Quais são as atrações mais visitadas por brasileiros na Europa? Para responder a essa pergunta, o Euro Dicas Turismo analisou mais de 10 mil reservas de ingressos e passeios realizadas entre 2021 e 2025, mapeando o comportamento de mais de 25 mil viajantes brasileiros no continente.
O que o estudo do Euro Dicas Turismo revela sobre os brasileiros que viajam para a Europa?
Cidades concentram mais reservas de brasileiros na Europa
Atrações mais reservadas por brasileiros na Europa
O que os brasileiros mais procuram em cada polo europeu?
Museus, patrimônio histórico e cultura dominam
O perfil psicológico do turista brasileiro
O comportamento de casais, famílias e viajantes solo
A ascensão dos ingressos fura-fila e tours guiados
A evolução do turismo europeu: 2021 a 2025
Macrotendências: o que o futuro reserva para o mercado?
Como o estudo do Euro Dicas Turismo foi realizado?
O perfil do turista brasileiro na Europa
Sobre os dados desta pesquisa
O resultado é um levantamento exclusivo que revela quais cidades, atrações e experiências concentram o maior interesse dos brasileiros, além das principais tendências de comportamento de quem viaja para a Europa.
O que o estudo do Euro Dicas Turismo revela sobre os brasileiros que viajam para a Europa?
De bate-pronto, o resumo é o seguinte: Roma domina o imaginário turístico, seguida por Paris e Barcelona. Museus, patrimônios históricos e atrações culturalmente consagradas concentram a maior parte do interesse dos viajantes brasileiros, enquanto cresce rapidamente a procura por ingressos com acesso prioritário e tours guiados.
Em outras palavras, o brasileiro segue sonhando com a Europa tradicional, mas tornou-se cada vez mais sofisticado na forma de viajar. A busca por experiências memoráveis passou a ser acompanhada por decisões logísticas cada vez mais estratégicas para otimizar tempo.
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O eixo de interesse geográfico do brasileiro obedece a uma hierarquia de destinos muito bem delineada, que separa claramente os protagonistas dos coadjuvantes.
O gráfico abaixo ilustra como as 10 principais cidades europeias absorvem e distribuem a intensa demanda turística do nosso país.
A análise visual destes dados consolida o abismo volumétrico que separa as duas maiores potências turísticas do resto do continente. Roma reina de forma absolutamente isolada, com quase 10 mil pessoas, seguida pela resiliência de Paris, com quase 4 mil viajantes.
A presença de Barcelona despontando em terceiro lugar no ranking geral, acompanhada pelo crescimento contínuo de Lisboa, sublinha o inegável peso da península Ibérica na rota dos brasileiros.
Outro dado que evidencia a hegemonia do país da bota é a presença simultânea de quatro cidades italianas no top 10 geral: Roma, Florença, Milão, Veneza.
Cidades cosmopolitas como Amsterdam e Londres garantem suas posições consolidadas logo à frente da bela Madrid, muito impulsionadas pela atração gravitacional de seus grandes museus globais e pela efervescência urbana.
Geopolítica do monopólio italiano
Ao elevarmos a análise do nível municipal para o patamar geopolítico (agrupando as cidades em seus respectivos países), o abismo de preferências do turista brasileiro torna-se ainda mais contundente.
A pulverização de destinos esconde um fato mercadológico fundamental: a Itália não é apenas o país favorito, mas um verdadeiro monopólio no imaginário nacional.
Somando os polos turísticos italianos mapeados na base (Roma, Florença, Milão, Veneza e Verona), o país absorve um contingente impressionante de 13.115 pessoas. Isso significa que a Itália concentra, sozinha, mais de 52% de todo o volume de reservas analisado no continente europeu.
A França, alavancada inteiramente por Paris, e a Espanha (Barcelona, Madrid e Sevilha) travam uma disputa distante pelo segundo e terceiro lugares. Portugal, com Lisboa e Porto, confirma a força de seus laços linguísticos e históricos, desbancando nações como Holanda e Reino Unido.
Atrações mais reservadas por brasileiros na Europa
O ranking das experiências que lideram a escolha dos brasileiros reflete um roteiro de proporções sempre épicas.
