Explorar a Europa com a mochila nas costas é o sonho de muitos brasileiros e a boa notícia é que isso pode ser mais acessível do que parece. Então, se você está se perguntando quanto custa um mochilão na Europa, chegou ao lugar certo.
Quanto custa um mochilão na Europa?
Como calcular quanto custa um mochilão na Europa?
Qual mochila usar no mochilão?
Como levar dinheiro no mochilão pela Europa?
Qual a melhor época para fazer um mochilão na Europa?
Dicas para economizar no mochilão pela Europa
Vale a pena investir em um mochilão na Europa?
Neste guia, vou te mostrar os gastos reais para planejar uma viagem econômica, inteligente e, o mais importante, cheia de experiências inesquecíveis. Aqui você vai encontrar valores atualizados, dicas práticas para cada etapa e orientações baseadas em vivência de verdade. Vem comigo montar um plano de viagem possível e sem surpresas no bolso!
Quanto custa um mochilão na Europa?
O custo de um mochilão na Europa pode variar bastante. Para uma média geral, considere que um mochilão de 30 dias em estilo econômico (hostel, transporte público e alimentação simples) pode custar entre R$ 11.500 e R$ 17.000, com a cotação do euro de R$ 6,30 (junho de 2025). Já quem busca mais conforto pode chegar facilmente aos R$ 22 mil, para mais.
Essa diferença de valores depende, principalmente, de três fatores:
- O número de dias de viagem;
- O roteiro escolhido;
- E o perfil do viajante.
Um mochilão com foco em países do centro e do leste europeu tende a ser bem mais barato do que um roteiro pelo oeste da Europa. E claro, quem viaja no estilo “backpacker raiz” (como eu) economiza mais do que quem prefere um toque de conforto.
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Em primeiro lugar, ter em mente um roteiro pela Europa já desejado faz toda a diferença na hora de planejar.
Depois, com uma rota pré-traçada, saber quantos dias pretende viajar, por onde quer passar e qual é o seu estilo de viagem ajuda a montar um orçamento realista, evita muitos perrengues de viagem inesperados e abre espaço para as boas surpresas no caminho!
Por isso, a gente vai destrinchar os principais pontos que influenciam nos custos do mochilão: desde a passagem até os gastos diários. Assim, além de entender quanto custa viajar para Europa, você conseguirá adaptar tudo ao seu bolso e ao seu jeito.
1. Passagem aérea do Brasil para a Europa
As passagens aéreas para Europa são, quase sempre, uma das partes mais pesadas do orçamento. Mas, com pesquisa e planejamento, dá para conseguir bons preços. Em média, um voo de ida e volta saindo de São Paulo (Guarulhos) custa entre R$ 3.500 e R$ 6.000, dependendo da época e do destino.
Já na alta temporada (junho a agosto e nas festas em dezembro), os valores costumam disparar.
Para encontrar boas promoções, vale ficar de olho em buscadores como o Vai de Promo, que compara os preços entre várias companhias aéreas.
Outra dica é configurar alerta de preço com antecedência e considerar voos com escalas, que geralmente são mais baratos — desde que a espera não seja tão longa a ponto de gerar gastos extras ou desgaste durante a viagem.
A seguir, saiba qual a média de preços para alguns dos destinos mais comuns de chegada na Europa, cotados em 20 de junho de 2025 no Vai de Promo:
| Destino | Baixa temporada | Alta temporada |
| Lisboa | R$ 3.800 | R$ 5.800 |
| Madrid | R$ 4.000 | R$ 6.000 |
| Londres | R$ 4.300 | R$ 6.200 |
2. Documentação e seguro obrigatório
Antes de embarcar, é essencial estar com a documentação em dia. Brasileiros não precisam de visto para viagens turísticas até 90 dias à maior parte dos países da Europa. Mas o passaporte precisa estar válido (com pelo menos 6 meses de antecedência).

