurança para elas e geralmente as locadoras oferecem essa possibilidade.
Quando vale a pena alugar um carro?
Pode valer a pena financeiramente se você estiver viajando com um grupo de mais de três pessoas, porque provavelmente bilhetes de trens ou voos, quando somados, custariam mais e pode ser mais confortável, caso você tenha muita bagagem.
Se o seu roteiro envolve cidades menores ou zonas menos turísticas também pode ser uma boa ideia, pois em alguns países a oferta de transporte público em áreas mais remotas pode ser escassa. E, claro, garante flexibilidade de parar onde você quiser. Eu diria até que muitas vezes pode proporcionar uma experiência mais aprofundada.
No fim, um dos motivos que mais faz valer a pena viajar de carro é se você gosta de dirigir. Se você for uma pessoa que não gosta de dirigir e que só faz por obrigação, eu sugiro não se estressar com mais tempo atrás do volante nas suas férias.
Dicas práticas para dirigir na Europa
Ao dirigir em lugares que não conheço bem, sempre acabo pensando: “como as pessoas conseguiam fazer isso antigamente, sem um GPS ou um Google Maps?”. Imagino como era chegar em um país estrangeiro, alugar um carro e sair dirigindo com tanta coragem.
Porém, ainda bem que tantos aplicativos úteis para viagens foram inventados, porque eu nem começo a dirigir sem colocar o meu endereço de destino no Google Maps para receber as orientações e visualizar as condições de trânsito em tempo real.
Também recomendo o aplicativo para localizar estacionamentos perto do meu destino e buscar supermercados e restaurantes quando preciso. Outra função que utilizo com frequência é para direções quando estou caminhando em uma cidade que não conheço bem.
Use um bom mapa
Ter um aplicativo como Google Maps, Waze ou GPS te mostrando o caminho vai ajudar a evitar que você cometa erros que podem te custar um bom tempo, já que dependendo de onde você estiver conduzindo o seu veículo, as opções de retorno podem ser bem escassas, especialmente em estradas.
Sugiro ainda baixar mapas para poder utilizar de forma offline, especialmente se você estiver indo para áreas rurais ou mais remotas porque pode acontecer de você não ter mais sinal de internet em alguns locais. Melhor estar prevenido do que arrependido.
Outra coisa que vai salvar sua vida ao dirigir na Europa é pesquisar previamente como funcionam os pedágios dos países que você vai visitar e quando possível já se registrar fazendo o pagamento online, assim você evita filas e consequentemente ganha tempo. Há países, no entanto, que você só consegue pagar o pedágio diretamente na cabine.
Onde estacionar e o que evitar?
Confesso que estacionar é, para mim, a parte chata de fazer uma road trip, especialmente em grandes cidades, já que o continente, de forma geral, enfrenta problemas com a grande demanda por locais para parar o carro.
E cuidado: nem pense em estacionar em locais proibidos, porque as multas podem chegar a 726€ em Viena, por exemplo, se você estacionar ilegalmente em uma vaga para deficientes físicos ou em uma área para ônibus.
Outros locais bem caros para cometer esse deslize são Edimburgo e Londres, onde normalmente os valores das multas ficam entre 100€ e 200€ .

Por isso, é muito importante ler as placas nos estacionamentos e entender quais são as regras e os limites de tempo — porque ainda pior do que pagar uma multa é ter o seu carro removido do local. Imagina o tamanho do problema!
Alguns aplicativos prometem facilitar a sua vida. O aplicativo como o Parkopedia te ajuda a achar e comparar locais de estacionamento (na rua e em garagens), pode ser bem convenientes.
O EasyPark ou PayByPhone também funcionam em muitos destinos europeus para pagar o estacionamento sem ter que lidar com os parquímetros, mas em algumas cidades há aplicativos locais para esse propósito.
Você pode pagar também nas máquinas disponibilizadas próximas as vagas (geralmente com moedas ou cartões) e, nesse caso, você deve colocar o tíquete em um local visível na parte interna do carro para que um possível fiscal veja que você fez tudo certo.
Combustível e abastecimento
Na maioria dos países europeus, não há funcionários nos postos de combustível para abastecer os veículos, ou seja, você terá que fazer isso. Em alguns casos, você já vai pagar diretamente ali na bomba com cartão, mas na maioria dos locais você vai ter que olhar o número da sua bomba e ir na loja de conveniência para acertar o valor devido.
Quando você tiver que ir à loja, não retire o seu carro para estacionar em outro local antes de pagar. Deixe o veículo parado no local em que você abasteceu (ainda que tenha outro carro atrás esperando para colocar combustível), vá até o caixa e diga o número da bomba.