As atrações que figuram no topo da lista possuem características em comum: são grandiosas, carregam séculos de história e dominam a cultura pop, os livros escolares e o imaginário coletivo.
O gráfico acima ilustra as 15 atrações de maior impacto entre os brasileiros, revelando a hegemonia do classicismo.
Vaticano e Coliseu: o principal polo turístico do levantamento
Ao analisar detalhadamente o topo do ranking, percebe-se a força inquestionável do duopólio romano.
Juntos, o complexo dos Museus do Vaticano (que inclui a emblemática Capela Sistina) e a área arqueológica do Coliseu e Fórum Romano concentram mais de 8.100 visitantes da amostra.
O Vaticano lidera absoluto com quase 4.800 pessoas, seguido pelo Coliseu de Roma com quase 3.400 visitantes com reservas intermediadas pelo Euro Dicas Turismo. Essa dupla liderança reflete a intersecção sinérgica entre o turismo religioso, o patrimônio preservado da humanidade e o fascínio histórico.
Essas duas atrações aparecem consistentemente como as mais fortes em absolutamente todos os anos analisados pela pesquisa. Para a grande maioria, uma viagem à Itália só está completa quando se pisa nesses dois solos sagrados.
Paris concentra experiências aspiracionais e familiares
Enquanto Roma monopoliza o turismo de raízes históricas profundas, Paris se posiciona de forma estratégica como o epicentro do turismo aspiracional e estético. A capital francesa oferece um portfólio fundamentado no luxo, na consagração das artes e no entretenimento moderno.
A força de Paris no ranking é garantida pela sua tríade da excelência: o Museu do Louvre (que atraiu mais de mil pessoas da base), a Torre Eiffel e o opulento Palácio de Versalhes.

O Louvre atende à demanda pela alta cultura, a Torre Eiffel coroa a busca pela fotografia perfeita e Versalhes alimenta o imaginário monárquico e romântico.
Contudo, um dado no estudo que salta aos olhos é o peso da Disneyland Paris, que desponta próxima ao top 10 das preferências gerais.
Isso indica um contraponto comportamental importante. Mostra que Paris atrai intensamente as viagens em família, que buscam mesclar a rigidez dos roteiros clássicos e museus europeus com infraestruturas de entretenimento massivo, replicando a segurança e o padrão do “modelo Orlando” em solo europeu.
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Ao desmembrar o comportamento de consumo nas principais capitais, observamos assinaturas turísticas muito distintas. Cada grande cidade atende a uma pulsão específica do viajante brasileiro.
O roteiro em Roma
A capital italiana tem um foco quase obsessivo na antiguidade clássica e na fé. Como vimos, o duopólio Vaticano-Coliseu absorve a maior parte da energia logística do turista no roteiro em Roma. Em seguida, o Panteão figura como o terceiro monumento mais requisitado, completando a triangulação da fundação ocidental.
Esse cenário explica por que, quando o assunto é a atração principal da viagem, a Itália não tem concorrentes à altura e domina com folga o imaginário turístico nacional. O grande epicentro desse fenômeno é justamente a capital, que se consolida de forma isolada como o principal polo mapeado na base de dados.
Para se ter uma dimensão do impacto, a cidade concentrou, sozinha, aproximadamente 39,3% de todas as pessoas registradas neste estudo (o que representa quase 10 mil viajantes convergindo para um único núcleo urbano ao longo do período analisado).
Esse percentual revela que o destino extrapola a categoria turística. Sustentada por um peso cultural, religioso e histórico fortíssimo, a metrópole atua como uma espécie de rito de passagem, atraindo tanto os visitantes de primeira viagem, em busca do básico fundamental da história, quanto os mais experientes, que retornam para explorar suas infinitas camadas.
Nenhuma outra cidade europeia apresenta um nível de concentração semelhante. Enquanto a maioria dos destinos divide o interesse do público entre dezenas de experiências distintas, Roma opera quase como uma síntese da própria ideia de Europa para o turista brasileiro.
Afinal, história antiga, cristianismo, arte renascentista e patrimônio arqueológico coexistem em um raio relativamente pequeno, criando uma eficiência logística difícil de ser replicada por qualquer outro centro urbano do continente.