Além disso, você precisa contratar um seguro viagem, obrigatório para entrar nos países do Espaço Schengen. Felizmente, há planos para diferentes perfis de viajantes, porém ele necessita ter a cobertura de, no mínimo, 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares (DMH).
Fora os imprevistos de saúde e acidentes, o seguro viagem cobre até extravio de bagagem, e o valor médio varia entre R$ 280 e R$ 500 para um mochilão de 30 dias, dependendo da cobertura e seguradora escolhida.
Para encontrar bons preços e coberturas confiáveis, recomendo usar comparadores como o Seguros Promo, que facilita a busca e oferece promoções exclusivas, com diversas seguradoras para cotar vários planos ao mesmo tempo.
3. Hospedagem
Quando o assunto é onde ficar, a escolha impacta muito no custo do mochilão. Para viajantes econômicos, os hostels na Europa são a opção mais popular: oferecem preços acessíveis, ambientes descontraídos e a chance de fazer amizades pelo caminho.
Nas principais capitais e nas cidades mais visitadas da Europa, o preço médio da diária em hostel varia entre R$ 125 e R$ 250, dependendo do local de preferência e da época do ano.
Reservar com antecedência no Booking pode garantir tarifas melhores e cancelamento flexível — o que é ótimo para quem quer adaptar o roteiro no meio da viagem.
Além dos hostels, opções como Airbnb, pousadas econômicas e até camping podem ser consideradas para quem busca ainda mais economia ou experiências diferentes.
4. Alimentação
Alimentar-se bem durante um mochilão é totalmente possível mesmo com orçamento reduzido. O preço médio de uma refeição simples em restaurantes locais na Europa varia entre 10€ e 15€.
Nas cidades menores, esse valor fica mais baixo. Ainda dá para almoçar um menu completo por 7€ em cidades do interior de Portugal ou da Itália, por exemplo. Mas, anote aí porque essa é uma das dicas mais importantes para economizar na Europa: para gastar pouco, o ideal é não depender de restaurantes todos os dias.
Muitas opções de hospedagem oferecem cozinha, o que facilita bastante o preparo de refeições por conta própria.

Outra alternativa inteligente (e deliciosa) é comprar comida em supermercados e nem precisar perder tempo de voltar para a hospedagem. E quando falo de supermercados, vale tudo! Desde os famosos mercados gastronômicos na Europa, com opções para muitos bolsos e gostos, até aqueles que estamos mais acostumados no dia a dia.
É comum encontrar pratos prontos, saladas, lanches rápidos e até espaços para esquentar o que você comprar no próprio supermercado. Esse é um dos meus truques favoritos e levo comigo em toda viagem, seja mochilão ou não.
Depois, é só escolher um parque, uma praça ou uma praia bonita para fazer a refeição. Além de economizar, essa é uma experiência super gostosa e autêntica (foi assim que consegui ter grana para comer escargot na França, um dos pratos típicos do país)! E se o dia está bom, até aproveito para tirar uma soneca ao ar livre depois do almoço.
Com um pouco de planejamento, dá para comer boa comida, gastar pouco e ainda viver momentos únicos no caminho.
5. Transporte dentro da Europa
Viajar entre cidades e países europeus pode ser mais acessível do que muita gente imagina. A boa notícia é que existem várias opções econômicas e saber escolher entre elas faz diferença no bolso.
Mas afinal, qual o melhor transporte para usar na Europa? A resposta de milhões: depende do seu roteiro, do tempo que você tem e, claro, do seu orçamento. Para quem viaja com grana mais curta, entender essas diferenças pode significar muitos euros economizados.
A dica aqui é comprar as passagens com antecedência na Omio, independentemente do transporte. Os preços costumam subir consideravelmente conforme a data da viagem se aproxima, principalmente em alta temporada e nos feriados.
Principais meios de transporte para se locomover no mochilão na Europa
Viajar de trem na Europa é prático e as rotas conectam quase todo o continente. Porém, nem sempre é o transporte mais barato.