É muito importante se certificar qual é o tipo de combustível utilizado no seu veículo ao alugar um carro na Europa, pois muitos carros maiores aqui no continente são movidos a diesel.
Na Europa, também há atualmente muitas opções de carros elétricos, então se você escolher um deles, na maioria dos países, vai encontrar uma boa estrutura para carregar — tanto em estacionamentos pagos quanto em diversos locais públicos, como estações de trem.
Pode ir para outro país com carro alugado?
Normalmente é possível viajar entre países europeus com um carro alugado.
É importante, no entanto, avisar a locadora de veículos com antecedência para que confirmem se é permitido e te orientem sobre os seguros necessários.
Algumas empresas de aluguel de carros podem fazer restrições a alguns países específicos do leste ou sudeste da Europa, e é comum ainda mais impedimentos para veículos de luxo.
É bem provável que você precise pagar taxas extras ou seguros mais caros e se a sua ideia for devolver o veículo em um país diferente do que você retirou, embora muitas vezes seja possível, costuma custar um valor bem alto.
Só não saia do país em que você alugou o carro sem avisar a locadora, pois isso pode, inclusive, ser uma razão para o seguro acabar cancelado e, caso ocorra qualquer problema, você terá que arcar com os custos.
Estradas rurais e ruas apertadas
Se você alugar carro em Portugal, na Itália, interior da França, Irlanda ou nos Alpes, eu sugiro optar por um modelo pequeno, porque muitas vezes mal vai caber um veículo em determinados caminhos.
Passei por essa experiência recentemente na Croácia também e diversas vezes fui obrigada a parar em algum cantinho para deixar outro veículo passar, e em muitos casos não tinha outra solução a não ser dirigir em marcha ré até conseguir sair da rua.
Leis e práticas locais
Dizer que cada país tem as próprias regras pode parecer óbvio, mas é relevante. Cada nação europeia tem os seus limites de velocidade, nível de tolerância ao consumo de álcool e o sistema de pedágios varia bastante de um para o outro.
Infelizmente, é comum sermos multados em países estrangeiros justamente por desconhecimento das leis locais, então, além de pesquisar com antecedência, eu sugiro observar atentamente o que os motoristas locais fazem e tentar se adaptar.
Por exemplo, na Alemanha e na Áustria, quando há um congestionamento na estrada, os carros param mais para o lado com a intenção de deixar um corredor livre no meio das duas pistas para que veículos de emergência possam trafegar.
Enquanto isso, na Eslovênia e na Croácia esse corredor não existe e os veículos autorizados teriam que conduzir pelo acostamento, em caso de necessidade.
Curiosidades sobre dirigir pela Europa
Conduzir um veículo no velho continente pode ser um sonho, mas também pode ser uma grande surpresa (nem sempre positiva), dependendo das suas expectativas e de pesquisas prévias.
Por isso, vou contar aqui algumas coisas que podem te ajudar quando estiver atrás do volante nas estradas e cidades europeias.
Multas
As multas chegam, ainda que muito tempo depois! Meu marido já recebeu cobranças da Suíça e da Itália meses depois e de Portugal anos depois (embora achemos que isso foi um caso especial!).
A locadora de veículos vai cobrar do seu cartão de crédito se você for flagrado por algum radar. E eles estão por toda parte, então cuidado! E em alguns locais, a infração pode sair bem cara.
A viagem pode demorar muito mais do que o planejado
A Europa não é um continente para se dirigir com pressa. As rotas cênicas frequentemente levam mais tempo do que o estimado pelo GPS, e nas cidades, tanto pequenas quanto grandes, há muitas zonas em que só se pode dirigir a 30 km/h.
Então simplesmente desfrute do ritmo desacelerado da sua road trip, lembrando que você está de férias e que, como todos nós já cansamos de ouvir, muitas vezes o caminho é melhor do que o destino.
Leis específicas para dirigir em regiões de montanha
Dirigir em áreas montanhosas envolve regras específicas de segurança devido a declives acentuados, presença de neve e estradas sinuosas. Cada país tem as suas leis, mas vamos falar sobre as regulamentações mais comuns.
Geralmente, quem está subindo a montanha tem prioridade, porque muitas vezes, se você para o carro no meio de uma subida na neve, você terá dificuldade para conseguir sair novamente. O ideal é que você não carregue demais o carro porque subidas ou descidas nas montanhas com o carro muito pesado podem afetar a segurança.

É importante lembrar também que em descidas íngremes é recomendável o uso de marchas baixas (em carros manuais) ao invés de frear constantemente para não correr o risco de um superaquecimento dos freios. Em algumas áreas há até sinalizações recomendando a prática.