A arte em Florença e Milão
O turismo no norte da Itália muda de figura. A busca pelo berço da Renascença dita a jornada em Florença, impulsionando fortemente as visitas à prestigiada Galeria Uffizi e a contemplação do Davi de Michelangelo.
Já em Milão, a monumentalidade gótica do imponente Duomo de Milão divide as atenções exclusivas com a visita restrita e cronometrada ao afresco de A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.
A arquitetura em Barcelona
Diferente das capitais multifacetadas, Barcelona é monopolizada pela genialidade de um único homem. O turismo na cidade é quase inteiramente movido pelo legado do arquiteto modernista Antoni Gaudí.
A imponente Sagrada Família atende a uma fatia massiva do fluxo da cidade, sendo invariavelmente acompanhada por visitas ao colorido Park Güell e à peculiar Casa Batlló.
A saudade em Lisboa
A capital portuguesa atrai o turista nacional através de uma conexão direta e familiar. O turismo em Lisboa é essencialmente patrimonial e histórico, fortemente ancorado na era das Grandes Navegações e no nosso próprio passado colonial.
As reservas concentram-se esmagadoramente na região histórica de Belém, com o Mosteiro dos Jerónimos liderando a preferência, seguido pela famosa Torre de Belém.
Museus, patrimônio histórico e cultura dominam
Ao tabularmos e categorizarmos o interesse por trás das mais de 10 mil reservas, a vocação erudita da viagem se manifesta. Contudo, para que esses dados sirvam como um termômetro de mercado, estabelecemos uma taxonomia capaz de abarcar as opções mais buscadas pelos brasileiros.
A categorização das centenas de atrações originais se deu a partir do tagueamento de cada uma das atividades, que depois foram aglutinadas e condensadas em sete grandes eixos semânticos, respeitando a intenção primária de consumo do turista no momento da compra.
A lista abaixo explica a distribuição de volume de pessoas dentro das taxonomias adotadas no gráfico.
- Museus e arte (7.787 pessoas): engloba as grandes pinacotecas, galerias e espaços cujo foco central é o acervo de obras-primas. Exemplos em nossa base incluem Museu do Louvre, Galeria Uffizi, Museu Van Gogh e Museu do Prado;
- Outras experiências (6.957 pessoas): o agrupamento necessário da chamada cauda longa do turismo. Essa categoria inclui os passes logísticos de transporte urbano (City Cards genéricos), transfers de aeroporto, roteiros gastronômicos de nicho e walking tours urbanos que não se limitam a um único monumento;
- História e patrimônio (5.699 pessoas): monumentos, ruínas arqueológicas e palácios consumidos pelo seu peso político e civilizacional. Exemplos em nossa base incluem Coliseu, Fórum Romano, Palácio de Versalhes e Panteão;
- Paisagem e experiências “instagramáveis” (1.963 pessoas): estruturas de observação panorâmica e passeios focados majoritariamente na contemplação visual e na estética. Exemplos incluem a Torre Eiffel, London Eye, cruzeiros no Rio Sena e passeios de gôndola em Veneza;
- Arquitetura (1.469 pessoas): atrações onde o edifício em si, por sua complexidade de engenharia ou assinatura do autor, é o destino principal, sobrepondo-se ao seu uso. Exemplos na base: A obra de Gaudí (Sagrada Família, Park Güell) e o Duomo de Milão;
- Turismo religioso (641 pessoas): espaços sacros e santuários consumidos primariamente pela sua importância estrutural no cristianismo e na fé. Alguns exemplos em nossa base incluem o complexo do Vaticano e o Mosteiro dos Jerónimos;
- Nota metodológica: embora o Vaticano abrigue arte, sua força motriz e classificação raiz para o turista sul-americano é a religiosidade e o Estado Papal.
- Entretenimento e parques (578 pessoas): infraestruturas fechadas, voltadas para o lazer dinâmico, imersão lúdica e público familiar. Exemplos na base incluem a Disneyland Paris, Warner Bros Studios (Harry Potter) e tours em estádios de futebol europeus.
A validação pela alta cultura
A análise da distribuição categórica prova que o brasileiro não atravessa o oceano apenas em busca de lazer passivo. A viagem tem um viés fortemente educativo e intelectual. Estar fisicamente diante de obras-primas mundialmente famosas (seja a Mona Lisa no Louvre ou o teto da Capela Sistina) confere um inegável status à experiência.