Já os ônibus, como os da FlixBus (com alguns trechos a 3€), costumam oferecer preços bem em conta, ideais para quem quer economizar e não se importa com um pouco mais de tempo de viagem.
Há ainda os voos de baixo custo em companhias como Ryanair e EasyJet — ótimos para longas distâncias, mas atenção às taxas extras de bagagem.
Se quiser comparar todos esses meios com praticidade, vale usar plataformas como a Omio, que mostra horários, preços e até a duração das rotas em tempo real. Assim, você escolhe o que cabe melhor no seu bolso e no seu roteiro.
6. Atrações turísticas e passeios
A Europa é um prato cheio de atrações, e o melhor: dá para curtir muito gastando pouco (ou até nada!). Muitas cidades oferecem atrações gratuitas como museus, parques, igrejas históricas, centros antigos e mirantes. É só pesquisar antes e montar seu roteiro com esse olhar mais estratégico.
Para as atrações pagas, o ideal é priorizar as experiências que realmente fazem sentido para você. Um bom exemplo são os city cards, que dão acesso a vários pontos turísticos e uso ilimitado de transporte por um preço fixo — comum em cidades como Paris, Roma e Barcelona.
Você também pode encontrar city tours, passeios guiados e experiências acessíveis em plataformas como o GetYourGuide e a Civitatis, que oferecem desde walking tours, ingressos para atrações com entrada rápida, até excursões de vários dias, além de passeios com guias que falam português.
Reserve de 15€ a 30€ por dia para opções pagas. Na minha opinião, combinar isso com atrações gratuitas para equilibrar o roteiro e evitar gastar demais é sem dúvida a melhor estratégia.
A seguir, selecionei alguns exemplos de passeios mais populares entre viajantes econômicos, para facilitar o planejamento do seu mochilão!
Passeios e atrações para fazer durante o mochilão
Mesmo viajando com custo reduzido, vale reservar uma parte da grana do mochilão para algumas atrações pagas — especialmente aquelas que fazem parte do imaginário de quem sonha em conhecer a Europa.
Muitos mochileiros priorizam experiências tradicionais no país, visitar grandes museus ou ter acesso sem filas aos concorridos pontos turísticos da Europa, por exemplo:
| Passeio | Localização | Preço médio |
| Museu do Louvre – entrada com horário reservado e ingresso sem fila | Paris/França | 25€ |
| Espetáculo de Flamenco ao vivo com opções de comida e bebida | Madrid/Espanha | 28€ |
| Barco de festa no rio Douro com opção de pôr do sol e 6 pontes | Porto/Portugal | 15€ |
| Ônibus turístico de Roma, Big Bus com audioguia em português | Roma/Itália | 21,60€ |
| Tour completo por Berlim | Berlim/Alemanha | 40€ |
Assim, é possível curtir o essencial (e às vezes, até um pouco mais) sem deixar seu orçamento escorregar.
7. Gastos extras e imprevistos
Mesmo com tudo planejado, é importante deixar uma margem no orçamento para os gastos que fogem do roteiro. Coisas simples como lavanderia, farmácia, souvenirs ou até aquela entrada não prevista para um museu podem aparecer no caminho.
Além disso, contar com um valor reservado para emergências médicas ou atrasos (mesmo com o seguro viagem contratado) pode evitar perrengues maiores.
Outro gasto comum, mas que muita gente esquece, é o chip de internet ou o plano de dados internacional. Ele facilita demais a comunicação e a navegação durante a viagem, especialmente se você usa mapas, aplicativos de transporte e reservas online com frequência.
A America Chip e a Holafly, estão entre as mais utilizadas por mochileiros, já que ambas contam com coberturas de qualidade em todo o território europeu.
Por fim, como reserva de emergência, recomendo separar entre 100€ e 200€, dependendo da duração e estilo da viagem. É aquela graninha que a gente torce para não usar, mas que pode salvar o dia!
Qual mochila usar no mochilão?