Tenha o kit de segurança geralmente solicitado: triângulo para sinalizar emergências, coletes refletivos na quantidade de assentos disponíveis no veículo (se for um carro com 5 assentos, você vai precisar 5 coletes), kit de primeiros socorros, mas também os opcionais defletores de faróis, e pá de neve.
Dirigir em centros históricos pode gerar multa automática
Verifique sempre se os centros históricos das cidades nas quais você está planejando dirigir podem ser acessados com carros, porque caso essas áreas tenham tráfego restrito de veículos, você terá que pensar em outras soluções.
Já passei por isso em Madrid e em Liubliana e tive que buscar estacionamentos fora da área de tráfego restrito, mas já próximos dos meus hotéis, e carregar as malas por trechos mais longos para poder chegar a acomodação.
Caso o seu alojamento não seja no centro histórico, sugiro ir para essa zona utilizando transporte público para evitar possibilidades de levar multa.
Neve, gelo e pneus especiais
Quem nunca sonhou com paisagens lindas com os Alpes cobertos de neve, os lagos congelados, os mercados de Natal e os vilarejos que parecem ter saído de filmes? Lindo para uma rota cênica, não é? Mas também proporciona desafios consideráveis.
As estradas ficam muito escorregadias e a tração é reduzida, especialmente em áreas rurais que não são limpas com a mesma frequência que as estradas principais ou em zonas de montanhas.
O ideal é que você dirija devagar e freie com antecedência, pois o carro vai demorar mais para parar e uma freada forte pode fazer com que deslize e você perca o controle. Na verdade, isso pode acontecer com qualquer manobra brusca.
Outro desafio comum é a falta de visibilidade, pois além de escurecer mais cedo, a neblina e a neve podem fazer com que você não enxergue quase nada e para ajudar o recomendável é ligar a luz de neblina.
Em áreas de montanha acontece frequentemente do tempo mudar muito rapidamente, então é fundamental acompanhar as previsões por aplicativos específicos como Windy ou MeteoBlue.
É obrigatório em muitos países o uso de pneus de inverno e correntes de neve, então se assegure que o veículo que você alugou está equipado com o que for necessário para aumentar a segurança de todos.
Já enfrentei sete longos invernos na Alemanha e moro em uma zona rural, então passo por esses desafios com frequência e, sinceramente, não recomendaria alugar um carro durante o inverno europeu para alguém que não tenha experiência em dirigir com gelo e neve porque é mais difícil do que a gente costuma pensar.
Estradas sem limite de velocidade: onde isso realmente acontece?
O único país europeu em que não há limite de velocidade nas estradas (Autobahns) é a Alemanha. No entanto, há trechos em que pode haver restrições (se houver obras, curvas, alta incidência de congestionamentos) e a velocidade recomendada é de 130 km/h, embora você possa dirigir mais rápido do que isso, se quiser.
É importante estar ciente de que isso só se aplica às Autobahns, já que as estradas locais da Alemanha têm limites de velocidade, que devem ser respeitados.
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Quero meu roteiro personalizado →Vale a pena dirigir na Europa?
Depende. Essa resposta acaba sendo muito pessoal, porque o primeiro ponto é se você gosta de dirigir e se é confortável para você conduzir um veículo em outros países, onde talvez você não entenda o idioma ou tenha que lidar com situações e climas que não está acostumado.
Se você estiver visitando a Europa sozinho, provavelmente utilizar transporte público vai sair mais em conta. Depois que você se senta em um trem, não tem que se preocupar com muita coisa até chegar ao seu destino — enquanto que dirigindo você estará alerta o tempo todo. Por outro lado, com um grupo o carro pode ser a alternativa mais vantajosa tanto financeiramente quanto pelo conforto.
Conduzir em uma grande cidade pode ser estressante (que o diga a minha busca recente por estacionamento no centro de Split), mas conhecer os lugares mais remotos e ter a flexibilidade de parar onde você quiser também são coisas muito valiosas.
A verdade é que road trips tem uma mágica e até uma pitada de romantismo, aquela sensação de liberdade e de explorar o mundo, de ver paisagens lindas e mergulhar na cultura local.
Como a Europa oferece uma boa estrutura, segurança e a possibilidade de ir de um país a outro muito facilmente, então acaba sendo um continente muito propício para esse tipo de viagem.
Qualquer planejamento de viagem significa trabalho, mas acaba valendo cada minuto investido, então se essa for a sua vontade, escolha os seus destinos, pesquise as melhores rotas e um pouco das características de cada país, compare os valores e alugue um veículo que te agrada e uma ótima viagem! Nos vemos pelas estradas!
Larissa Wittig