O consumo de museus e patrimônios atua como a chancela da bagagem cultural do viajante, rendendo à viagem um ciclo de vida estendido muito além da data de retorno.
Experiências focadas unicamente em entretenimento rápido ou paisagens figuram de maneira relevante, provando a busca pela conveniência visual, porém mantêm-se em caráter secundário frente ao peso gravitacional da alta cultura.
O perfil psicológico do turista brasileiro
Transformar dados frios em comportamento exigiu a interpretação das entrelinhas das planilhas. Foi através do levantamento que pudemos traçar o panorama atual do turista brasileiro.
A principal característica é a valorização de símbolos clássicos. O turista busca experiências que não demandem muita explicação; a imponência da atração deve falar por si só e ser prontamente admirada por amigos e familiares de volta ao Brasil.
A importância da fotografia urbana nunca esteve tão em alta. Visitas a mirantes, como o topo do Arco do Triunfo ou os passeios na London Eye, mostram que a busca por experiências fotográficas pauta parte importante do orçamento.
E, por fim, as mais de 10 mil reservas estressam a consolidação do turismo planejado. A espontaneidade de chegar a uma cidade e decidir na hora o que visitar foi engolida pela necessidade da reserva online e antecipada.
O comportamento de casais, famílias e viajantes solo
Para entender quem são esses turistas, o estudo avaliou o tamanho das reservas. Com um ticket médio implícito de aproximadamente 2,47 pessoas por transação, foi possível decodificar os arranjos sociais que embarcam rumo ao Velho Continente.
O gráfico ilustra a morfologia social do viajante brasileiro na Europa.
A análise desses perfis elucida diferenças significativas de comportamento e prioridade:
- Casais em lua de mel ou lazer (54,4%): representam a maioria absoluta da base. Formam o grupo hegemônico e são eles que ditam o alto volume de consumo das atrações clássicas, românticas e arquitetônicas. É o casal brasileiro que sustenta as enormes filas do Museu do Louvre, do Palácio de Versalhes e do Coliseu;
- Famílias e pequenos grupos (24,1%): exibem um roteiro ligeiramente modificado para acolher diferentes idades. É este o estrato responsável por impulsionar parques temáticos, como a Disneyland Paris, e passeios que ofereçam maior infraestrutura de transporte e acomodação;
- Viajantes solo (15,0%): representam um perfil pragmático, ágil e focado em consumo cultural intensivo. Livres das complexas amarras e negociações logísticas de um grande grupo, os viajantes solitários focam nos maiores e mais densos patrimônios europeus, fazendo uso intenso de passes regionais de desconto (City Cards) para maximizar o número de atrações visitadas em um único dia.
A ascensão dos ingressos fura-fila e tours guiados
Se há uma tendência que redefine o turismo contemporâneo, é a rejeição sistêmica às filas de espera. Com a constante viralização de vídeos e relatos mostrando filas de horas sob o sol em frente às atrações europeias, o comportamento logístico mudou drasticamente.
A base de dados aponta para um crescimento massivo e contínuo na procura por opções que garantam acessos prioritários.
O aumento exponencial nas vendas de modalidades como ingressos skip-the-line, combinados à contratação de guias credenciados, reforça a tese clara de que os brasileiros estão decididos a terceirizar a logística operacional e o esforço intelectual do passeio.
A troca é direta: investe-se mais capital para garantir o máximo de conforto, agilidade e riqueza de detalhes durante a visitação, blindando as tão sonhadas férias contra atritos e desgastes desnecessários.
A evolução do turismo europeu: 2021 a 2025
A cronologia das reservas reflete de maneira fidedigna a turbulenta história global recente e a poderosa capacidade de recuperação da indústria de viagens.
Após um 2021 retraído, operando em compasso de espera por conta das restrições sanitárias de fronteira, a retomada da confiança fica evidente já nos primeiros meses de 2022.
O grande ponto de inflexão, contudo, ocorre em 2023. Neste ano, nota-se uma aceleração explosiva nos números de viajantes, impulsionada pela realização de planos adiados e pela demanda turística reprimida.