Escolher a mochila de viagem certa pode ser o divisor de águas entre um mochilão tranquilo e uma viagem cheia de perrengues. A lista aqui é imensa, mas, no geral, ela precisa ser funcional, leve, confortável e resistente e, claro, adequada ao seu corpo e ao estilo da sua viagem.
O tamanho ideal da bagagem vai depender de alguns fatores: quantos dias você vai passar na estrada, qual a previsão de clima do destino (roupas de frio ocupam mais espaço) e principalmente, se você tem estrutura física para carregá-la com conforto.
Falo por experiência: na minha primeira viagem pela Europa, optei por uma mochila grande que parecia ter o melhor custo-benefício. Mas, na prática, ela era pesada demais para mim. Bastava caminhar um pouco mais (tipo um deslocamento entre o hostel e a estação) que já era um caos — e olha que sou acostumada a andar bastante!
Desde então, entendi que tamanho nem sempre é sinônimo de praticidade.
O peso importa e não só no conforto
Um erro comum de quem vai fazer mochilão é pensar que, por estar viajando só com mochila, não terá que se preocupar com o peso de bagagem nas companhias aéreas. Mas isso não é verdade.
No voo do Brasil para a Europa, pode até ser que o limite de peso seja maior para levá-la como bagagem de cabine. Porém, se a sua mochila for maior ou mais pesada, você vai precisar despachar como bagagem por um custo extra (e caro). E isso se aplica a todas as companhias low-cost da Europa.
Além disso, quanto mais pesada a mochila em si for, menos coisas você vai poder carregar.
Qual o tamanho ideal de mochila?
É claro que o tamanho ideal da mochila pode variar, sobretudo, com a capacidade de cada viajante em organizar sua bagagem. Mas, no geral, essas são algumas das orientações práticas:
| Duração da viagem | Capacidade recomendada |
| Até 7 dias | 30 a 45 litros |
| 10 a 30 dias | 45 a 55 litros |
| Mais de 30 dias | 55 a 65 litros (com cautela) |
Para mulheres ou pessoas mais leves e de estatura menor, vale muito a pena optar por modelos com ajuste de altura nas alças, suporte lombar acolchoado e barrigueira firme. Esses detalhes fazem diferença na hora de carregar peso por períodos mais longos.

Ah! E mochilas com abertura frontal (estilo mala) facilitam muito o acesso aos itens, sem a necessidade de tirar tudo do lugar. Outro ponto: invista em uma mochila impermeável ou use capa de chuva, principalmente se for viajar por países onde pode chover do nada (oi, Londres! oi, Dublin!).
Quanto custa uma boa mochila para mochilão na Europa?
Entre R$ 300 e R$ 1.800 é possível comprar uma mochila. Selecionei e comparei os custos de cinco modelos, entre viajantes econômicos e mochileiros:
| Modelo | Preço |
| Mochila Columbia Triple Canyon 60 Litros | R$ 1.619,10 |
| Mochila Outsider 30 Litros com capa de chuva | R$ 598,90 |
| Hosioe Mochila de acampamento e caminhada 45 Litros | R$ 490,99 |
| Mochila camping cargueira 50 Litros | R$ 259,90 |
| Mochila de escalada, 50 Litros, resistente à água | R$ 379 |
Troque moedas com as taxas mais baixas, aproveite saques sem custos em diversos países e acompanhe seus gastos em tempo real. Simplifique suas viagens e aproveite cada momento com o cartão da Wise.
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Após entender quanto custa um mochilão, outra dúvida comum entre mochileiros — e com razão! — é qual a melhor forma de levar dinheiro para Europa. Afinal, o objetivo é economizar, não pagar taxas escondidas em cada compra ou saque, né? A boa notícia é que hoje há formas práticas e bem vantajosas de organizar as finanças para a viagem.
A primeira coisa que você precisa saber: levar só dinheiro em espécie não é a melhor ideia. Embora seja bom ter uma quantia em mãos (uns 100€ a 200€ para emergências ou primeiros dias), o mais seguro e vantajoso é diversificar: uma parte em espécie e outra em contas internacionais.
Nesse sentido, a Wise é, sem dúvida, uma das queridinhas entre quem faz mochilão.
Eu sempre usei a Wise em todas as minhas viagens antes de vir morar em Portugal (e até hoje). Consigo acompanhar meu saldo em euros pelo aplicativo, fazer câmbio só quando o valor está mais favorável e ainda sacar dinheiro se o mercadinho não aceitar o cartão virtual. Isso salva o orçamento!
Com ela, você cria uma conta multimoeda, faz câmbio com uma das melhores taxas do mercado e ainda pode usar um cartão internacional físico ou virtual para compras e saques. Tudo isso com IOF de apenas 1,1%, bem mais baixo que os 4,38% dos cartões tradicionais (que impactam bastante no final das contas).
Qual é o valor mínimo para viajar com segurança?
Para um mochilão econômico, o valor mínimo recomendado é de R$ 5.670 a R$ 7.560 para 15 dias e R$ 10.080 a R$ 12.600 para 30 dias (com base na cotação de 1€ = R$ 6,30, em junho de 2025).

Esses valores cobrem os principais custos da viagem (exceto as passagens de ida e volta do Brasil): hospedagem em hostel, alimentação simples (com mercado e cozinha compartilhada), transporte terrestre ou low cost, atrações turísticas acessíveis e uma reserva para imprevistos.
| Duração da viagem | Estimativa em euros | Estimativa em reais |
| 15 dias | 900€ a 1.200€ | R$ 5.670 a R$ 7.560 |
| 30 dias | 1.600€ a 2.000€ | R$ 10.080 a R$ 12.600 |
Esse é um custo realista para garantir uma viagem de mochilão segura e sem sufoco na Europa. Mas, se o seu roteiro inclui cidades mais caras, como Londres, Zurique ou Paris, vale considerar um acréscimo de até 30% no orçamento total.
Qual a melhor época para fazer um mochilão na Europa?
A melhor época para fazer um mochilão na Europa depende do equilíbrio entre clima, preços e o tipo de experiência que você quer viver. Nem sempre a estação mais agradável é a mais barata e, em muitos casos, a época mais em conta pode exigir adaptações no estilo da viagem.
De forma geral, os meses de primavera (abril, maio e início de junho) e outono na Europa (setembro e outubro) oferecem o melhor custo-benefício.
Eu, particularmente, sempre opto por outubro. Aproveito para comemorar meu aniversário com um clima que costuma ser mais ameno, as cidades menos lotadas e os preços de passagens, hospedagens e atrações são mais baixos do que na alta temporada.
Mas, no fim das contas, o melhor momento para viajar também vai depender do seu orçamento, tolerância ao frio ou ao calor, e interesse por atividades específicas. A chave é alinhar expectativa com planejamento e ser flexível para aproveitar o que cada época tem de melhor.
Dicas para economizar no mochilão pela Europa
Fazer um mochilão econômico não significa abrir mão de boas experiências, significa fazer escolhas mais inteligentes.
Além de planejar com antecedência e monitorar preços (como já falamos), há estratégias práticas que ajudam a diminuir os custos nas estradas da Europa sem comprometer a viagem de mochilão.
Leve itens úteis do Brasil
Na hora de fazer a mala, ou melhor, o mochilão, alguns itens pequenos fazem uma baita diferença no dia a dia do mochileiro e podem custar mais caro em euro.
Adaptadores de tomada universais, medicamentos simples (como Dorflex, antigripais ou remédios para dor de barriga), garrafinhas térmicas, toalhas compactas de secagem rápida, capa de chuva leve, cadeado para locker e até talheres reutilizáveis são ótimos aliados na rotina do viajante econômico.
Levar tudo isso do Brasil evita gastos extras e te livra de imprevistos logo nos primeiros dias da viagem.
Use passes e transportes que realmente valem a pena
Se o seu roteiro inclui vários trajetos de trem, especialmente em países como Alemanha, França, Itália ou Áustria, pode valer a pena investir no Eurail Pass. Ele oferece viagens ilimitadas em um determinado período, e pode sair mais em conta do que comprar trechos avulsos, especialmente se você for usar trens de alta velocidade.