O ciclo se acomoda de maneira mais orgânica e sustentável em 2024, ano que operou como um marco de consolidação.
Os dados projetados em 2025 indicam uma estabilização natural do mercado, operando em um patamar de demanda maduro, equiparando-se aos volumes saudáveis e sólidos registrados durante o ano de 2022.
Macrotendências: o que o futuro reserva para o mercado?
Olhando para frente, a análise dessas mais de 10 mil reservas permite traçar prognósticos estratégicos sobre as tendências do turismo internacional voltado ao público do Brasil.
- Conveniência pede passagem: o produto turístico de maior crescimento em toda a cadeia é a conveniência. A tendência de “furar a fila” deixará de ser vista como um luxo para se tornar o padrão comercial básico das viagens bem-sucedidas.
- A resiliência dos roteiros clássicos: inovações tecnológicas e novos polos de turismo não abalam o desejo do brasileiro. A Europa clássica do imaginário (Itália e França) não sofre desgastes de imagem. A herança milenar continuará sendo o grande refúgio aspiracional dos turistas do novo mundo;
- O hábito dos tours combinados: com roteiros mais curtos e moedas desfavoráveis, o viajante exige cada vez mais prêmio pelo valor gasto. O crescimento sustentado dos ingressos que combinam múltiplas atrações em uma única compra comprova que o mercado favorecerá fornecedores que entreguem soluções logísticas completas e, preferencialmente, em idioma nativo.
Como o estudo do Euro Dicas Turismo foi realizado?
Para garantir a precisão analítica deste levantamento e a relevância dos dados para o mercado de turismo, a metodologia adotada exigiu um recorte rigoroso. O estudo consolida tendências reais de comportamento a partir de exatas 10.164 reservas efetivadas entre os anos de 2021 e 2025.
Essas reservas foram realizadas através da plataforma parceira GetYourGuide, com a mediação direta do portal Euro Dicas Turismo.
Ao todo, o volume de dados contempla um contingente de 25.094 pessoas atendidas. Isso nos oferece uma amostra robusta para desenhar conclusões seguras sobre os brasileiros que viajam para a Europa.
Dados foram tratados com cautela
Para evitar distorções nos rankings e garantir uma leitura limpa, a base original passou por um meticuloso tratamento de dados.
Variações de nomes de ingressos para a mesma atração (como diferentes modalidades de tours guiados, acessos antecipados ou ingressos simples para o Coliseu de Roma ou Vaticano) foram agrupadas e consolidadas sob sua entidade principal.
O ranqueamento final apresentado neste estudo leva em consideração o volume total de pessoas atendidas, e não apenas o número de transações isoladas.
Essa abordagem metodológica permite extrair tendências anuais mais precisas, cruzar as escolhas com o perfil demográfico dos grupos e entender, de fato, a escala de impacto de cada atração na vida do brasileiro.
O perfil do turista brasileiro na Europa
O estudo do Euro Dicas Turismo traça um perfil bastante contemporâneo do viajante brasileiro, que se tornou incrivelmente sofisticado em sua estratégia de logística, mantendo-se, no entanto, profundamente clássico e fiel aos seus desejos originais.
O brasileiro ainda cruza o Atlântico com a ambição de contemplar a grandiosidade arquitetônica do Coliseu, de se perder admirando a Monalisa no Louvre e de se emocionar sob a luz dos vitrais da Sagrada Família.
A grande revolução revelada pelos números não está no destino do turista, mas sim no caminho escolhido para chegar até lá. A análise rigorosa de mais de 25 mil perfis constata que o turismo europeu vive uma era de maturação e eficiência.
Os sonhos de conhecer o velho continente permanecem intactos, mas a forma de executá-los agora é meticulosamente planejada, pragmática, e desenhada passo a passo para garantir que a viagem seja tão perfeita na prática quanto foi durante todos os meses, ou anos, de planejamento.
Sobre os dados desta pesquisa
Os dados e os gráficos exclusivos deste dossiê podem ser reproduzidos e citados por portais de notícias, jornais, criadores de conteúdo e demais publicações, desde que a fonte da pesquisa original seja expressamente mencionada como Euro Dicas Turismo.
Erik Nardini