Além disso, para quem prefere ou precisa economizar ainda mais, viajar de ônibus na Europa pode ser uma excelente alternativa. Há muitas opções econômicas e flexíveis, com empresas que cobrem boa parte do continente com preços acessíveis.
Também vale considerar os city cards, que incluem transporte público gratuito e entrada em atrações turísticas (até descontos em lojas). Só se atente ao valor: sempre calcule se o uso intenso compensa o investimento.
Compre ingressos online com antecedência
Se tem certeza de que vai visitar atrações pagas, como museus, castelos ou tours guiados, a dica é comprar os ingressos com antecedência online. Além de evitar filas, isso permite comparar preços e garantir promoções e reembolso se precisar cancelar.
Avalie se a época da viagem é a melhor para um mochilão
Evitar os meses de alta temporada na Europa é uma das maneiras mais certeiras de gastar menos. Nesse caso, avalie se os picos de preço valem o custo-benefício e como contornar os gastos extras, seja viajando antes ou depois desses períodos, ou escolhendo destinos menos óbvios.
Por exemplo, viajar na alta temporada (junho a agosto e fim de ano) você terá:
- Prós: dias longos, clima quente, muitos festivais e vida ao ar livre;
- Contras: tudo fica mais caro — passagens, hospedagem e até atrações. Os lugares mais turísticos ficam lotados e é comum enfrentar filas.
Na meia estação (abril a junho / setembro a outubro):
- Prós: clima agradável, menos turistas e preços moderados. É uma das épocas preferidas por mochileiros experientes;
- Contras: algumas atrações sazonais ainda não estão funcionando ou já fecharam (como parques aquáticos e alguns festivais de verão).
A baixa temporada (novembro a março) oferece:
- Prós: preços muito mais baixos, passagens baratas e hospedagens com promoções. Ideal para quem curte museus e destinos de inverno;
- Contras: clima frio e escuro, atrações ao ar livre limitadas e mais gastos com roupas ou transporte (às vezes, a neve pode afetar deslocamentos).
Caminhar é uma forma de economizar
Pode parecer óbvio, mas andar a pé é uma das maneiras mais simples e eficazes de economizar custos durante o mochilão, especialmente nas cidades da Europa, onde grande parte das atrações está concentrada em regiões centrais.
Além de cortar gastos com transporte urbano (que pode parecer barato), caminhar te permite conhecer a cidade de um jeito muito mais autêntico. Use mapas offline no celular, como o Google Maps salvo e outros aplicativos gratuitos para viagem.
Sempre que a distância for curta e a paisagem valer o trajeto, aproveite para caminhar livremente (e com aquele gostinho de mais segurança)! Em cidades maiores, vale só ficar um pouquinho mais atento aos arredores e aos seus pertences — nada que tire o prazer de explorar cada cantinho a pé, no seu ritmo.
Vale a pena investir em um mochilão na Europa?
A resposta é um sonoro, sim, especialmente se você está em busca de experiências autênticas, liberdade para montar seu próprio roteiro e memórias que nenhum pacote fechado vai te proporcionar.
O custo-benefício de um mochilão na Europa é real: com escolhas certas e um bom controle do orçamento, dá para visitar vários países, explorar diferentes culturas, provar comidas típicas, fazer amizades e viver histórias que você vai contar para sempre. E tudo isso gastando menos do que muita gente imagina!
Quando a viagem acaba, o que você leva na bagagem vai muito além do que planejou. E não estou falando de lembrancinhas, viu?
Se bater a dúvida ou a empolgação falar mais alto, saiba que uma Eurotrip pode ser o empurrão que faltava para transformar essa ideia em realidade. Porque, no final, o investimento vai muito além do dinheiro: é sobre viver intensamente, se descobrir em cada cidade e voltar com uma nova versão de você mesmo na mochila!
Ane Pacola